Soltando a mão

É incrível a velocidade do desenvolvimento dos bebês. Um dia desses, o meu pequeno anjo de apenas um ano começou a arriscar alguns passinhos, ainda sem muito equilíbrio; e eu como toda mãe coruja, estava cheia de insegurança e medo das possíveis quedas, sempre a conduzia pela mão, por onde quer que fosse.

Passados alguns meses e ela ainda não andava sozinha; foi quando minha mãe me disse sábias palavras: “Você tem que soltar-lhe a mão! ”

Foi então que comecei a meditar e descobri que o medo não era dela, era meu! Enquanto não lhe dei a liberdade de escolher seus caminhos, não firmava seus passos.

E enxergando mais além, consegui também perceber que esta seria apenas a primeira de muitas vezes que teria que soltar sua pequena mão, durante todo o seu caminho.

Mas eu sempre estaria ali, ao seu lado, pronta para levantá-la a cada tombo, encorajando- a a continuar.

Voa, meu pequeno beija-flor! Descubra novos horizontes… e lembre-se, estarei sempre aqui, lhe oferecendo a mão…