OXI – A Droga Mortal

A você que está apenas iniciando a leitura deste artigo, proponho um jogo de imaginação:

Um poço. Profundo. Escuro. Com uns resto de água lamacenta e fedida lá embaixo. Tome coragem e aproxime-se da borda com toda cautela possível.

CRACOLÂNDIA - SP

Cuidado…cuidado… atenção para não pisar em falso e ir parar lá no fundo.

A luz do sol apenas-apenas consegue penetrar naquela abertura tão profunda. As paredes escuras.

Porém aos poucos você consegue distinguir qualquer coisa que se move lá nas profundezas, chafurdando na lama, ensopado de lama, recoberto-extasiado-em delírios de lama, um homem. Que dentro do poço cava um outro poço. Que dentro de um buraco fabrica um outro buraco.

O primeiro poço, aquele que a luz com muito esforço e consumo de fótons consegue um tanto alumiar tem um nome há muito conhecido de todos:

CRACK – A Pedra Maldita.

Já o homem enlameado-ensopado-emporcalhado-extasiado de lama podre é um traficante de drogas.  um fabricante de suicídios

E o poço que ele cava, mais profundo ainda, onde nem mesmo a luz se atreve a penetrar, atende pelo singelo nome de Oxi.

OXI – A pedra Mortal.

Nascida da imaginação desumana de algum monstro com aparência de homem, que se movimenta como um homem, que ama, que ri, que trai e se retrai como todo e qualquer homem faria, uma besta – um qualquer coisa – um coisa nenhuma – um lixo – uma lama – um vômito – a descarga de qualquer coisa apodrecida: um pseudo homem.

Foi lá pelas bandas do Acre que o maldito oxi deu as caras no Brasil. Eram os idos de 2003 e o nome tão singelo e até mesmo simpático é uma redução da palavram oxidar (ou oxidação).

MAPA DO ACRE

A droga altamente destrutiva combina restos (lixo) de cocaína + ácido sulfúrico + ácido clorídrico + cal virgem + querosene ou gasolina e custa a bagatela de R$ 2,00 a pedra. A mistura oxidada forma uma pedra semelhante ao crack e como aquela, vai fumada pelos pobres viciados dignos de pena, piedade e compaixão e não pela indiferença e demagogia da classe política desse país.

O resultado desta química terrível vem do depoimento que retirei da internet feito pelo senhor Álvaro Mendes que trabalha na ONG REARD – Rede Acreana De Redução E Danos:

“…quando acabava de pipar a pedrinha tragando a fumaça pela boca, ele caia vomitando e defecando, e ficava tendo “barato” no meio do vômito e das fezes, aí se levantava para consumir de novo”.

A ONG fazia pesquisas nas cidades de Brasileia e Epitaciolândia, próximas a fronteira com a Bolívia. Buscavam os porquês da enorme incidência de AIDS entre os viciados daquelas cidades, quando se depararam com a droga.

Sabe-se que ela é altamente mortal, pois 30% dos usuários faleceram num arco de tempo de apenas um ano. Ela provoca enfarto, danos cerebrais irreversíveis, problemas hepáticos, hipertensão, AVC, câncer de gargante e de traqueia.

O “barato” dura aproximadamente 15 minutos e provoca euforia e ânimo, depois vem o medo, a mania de perseguição e a paranoia. Entre uma fumada e outra, durante o período da “fissura”, os viciados consomem suco de groselha misturado com álcool da “tampinha azul”, aquele mesmo vendido nos supermercados e que a gente usa como desinfetante!

Agora a droga ultrapassou os limites do Acre, apareceu em alguns estados do nordeste e deu as caras em São Paulo e Rio de Janeiro. Ou seja, chegou ao “Brasil” que tem vez na mídia.

Pergunto:

Se com o crack que surgiu no país alguns anos atrás e já é uma triste realidade entre nossos jovens, os governos pouco ou nada fizeram a respeito, quanto tempo mais irão se omitir para tentar deter seriamente (sem demagogia) o avanço de mais esta tristeza, este flagelo, esta coisa, esta merdinha,

MANUAL DE FABRICAÇÃO

esta maldita pedrinha que atende pelo nome de OXI?

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