Livro – Ao Professor com meu Carinho

Livro – Ao Professor com meu Carinho

Autor – Rubem Alves

“Rindo, dizer as coisas sérias.” Essa frase do filósofo alemão Nietzsche, citada por Rubem Alves no livro, traduz o bom humor com que o autor trata os problemas da educação no Brasil. Neste livro de crônicas, Rubem Alves, com seu estilo particular e incisivo, provoca no leitor o ato e a arte de pensar. E repensar a educação e todo o sistema educacional. O autor convida o professor, em particular, a uma reflexão para o cotidiano em sala de aula, com direito a puxões de orelha naqueles que fizeram da “arte da decoreba” uma prática. Rubem Alves mostra que “a tarefa primordial do educador é seduzir o aluno para que ele deseje, e desejando, aprenda”. Nas crônicas deste livro, Rubem Alves quer seduzir também o professor para que ele possa se realizar em sua vocação de mestre. “Ao professor, com o meu carinho” é um desabafo apaixonado de um sonhador, que não se cansa de desejar uma educação mais justa.

Livro - Ao Professor com meu Carinho

Livro - Ao Professor com meu Carinho

Rubem Alves demonstra a ineficiência do nosso ensino, que os professores foram treinados e não que absorveram o ensino e com isso não conseguem pensar, não sei se minha interpretação foi equivocada, mas ele generaliza essa avaliação, o que não concordo, pois em todas as áreas existem bons profissionais e maus profissionais.

Acredito que toda essa experiência anuncia um conjunto de exemplos a serem seguidos na educação brasileira: em primeiro lugar, que o professor nunca abdique de suas paixões ao ministrar suas aulas. Estimular a literatura um excelente artefato de estimulo para os alunos. Em segundo lugar, a necessidade de mostrar o valor de um trabalho com produto final evidente e com valor que ultrapasse a sala de aula. Com esse trabalho, a literatura não vira artigo de competição via concurso, ou melhor, nota, mas instrumento de expressão pessoal.

Quando ele comenta o pensamento de Shopenhauer, Nietzsche contesta conceitos antigos. Eu não tenho ainda informação e formação necessária para emitir minha opinião, mas gostei muito quando ele cita que Nietzsche comparava o pensamento à dança, pois considero o pensamento uma função primordial e tão intimamente livre, como só se sente dançando ou voando como um pássaro livremente.

Como diz as escrituras Sagradas; “para ensinar é preciso saber amor” é a forma que entendo também a forma de transmitir o ensino; quando nossos avos imigrantes, contam suas aventuras ao chegar ao Brasil, do desconhecido que enfrentaram do trabalho escravo que alguns foram expostos quanto aprendemos com eles, nos transmitiram tantas coisas difíceis com tanto carinho e amor que transmitimos para nossos filhos e eles com certeza farão o mesmo com seus filhos, eles nos ensinaram tanto com muito carinho e amor e é assim que devemos aprender e ensinar. Basta pensar que um dos primeiros livros a serem impressos foi à bíblia traduzida para o alemão e depois disso nasce uma imensa indústria editorial que vai desde literatura e ciência até panfletos que são distribuídos nas ruas. Através do livro se descobrem saberes, conhecimentos que não podemos adquirir unicamente através do contato com o mundo do nosso cotidiano. Através do livro se formam e transformam ideologias, crenças e realidades. Podemos sim descobrir muitas coisas a partir da leitura de um livro. A curiosidade é sua melhor e maior aliada. Com curiosidade e um bom livro nas mãos acredito que se pode fazer mágica. A criatividade é uma magia que deve ser alimentada através de leituras diversas. Para mim, a literatura é uma dessas possibilidades, e uma das mais agradáveis. O livro é um dos meios, a literatura é uma das mensagens. Ela nos toca e nos faz despertar da realidade. A literatura estimula as percepções do nosso corpo porque trabalha a mente, porque a estimula a conhecer. Quem gosta de ler gosta da idéia de que as possibilidades de conhecimentos são infinitas, de que nunca vai conseguir conhecer tudo sobre determinado assunto. Quem gosta de ler gosta de pesquisa, gosta da escrita e gosta da dúvida. Para mim esses são elementos muito importantes dentro de uma sala de aula para a formação de verdadeiros estudantes: leitura, pesquisa, escrita e dúvida. Esses elementos podem ser despertados e trabalhados a partir da literatura, mas esse não é o único jeito. Cada professor deve descobrir qual é o seu.

“Aristóteles diz”: todos os homens têm naturalmente um impulso para adquirir conhecimento. Quando o autor diz: ”Educação acontece entre a boca e o ouvido, pois a mãe canta uma canção de ninar, o nenenzinho ouvi. Ele que não sabe o sentido das palavras compreende o sentido da música”, achei perfeito, pois quando um bebe chora e a mãe o aconchega ele se aninha e aquietasse, reconhecesse sua voz, já é o inicio de um aprendizado.

Comparar o ensinar e aprender com um ato de muito amor, pois a impotência da inteligência provem dos pais e professores que levam a isso, quando se tem muito amor qualquer gesto nos da muita satisfação e bem estar, mas quando não temos amor tudo incomoda até a presença do ser; é assim que os alunos vem professores que não sabem ensinar. Quando Rubem Alves diz que os professores deveriam ter avaliações periódicas de habilidade, inteligência, pois essa “habilidade e inteligência” não diferem da habilidade usada para resolver exercícios. Ser o primeiro colocado na classificação do vestibular tem a ver com habilidade não inteligência. Inteligência é a procura do desconhecido, é arriscar dentro de um bom senso, é ir à busca do que não nos foi ensinado e não é sabido; dentro de meu conceito os cientistas, não generalizando, são um exemplo da inteligência humana, pois vivem a busca do novo; alguns brincam de DEUS. A mente é como um útero, nela os pensamentos bailam e nela que geram os poemas, a literatura, as obras de arte, as invenções, as teorias cientificas. Memória é onde ficam armazenadas as repetições, portanto memória e inteligência se divergem, já vi muitos deficientes mentais que não conseguiram ser alfabetizados e tem uma memória atípica, o que não é uma critica simplesmente estou citando um fato.

O vestibular “FUVEST” põe estudantes e pais à beira da loucura, após os estudantes serem aprovados alguém experimentou aplicar nova avaliação semelhante a que foram submetidos para saber o que realmente foi absorvido e o quanto foi decorado?

O que as pesquisas mostram que é a minoria que estuda em colégios públicos consegue ir para frente, ou seja, cursar uma Universidade Estadual ou Federal, pois a maioria que consegue a aprovação são alunos de vieram de escolas particulares; Rubem Alves da uma sugestão que até hoje nunca havida lido ou ouvido e achei ótima; os alunos deveriam ser selecionados desde os primeiros anos de escola e quando chegasse o momento da almejada Universidade publica haveria um sorteio entre os melhores; concordo com a modificação dessa classificação, talvez diminuísse o “vamos passar por cima de qualquer um a minha frente”; e criaríamos adultos mais humanos.

Ler Rubem Alves, um escritor que até então me era desconhecido, tornou-se não só um hábito prazeroso, mas uma necessidade profissional para a área que escolhi atuar. Escolhi ser educadora e fui apresentada a ele, no curso de licenciatura em computação. Apaixonado, idéias fervilhando, presenteando-nos com referências literárias de muito bom gosto. Coisas simples, da busca da felicidade na relação com o outro, do prazer ele escreve com profundidade sobre esses sentimentos.

Na vida estamos envolvidos o tempo todo em interpretar. Um amigo diz uma coisa que a gente não entende. A gente diz logo: “O que é que você quer dizer com isso?”. Aí ele diz de outra forma, e a gente entende. E a interpretação, todo mundo sabe disso, é aquilo que se deve fazer com os textos que se lê. Para que sejam compreendidos. Razão por que os materiais escolares estão cheios de testes de compreensão. Interpretar é compreender.

Referente à sabedoria, nada tem a ver com quantidade de informações, mas com a capacidade de discernimento. Palavras não precisam ser entendidas fazem bem ao pensamento é a ponte que o corpo constrói a fim de chegar ao objeto. Conhecimento são extensões do corpo para a realização do desejo. O bem mais certo, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as idéias, pois é com elas que o mundo é feito.

Ensinando o que se sabe busca-se o que não se sabe!!!