Pensando no depois para melhorar o hoje

Quando pensamos no futuro, fica claro que ele sofre interferências do agora. Isso fica ainda mais óbvio quando notamos o quanto dos dias de hoje foram influenciados por acontecimentos do passado. Por exemplo, A corrupção que hoje se espalha e se banha no dinheiro público chegou ao triste patamar que vemos diariamente nos noticiários porque, no passado, elas não foram detidas nem penalizadas. A qualidade do ar que se respira hoje nas grandes cidades é ruim porque, anos atrás, não foi criada lei alguma sobre a obrigatoriedade do uso de catalisadores nos veículos, nem multas sobre aqueles que estiverem desregulados, nem incentivo a motores de energia limpa; somente agora tem-se pensado nisso, agora, que o ar já está irrespirável em muitos lugares.

Por isso é tão importante promover mudanças nos dias de hoje, visando um futuro de mais qualidade – e principalmente porque mudanças para melhor são sempre muito demoradas. Exigem investimentos e mudança de posturas que as pessoas e empresas nem sempre estão dispostas a adotar. Os motivos são muitos: hábitos já muito enraizados, investimentos, redução na competitividade ou nos lucros… Mas isso só contribui para o futuro de menor qualidade ainda do que nosso presente. E como veremos a seguir, o simples uso de um gerador de ozônio numa piscina de escola de natação já tem importância positiva para o futuro.

O que pode ser mudado?

iniciativas-foram-tomadasNa verdade, muita coisa já mudou, ainda que isso não signifique, de maneira alguma, que já é o suficiente. O despertar da consciência ambiental fez com que muitas famílias brasileiras passassem a separar o lixo que produzem em casa em “lixo orgânico” e “lixo reciclável”. Algumas foram além e, além de separar o lixo reciclável, ainda o separaram em categorias: vidro, plástico, metal e papel – mas isso depende, também de espaço para fazer uma coleta tão minuciosa, então nem todas chegaram a esse ponto. Mas só por separar o lixo reciclável já merecem um parabéns. Em alguns casos, as famílias aproveitam parte do lixo orgânico que produzem como adubo para suas plantas, tanto num quintal ou horta como nos vasos do apartamento, mas isso exige algum conhecimento técnico. E em outros casos, as famílias conseguiram reduzir a quantidade de lixo produzida, preferindo comprar alimentos a granel, levando seus próprios potes e sacolas, etc..

O problema da emissão de poluentes pelos automóveis sem dúvida é um dos maiores problemas enfrentados pela humanidade. Como o crédito para a compra de automóveis foi facilitado por muitos anos, muitas famílias passaram a ter seus carros e motos. Por um lado, isso foi bom, pois aumentou a capacidade de mobilidade dessas famílias – mas por outro, aumentou o fluxo de trânsito e a emissão de poluentes na atmosfera. E como no Brasil ainda não se tem o hábito de usar outras formas de transporte e nem da “carona solidária”, é comum vermos centenas, milhares de carros transportando apenas o motorista. É muita poluição pra uma pessoa só… Para tentar contribuir com o meio ambiente (e por tabela, com a própria saúde), muitos passaram a utilizar bicicletas para se locomover de casa para o trabalho, ou mesmo a ir a pé. Como os serviços de transporte coletivo no Brasil ainda são muito deficientes, esta não costuma ser uma opção válida para quem costuma usar o próprio carro ou moto, por isso a escolha da bicicleta ou das próprias pernas é a mais óbvia.

Pequenas mudanças que fazem a diferença

Essas são grandes mudanças no modo de vida, que envolvem a família inteira no processo, mas não são as únicas efetivas. Pequenas atitudes podem colaborar grandemente sem nos darmos conta do quanto colaboram para um mundo melhor.

Tratamento-agua-gerador-de-ozonio.Quando uma academia de natação substitui o sistema de tratamento a cloro por sistemas de tratamento com gerador de ozônio, está favorecendo que os banhos dos alunos sejam mais curtos. Afinal, quem pratica natação sabe como é chato e demorado retirar todo o cloro dos cabelos, não é? A água tratada com ozônio é tão ou mais eficiente que o coloro, e ainda tem a vantagem de não deixar resíduo algum no corpo. O banho pode continuar reduzido, para diminuir o consumo de água – que recentemente tornou-se um recurso escasso em lugares onde antes era farto.

Quando um pai recebe troco a mais por engano num parque de diversões, por exemplo, deve ensinar ao filho que o correto é voltar ao guichê e devolver o valor a mais. Como? Pelo exemplo. Afinal, falar o que é certo na teoria mas praticar o errado é um tiro no pé – e o filho aprende mais pelos exemplos do que pelos discursos. Pequenas corrupções aparentemente sem importância, quando aprendidas pelos pequenos, tornam-se uma escola de grandes falcatruas em seus futuros. Não deixe que seu filho saia de casa para a vida com maus ensinamentos.

Somos criaturas que se distraem facilmente e, por causa dessa distração, quantas vezes já deixamos luzes acesas sem necessidade? Pode parecer pouco mais se milhares de casas têm pessoas com esse hábito, milhares, milhões de quilowatts a mais precisam ser gerados para dar conta dessa demanda inútil. Crie o hábito de apagá-las assim que sair do cômodo (claro, se não houver mais ninguém ali precisando delas acesas) e cultive esse hábito em sua casa. Se todos fizerem isso, as próprias usinas precisarão produzir menos energia – por tabela, precisarão de menos água e, por tabela, o ambiente sofrerá menos.

Isso tudo pode parecer um grande esforço, mas é só no início. Assim como nos distraímos muito facilmente, também nos adaptamos muito rapidamente e logo as novas rotinas são incorporadas. Tente. O mundo vai agradecer pra sempre – e seus filhos também.