músicas para barzinhoQuem nunca ouviu a expressão “Toca Raul!” durante uma apresentação musical que atire a primeira pedra.

Ela é sempre dita pelo público, principalmente em bares noturnos, e serve para manifestar o desejo dos fãs apaixonados por Raul Seixas, que querem que a música do seu ídolo seja tocada.

De tão comum, a frase acabou virando tema de uma canção nas mãos de  Zeca Baleiro: “mal eu subo no palco, um mala, um maluco já grita de lá: -Toca Raul!” diz a letra.

Claro que “raulzito” está entre os artistas mais presentes em repertórios de músicas para barzinho, superando inclusive nomes populares da MPB.

Há outros hits que também fazem sucesso e agradam às plateias pelas noites a fora. Veja abaixo uma lista com 10 músicas que não podem faltar numa apresentação em barzinho. Começando, claro, pelo grande Raul Seixas.

“Maluco Beleza” – Raul Seixas

O título da música acabou virando um dos apelidos de Raul. Maluco Beleza é um verdadeiro clássico da noite, escrito em parceria com Cláudio Roberto. Faz parte do disco “O Dia em que a Terra Parou”, lançado em 1977. É uma das cifras de músicas mais procuradas na internet.

“Flor de Lís” – Djavan

A música de 1977 integra o álbum de estreia de Djavan, “A Voz, O Violão, A Música de Djavan“.  Em alguns sites, é descrito que a música foi criada após ocorrer uma tragédia pessoal na vida do cantor. A informação é desmentida na página oficial do cantor: “foi um boato da internet”.

“Como é Grande o Meu Amor Por Você” – Roberto Carlos

Essa é tão manjada que é tema de muitos casais há mais de três décadas. De autoria de Erasmo Carlos, foi lançada em 1967 no trabalho “Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura”.

“Não Quero Dinheiro, Só Quero Amar” – Tim Maia

Um dos mais polêmicos cantores brasileiros, Tim Maia foi o criador de diversos sucessos. Não Quero Dinheiro é do álbum “Volume 2”, de 1971.  O que mais impressiona é a atualidade dessa canção, tanto pela força da sua letra quanto pelo seu ritmo, ousado e pioneiro.

“Me Chama” – Lobão e os Ronaldos

Típica canção para ser tocada à base do banquinho e violão, tanto que até João Gilberto a regravou. Lançada em 1984, no disco “Ronaldo Foi Pra Guerra”,  época em que Lobão ainda era acompanhado pela banda Os Ronaldos.

“Beleza Rara” – Ivete Sangalo

De rainha do axé para musa da MPB. De forma breve, assim pode ser descrita a carreira da baiana Ivete Sangalo. Beleza Rara agrada a gregos e troianos, tanto que ganhou uma versão rock com a banda CPM 22.

“Trem das Onze” – Adoniran Barbosa

Composta em 1964, essa canção é um hino paulistano. Quase cinco décadas depois de ser criada, mantém seu frescor e originalidade. A canção, que descreve perfeitamente a correria na cidade de São Paulo, é obrigatória em rodas de samba  e nos palcos dos barzinhos.

“O Último Romântico” – Lulu Santos

O difícil é escolher qual música de Lulu Santos estaria nesta lista. Afinal, o músico criou sucessos que caíram, literalmente, na boca do povo. Essa canção foi a mais tocada nas rádios em 1984.  Não foi à toa que o disco “Tudo a Azul”, impulsionado pelo grande êxito de “O Último Romântico”, atingiu a marca de 400 mil cópias vendidas.

“A Banda” – Chico Buarque

A música, que animou e ganhou o Festival da Rede Record em 1966 na voz de Nara Leão, permanecesse uma das preferidas do público noturno.  A canção tem letra simples e sonoridade grudenta. É daquelas típicas que, após serem escutadas, não saem da cabeça de jeito nenhum.

“A Paz” – Gilberto Gil

Escrita por Gilberto Gil e João Donato, é a típica canção “fim de festa”. É para ser tocada quando os casais dão o beijo de despedida, o garçom traz a conta e as luzes do palco se acendem. Sinais que a noite acabou.