A Terceira Idade, considerada o último estágio da nossa existência, é um marco na vida de milhões de homens e mulheres no mundo inteiro. Aliás, o mundo está ficando mais idoso a cada dia, e pesquisas mais recentes corroboram esse fato. Eu disse “idoso” porque há uma diferença abismal entre ser idoso e ser velho.

Para inicio de conversa, podemos comparar a pessoa idosa a relíquias de família que têm um valor acentuado no mercado justamente pelo fato de serem antigas e estimadas. Por isso, quem atinge a Terceira Idade não é uma pessoa velha ( sinônimo de coisa perecível, descartável, e que perde o valor com o passar do tempo ) mas é uma pessoa idosa, veterana, quem tem a grande vantagem da vivência como aliada, e  que por isso é capaz de  trazer no bojo dos anos o peso da experiência acumulada como um legado.

Infelizmente, em muitos lugares, o idoso não é mais visto como parte integrante de uma sociedade, ou como alguém que ainda pode contribuir com o seu conhecimento cultural, profissional e espiritual. Mas muitos esquecem que a contribuição do idoso é importantíssima –  sem contar que, com os seus proventos de aposentadoria, ele contribui  também para aquecer a economia em geral, sendo, assim como a camada produtiva da sociedade, responsável pela melhoria e desenvolvimento  de todo o tecido social.

Mas esse quadro adverso aos poucos está mudando, quer dizer, a sociedade já está despertando para a necessidade de uma maior atenção para com o idoso.  Sim, há de chegar o dia em que os idosos,  nos quatro cantos do planeta,  terão o mesmo tratamento dispensado aos idosos na sociedade japonesa – lá onde os idosos são a figura central dentro de cada família, gozando de respeito e admiração.