Telefonia móvel brasileira registra pequena queda

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, o Brasil passou por uma discreta queda nas quantidades de linhas de telefones celulares. Havia, no país, 242.011.349 linhas operantes em julho, representando uma queda de 0,05% em relação ao mês anterior. Nos últimos 12 meses, no entanto, a queda registrada foi ainda maior, totalizando 4,18%.

Telefonia móvel brasileira registra pequena queda

Por que isso tem ocorrido?

Segundo a agência, a possível explicação para a redução nas quantidades de linhas de telefones celulares em território nacional tem origem nos planos que muitas operadoras costumavam fazer, para dar descontos nos valores das ligações entre usuários de uma mesma operadora.

Para evitar esse tipo de comportamento, apelidado de “efeito clube”, a Anatel tem reduzido a tarifa de interconexão de rede móvel em valores superiores a 90%. A tendência é que esse valor chegue a apenas R$ 0,02 em 2019. Os usuários precisavam ter chips da mesma operadora para usufruírem dos preços mais baixos. Com a medida da Anatel, os preços das ligações entre operadores distintas não ficam mais tão caros em relação aos preços das ligações de mesma operadora. A consequência é que os consumidores não precisam mais de diversos aparelhos ou de diversos chips em um mesmo aparelho, causando a redução de linhas.

Pré-pago x pós-pago

No Brasil, há 159.236.470 linhas pré-pagas e 82.774.879 pós-pagas. Nos últimos doze meses, as linhas móveis pré-pagas registraram queda de 10,25%. Em contrapartida, os modelos pós-pagos registraram aumento de 10,14%.

Operadoras

Em proporção, as empresas que registraram crescimento na quantidade de linhas pelo Brasil foram a Datora (128%), a Porto Seguro (51,45%), a Nextel (4,14%) e a Vivo (1,55%). Apesar do valor percentual, a Vivo segue registrando o maior crescimento em número absoluto de linhas.

Quanto às operadoras que registraram declínio de linhas, encontram-se a Oi (-11,28%), a Claro (-5,75%) e a Tim (-4,84%).

Combate a celulares pirateados

A Anatel também anunciou recentemente que vai implementar medidas de bloqueio aos celulares “piratas”, exigindo que todos os aparelhos tenham o certificado de homologação Anatel para terem sua comercialização e seu funcionamento autorizados em território brasileiro.

A agência é responsável por regulamentar todo o setor de telecomunicações do país e, ao bloquear os aparelhos ilegais, evita que interfiram na radiofrequência dos aparelhos legalizados, o que poderia prejudicar o seu funcionamento.

Qualquer produto de telecomunicações que não tenha passado pelo processo de homologação da Anatel não está autorizado à comercialização no país. Os responsáveis que forem flagrados estão sujeitos à apreensão das mercadorias e ao pagamento de multas.