Planos De Saúde X SUS: A Solução Contra A Má Prestação De Serviços

Planos De Saúde X SUS

Planos De Saúde X SUS

Sabe-se que o Brasil possui o maior sistema de saúde pública do mundo e o segundo maior mercado de saúde suplementar; e isso já seria motivo suficiente para que houvesse uma excelente prestação de serviços à população, tanto por parte do SUS ( Sistema Único de Saúde ), quanto dos planos de saúde particulares. Mas não é isso que estamos vendo. A carência de atendimento na saúde pública, com a sua total incapacidade de atender a demanda crescente, faz com que boa parte dos brasileiros recorra às operadoras de planos de saúde como se essas fossem a “salvação da lavoura”.

Infelizmente sabemos que ter um plano de saúde nunca foi, pelos menos aqui no Brasil, garantia de proteção e bom atendimento. Verificamos procedimentos absurdos nos planos de saúde. Por exemplo, os médicos já não pedem certos tipos de exames conforme a necessidade do quadro e sim conforme o que determina o plano de saúde ao qual o paciente é conveniado. Eles não podem contrariar essa determinação, caso contrário podem até perder o convênio. Longas esperas por atendimento médico, negativa de cobertura e grande dificuldade para agendar uma simples consulta, são também algumas das reclamações comuns entre os usuários de planos de saúde, que pagam caro por um plano de saúde pensando que vão ter um atendimento de boa qualidade.

Possível solução contra a má prestação de serviços

De acordo com especialistas, devido à omissão da Agência Nacional de Saúde Suplementar ( ANS ), órgão responsável pela regulação e fiscalização do setor de planos de saúde, ainda não é possível oferecer à população um padrão ótimo de concorrência no mercado, a fim de que as prestadoras de planos de saúde possam oferecer um atendimento de qualidade a todos, independente do valor do plano, em que sempre prevaleçam os valores humanos e não os lucros. Ademais, muitos concordam que o fortalecimento da saúde pública talvez seja a única forma de melhorar a qualidade e a concorrência da saúde privada, embora reconheçamos que os serviços de saúde deveriam ser prestadas gratuitamente a todos os brasileiros, pois é isso que está previsto na Constituição.

Entendemos, contudo, que é possível uma convivência entre o serviço público de saúde e o sistema de saúde suplementar que de certa forma hoje até ajuda a desafogar o atendimento nos hospitais públicos. Mas também entendemos que sem uma regulamentação desse sistema de saúde suplementar e, como já dito, sem o fortalecimento da saúde pública, nenhuma convivência será possível.