Livro – A Vida Digital

LIVRO – A VIDA DIGITAL

AUTOR – NICHOLAS NEGROPONTE – COMPANHIA DAS LETRAS

Vimos computadores mudarem de enormes salas com ar-condicionado para gabinetes, depois para as mesas e, agora para nossos bolsos e lapelas, isso não é o fim. Para o autor Negroponte entrar na empresa e ter que sugerir um valor para seu powerbook bem maior do que o de mercado é que as informações armazenadas no mesmo tinham um valor inestimável. Ele acredita que o próximo século se conseguirá converter átomos em bit, “e alguém pode duvidar disso com tantas novidades tecnológicas?”

Livro - A Vida Digital

Livro - A Vida Digital

Exemplificando bit, vamos transcrever sua explicação. “Bit não tem cor, tamanho ou peso, e é capaz de viajar a velocidade da luz. O bit é o elemento atômico da informação, o pixel é o nível molecular dos gráficos; e vamos caminhando entre bit, bytes, pixels etc.. Mas pela visão futurista de Negroponte estamos vivendo o futuro faz algumas décadas, pois vídeos falam, gravam transmitem imagens e assistimos no momento em que escolhemos. Quando ele compara a tela do computador aos nossos olhos, interpreto da seguinte maneira, a tela do computador é atualmente por onde vemos e falamos com o mundo, ao mesmo tempo, conseguimos, por exemplo, estar no Brasil, e falar com um parente na China e ao mesmo tempo com outro que nos EUA, instantaneamente temos informações de três continentes, isso é sensacional; e os e-mails que nos permitem uma comunicação com o mundo todo a custo baixo e praticamente em tempo real.

A área de computação evolui de tamanha forma que o computador está substituindo muitos aparelhos eletrônicos, exemplos com convênios dos grandes fabricantes de computadores com as TVs a cabo, conversores que aumentam a velocidade de recepção e transmissão, a tal banda larga! Quando cita que a digitalização modificará a natureza dos meios de comunicação essa previsão acontece dia a dia, pois o livro foi editado em 1995 e para a computação treze anos em minha opinião equivale há um século, pela rapidez que a evolução ocorre. O sonho de muitos é que os computadores se parecerem mais com os seres humanos.

Mas a tecnologia não é só maravilhas, temos problemas também, como a etiqueta deixada de lado nas salas de bate-papo, os e-mails intrusos que roubam senhas e dados pessoais, algumas cópias que algumas vezes são enviadas por e-mail que parecem inofensivos, mas que estão violando os direitos autorais, invasão da nossa privacidade, pirataria digital, pirataria de software e o roubo de dados, enfim quando o autor descreve códigos para netiqueta e os simplifica comparando que quando nos comunicamos na WEB é como se estivéssemos num grande salão de baile que as pessoas quando atravessam a dança são as que não sabem dançar e atrapalham os bailarinos, e os que desrespeitam a etiqueta e os direitos na net estão atravessando as regras básicas da educação.

O computador é “burro”, também concordo, pois inteligente é o ser humano que o comanda, mesmo os rakers, os consideram sábios mais incompetentes por usarem seu preciso saber para prejudicar; porque não usam a inteligência para o bem, ah! Como seria bem aproveitado seu saber, e não acabariam presos, ehn!

Nos EUA ensina-se pouca história, mas com a internet a informação e a cultura tomaram outro rumo, vários adolescentes estão tendo conhecimento de outros países, admirando e naturalmente ajudará a diminuir “o bairrismo americano”.

A linguagem logo que foi desenvolvida por acidente e seu autor um menino, imaginemos que gêniozinho, acidentalmente, mas desenvolver uma linguagem importante.

Alguns componentes eletrônicos mais caros que o aço; ferramentas de trabalho comparadas a brinquedos, contudo a tecnologia também tem seu lado obscuro abuso de propriedade intelectual, e alguns outros.

Com foco na evolução tecnológica atual e nas conseqüências socioeconômicas que muitas das novas descobertas podem trazer em um futuro próximo, esse livro apresenta pesquisas e situações com as quais cientistas de todo o mundo se defrontam atualmente, em especial no contexto da chamada “Era da Informação ou Infoera”. Prevê perda de muitos empregos para automatização, haverá uma transformação radical da natureza dos nossos mercados de trabalho.  A chamada inteligência artificial, economia, política, religião, sociedade, educação e profissões, que alguns dos avanços podem não se confirmar para as próximas décadas, mas todos têm chances de se tornar realidade, uma vez que não haveria impedimentos científicos para isso. De acordo com os avanços das tecnologias atuais, não há nenhuma impossibilidade teórica para os eventos descritos no livro ocorram.O estudo dessas projeções futuras é algo constante nas novas linhas de pesquisa.

A obra aponta que, em um futuro não tão distante, dentro de aproximadamente três décadas, países emergentes como Brasil, Rússia, Índia e China não terão grandes problemas em áreas como a inclusão digital da população, devido ao forte papel que suas economias terão no cenário mundial.

A queda dos preços dos computadores auxiliara que cada vez mais famílias tenham acesso a esse equipamento, isso permitirá o acesso de milhões de pessoas à Internet – afirma o Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da USP.

No Brasil a inclusão digital de toda a população deverá ocorrer nas próximas décadas para que, por volta de 2030, quando a população do país estiver com o analfabetismo erradicado.

A educação no futuro será cada vez mais feita à distância e auxiliada por sistemas de microinformática e realidade virtual, de maneira que os professores, desde o nível primário, possam exercer uma função mais de orientadores e as crianças acabem tendo uma educação quase que puramente baseada na evolução natural de seus conhecimentos.

O autor também considera de maneira otimista a evolução das nanotecnologias nas próximas décadas, quando será possível comandar bilhões de microrrobôs para executar desde tarefas relacionadas à limpeza e à higiene até operações cirúrgicas mais complexas.

Sem dúvida, em 30 anos, a construção de nanomáquinas será uma realidade. Mas ainda tenho dúvidas se existirão softwares suficientemente sofisticados para comandá-las de maneira sincronizada.