Idade avançando

A idade vai chegando e, com ela, as inevitáveis dores. Saiba o que fazer!

A idade vai chegando e, com ela, as inevitáveis dores. Saiba o que fazer!

Algo que eu preciso aceitar é que não sou mais exatamente um jovenzinho. Sempre achei uma tremenda besteira as reações adversas que vários conhecidos tiveram em suas passagens pelas marcas dos trinta e quarenta anos, como se alguma influência cósmica ou mística de repente começasse a agir sobre elas, impondo mudanças e limitações assim do nada. Só que agora, quando me encontro mais em direção à quarta década de vida do que estava em relação à terceira, sinto-me perigosamente tendendo a concordar em parte com os tais conhecidos…

Óbvio que não se trata de um efeito mágico regido pelas estrelas ou coisa do tipo, mas sim uma determinação do seu próprio corpo; chega um ponto no qual ele começa a manifestar alguns limites que até anteontem não estavam ali ou não percebemos. Some-se a isso o fato de que eu não estou exatamente na minha melhor forma física e pronto: a situação começa a ficar bem evidente. O resultado? O uso de remédios, como Tandrilax, e o surgimento de algumas restrições que atrapalham de tudo um pouco, das atividades mais básicas às mais complexas do dia a dia.

Limites

Detalhes básicos do dia a dia, como caminhada e se agachar, acabam sendo prejudicados pelas dores e desgastes das juntas.

Detalhes básicos do dia a dia, como caminhada e se agachar, acabam sendo prejudicados pelas dores e desgastes das juntas.

Isso mesmo, todas as atividades. De repente você percebe que aquela caminhada leva um pouco mais de tempo do que de costume, porque seu joelho começa a te incomodar no meio do caminho. A corridinha eventual também costuma resultar em uma falta de fôlego até um pouco constrangedora – principalmente pela cara de pena que faz uma jovem e atlética senhora de uns 70 anos ao passar correndo por mim. E somam-se aí umas tantas atividades físicas diárias, desde abaixar para pegar alguma coisa e sentir aquela pontadinha nada agradável nas costas até precisar levantar algo pesado. Foi justamente nesse ponto que eu consegui me superar recentemente, embora não de forma positiva.

Quase chegando ao trabalho de manhã, vi uma senhora que conhecia de vista abrindo devagar a porta de metal que protegia a frente de sua loja. Ofereci-me para ajudá-la a suspender a mesma e, ignorando solenemente os alertas sobre o peso da mesma, tentei fazê-la de uma vez só. Consegui, mas minhas costas simplesmente não gostaram nada da ideia e ali mesmo já começaram a doer como seu eu tivesse sido pisoteado por um bando de elefantes. Percebendo meu nada discreto desconforto, a senhora me pergunta: “você conhece Tandrilax, meu filho?”.

Alívio

É, eu conheço. Graças à minha nada invejável falta de forma, analgésicos e anti-inflamatórios me tem sido bem comuns em situações como esta. O Tandrilax em específico, recomendado por um médico conhecido, acabou se tornando uma presença constante entre os itens que carrego diariamente para situações como esta, que embora não sejam corriqueiras acontecem com mais frequência do que eu gostaria. Algo que gosto no Tandrilax é a velocidade com que começa a fazer efeito, trazendo o necessário alívio e também a posterior sensação de que eu preciso fazer algo para melhorar minha condição física…

Idade e falta de condicionamento podem ser uma combinação perigosa, que de um eventual incômodo como estes a que ando sujeito pode se tornar algo definitivamente mais grave. Por isso, por mais que possa sempre recorrer a um Tandrilax, lembrar-me de que em termos musculares eu já não sou mais o mesmo e – principalmente – fazer algo a respeito é uma prioridade.