Sakineh Mohammadi Ashtiani

Quem não tem refletido nos últimos dias sobre a iminente execução da iraniana condenada à morte por apedrejamento?  Sakinneh foi condenada por adultério e cumplicidade na morte do marido.

Até onde as leis e costumes de um país podem ir?  Em pleno século XXI, no auge da globalização, não houve interferência política ainda capaz de fazer o governo iraniano voltar atrás em sua sentença. A união européia pediu ao governo do Irã o cancelamento da sentença, o Brasil ofereceu refugio para a condenada, mas nada fez com que o judiciário iraniano anulasse a condenação.
A ativista iraniana Mina Ahadi, do Comitê Internacional contra Apedrejamento (Icas) pediu ajuda a recém eleita presidente Dilma Roussef , pelo fato de ser mulher e conhecer as lutas e causas femininas, segundo a ativista. Estavam todos esperando que a execução da iraniana acontecesse nesta quarta-feira dia 03 de Novembro, mas não foi o que aconteceu afirma o Ministério iraniano, que garante que Sakinek está em perfeito estado de saúde.
Esta execução não será tão simples para o Irã. Ganhou repercussão mundial e os olhos atentos da imprensa. As execuções no Irã costumam acontecer sempre no mesmo horário, longe dos olhos da mídia. Calcula-se que mais de 50 pessoas aguardam a morte por apedrejamento no Irã.
Cabe a nós pobres mortais , torcer para que algumas das interferências humanitárias, políticas ou religiosas (o que seria quase impossível frente a convicção religiosa do Irã), que a situação de Sakineh se reverta, e que não seja necessário noticiar a forma que a iraniana foi executada e sim como foi isentada de tal crueldade.