Pelas Veredas da Injustiça

A justiça brasileira condena um homem, que além de ter espancado por várias vezes a sua esposa, a ameaça constantemente de morte, a não se aproximar dela em um raio de duzentos metros. E o juiz o adverte severamente “não se aproxime dela, num raio de duzentos metros!”.

JustiçaPoucos dias depois, o sujeito entra no salão de beleza, onde a ex-esposa trabalha e lhe desfere, à queima-roupa, nove tiros de pistola, cumprindo a promessa que lhe fizera. Agora, morta, de que lhe valeram os duzentos metros impostos ao criminoso e o que mais pode a justiça fazer por sua vida? Nada, absolutamente, nada. Não o fez quando a moça, ameaçada de morte, fez vários boletins policiais contra o ex-marido.

Há poucos dias atrás, um alucinado de terno e gravata, sentindo-se ameaçado por um monte de bicicletas que trafegavam tranquilamente à sua frente, num passeio ciclístico que se realizava em Porto Alegre – RS investe, com uma fúria insana, com o seu automóvel sobre os rapazes e moças que ali trafegavam, levantando-os para o alto e passando por cima de vários deles, que iam caindo pelo chão como se fossem garrafas de boliche. O louco fugiu sem prestar socorro às vítimas. Preso, o engravatado está sendo processado por, nada mais e nada menos, que dezessete tentativas de homicídio, qualificado triplamente, ou seja, por motivo fútil, não dando a mínima chance de defesa às vitimas e provocando dano comum.

Mas, como neste país de “fichas sujas” o errado é que é certo, o atropelador foi solto (e quem sabe para atropelar mais um monte de crianças pelas ruas a fora) e vai responder tranquilamente em liberdade, pelo crime que cometeu, e pelo qual foi posto atrás das grades, de onde nunca mais deveria sair. Urge que se tomem medidas de contenção dessas abominações jurídicas, que colocam em liberdade verdadeiros monstros assassinos e tiram a liberdade dos cidadãos de bem, honestos e que pagam seus impostos a um governo que só olha para o próprio umbigo, transbordando de corrupção. Por estes e por outros motivos, a injustiça impera no Brasil.