Resistências Elétricas e as Grandes Máquinas Injetoras

As máquinas injetoras de plásticos revolucionaram a indústria, fornecendo embalagens para todo tipo de produto. As máquinas atuais operam por meio de diversos modelos de resistências elétricas a qual são suas necessidades para se manter operando.

As Grandes Máquinas Injetoras

Máquina Injetora de Plástico

Essa máquina é uma injetora de plástico a qual é movida por eletricidade, e resistências elétricas para manter uma certa temperatura a qual moldará as formas necessárias.

As máquinas injetoras são o motivo de existirem atualmente embalagens de plástico, garrafas pet, latinhas de refrigerante entre outros. Aliás, todo tipo de produtos fabricados em plástico. Nessa tecnologia, o plástico, metal ou outros produtos (chamados de matéria prima) são aquecido até um ponto ideal, eaí que entram o trabalho das resistências elétricas, que fazem sua parte em manter o material aquecido em determinadas temperaturas reguladas pelos programadores de máquinas injetoras sendo depois injetado violentamente para dentro de moldes, ganhando o formato desejado.

Processo de Fabricação

O processo de fabricação é extremamente rápido, pois não se pode deixar o plástico derretido esfriar dentro dos bicos injetores. Assim, o fechamento do molde, a injeção de plástico, o recalque, o resfriamento da peça já pronta envolve um ciclo de 3 a 5 milésimos de segundo, ou seja, em um segundo são produzidas cerca de 200 garrafas pet.

Veja a baixo uma máquina injetora fazendo aqueles tapoer que utilizamos em casa para aquecer comida nos microondas ou até mesmo para manter o alimento protegido.
http://youtu.be/dpP5wHyquBA

Processos mais simples

Algumas máquinas mais simples funcionam em baixa velocidade para fabricar embalagens como aquelas usadas para água sanitária. O princípio é o mesmo: o plástico derretido desce por uma tubulação, é injetado no molde, desmoldado, são removidas as rebarbas e é feito o acabamento.

Do Processo ao Produto

A fabricação com as modernas máquinas injetoras é um processo complexo e caro, pois envolve uma rede de água gelada para moldagem e desmoldagem, um potente sistema de ar comprimido e profissionais bem treinados.

Essas máquinas possuem como fonte de calor, principalmente nos bicos injetores, resistências elétricas para injetoras especialmente moldadas para este tipo de máquina, que mantém o plástico aquecido na temperatura adequada para a moldagem. Essas resistências são fabricadas em placas simétricas em meia cana, formada por massa refratária contendo filamentos aquecedores elétricos em espiral, formando zigue-zague ao longo da estrutura. Todo o conjunto é unido por cinta metálica, adaptada ao formato desejado para a injetora.

Existem diversos tipos de máquinas injetoras, destinadas a usos específicos. Basicamente, são usadas as máquinas com o sistema de injeção tipo rosca e tipo pistão. Nas máquinas tipo risca o plástico é fundido, homogeneizado, transportado, dosado e injetado no molde. Atualmente é comum o uso de máquinas com rosca. Essas injetoras trabalham com uma rosca, que serve também de êmbolo de injeção. A rosca gira em um cilindro aquecido, dotado de um funil superior, por onde se introduz o material. A unidade de injeção move-se, geralmente, sobre a base da máquina.

Já na máquina tipo pistão, a abertura e fechamento do molde são feitos por um pistão hidráulico de grande área, ligado a um cilindro hidráulico. A intensidade do fechamento depende da força do óleo que aciona o pistão, sendo que quanto maior a pressão, maior será a força aplicada no molde. Qualquer vazamento interno ou externo no sistema de fechamento acarretará na perda de pressão, ocasionando uma diminuição na força de fechamento gerando rebarbas no produto.

As máquinas usadas para produção industrial existentes atualmente são acionadas por mecanismos elétricos, desde o processo de injeção até a expulsão das peças dos moldes. Com isso, alcança-se alta velocidade, precisão, redução do ruído ambiente, economia e ate é 60% no consumo de energia, produção limpa sem contaminação das peças fabricadas e adequação às normas internacionais. Ate é pouco tempo essas máquinas eram economicamente inviáveis, quadro que mudou com o avanço tecnológico.

Fábricas de Termoplásticos

Fábrica de TermoplásticosAs fábricas de termoplásticos estão em permanente processo de automação, tendo atualmente quase todos os processos de produção robotizados, o que aumenta a eficiência e reduz os custos de produção. Com isso, os plásticos tornam-se mais precisos, podendo ser produzidos em peças minúsculas ou para estruturas gigantescas.

As resistências elétricas usadas em injetoras de termoplástico precisam ser substituídas periodicamente, pois sofrem desgastes intensos com o uso. Por isso, lojas especializadas vendem essas resistências para substituição. Os profissionais que operam essas máquinas conhecem a duração esperada de cada componente e são treinados para fazer a manutenção básica.

As resistências coleira, fabricadas em mica ou cerâmica, são usadas em diversos modelos de injetoras de plásticos. Operam normalmente com voltagem de 440 volts, atingindo temperaturas de 450 a 800 graus centígrados. Algumas resistências usadas em máquinas mais simples funcionam com 200 a 400 graus.

Um outro tipo de resistência é a resistência brindada, que substitui a resistências de coleira. Esse tipo de resistência fornece calor de forma mais uniforme para os bicos de moldes e bicos da injetora de plásticos. Com isso, ocorre uma ampliação da relação custo benefício, por terem vida útil superior a dois anos de uso.

Além desses tipos, existem outras resistências elétricas usadas na injeção de plásticos: as resistências de cartucho, as microtubulares, as de torpedo, e outras. As resistências elétricas normalmente estão posicionadas em componentes móveis das máquinas. Por isso, precisam de cuidados especiais de manutenção, como verificação constante dos fios, fusíveis e pontos de fixação.

Também devem ser mantidas livres de impurezas, pó e umidade, além de evitar temperatura elevada no local errado da máquina, diminuindo assim o desgaste desnecessário. Os operadores dessas máquinas devem ser bem treinados, usar os equipamentos de proteção individual e seguir rigorosamente as normas técnicas.

Avanço da Indústria Termoplástica

Os avanços na indústria termoplástica seguem em diversas direções: nos processos de injeção, nas fontes de energia, na automação, na robotização, nos componentes elétricos e na estruturação dos parques industriais. No Brasil, com o desenvolvimento econômico e tecnológico, foram introduzidas novidades já utilizadas em outros países, renovando o parque industrial na área dos termoplásticos a partis da última década.

Para acompanhar esse desenvolvimento, estão surgindo cursos de qualificação profissional tanto na produção termoplástica quanto na engenharia eletroeletrônica, preparando profissionais para atuarem com os novos equipamentos e processos. Escolas como o Senai e as universidades oferecem cursos nessa área.

O investimento em qualificação profissional é importante para os trabalhadores, pois cada vez mais a indústria está exigindo mão de obra qualificada. Mas é importante também para os empreendedores, pois mesmo com os avanços não se pode subestimar a importância da expertise do trabalhador chão de fábrica. Além disso, a carência de mão de obra qualificada é um dos maiores problemas para o avanço industrial no Brasil, fator de destaca a importância das parcerias indústria escola nos processos de qualificação permanentes do profissional da indústria termoplástica.