Filme – Uma Mente Brilhante

“Uma Mente Brilhante” retrata a biografia do matemático norte-americano John Forbes Nash, que criou uma teoria sobre jogos que depois foi aplicada à economia e à política, mudando a estrutura da vida social. Por conta desta contribuição, Nash ganhou o Prêmio Nobel em 1994.
Nash é gênio, mas aos 31 anos começou a ser acometido pela esquizofrenia, afastando-se do mundo acadêmico e do mundo da racionalidade durante 30 dramáticos anos em que a sua vida profissional e pessoal se desmoronou quase por completo.

Pesquisei sobre a esquizofrenia e li o seguinte:
“Se caracteriza principalmente por alteração das funções de percepção, pensamento, afeto e conduta”.
Considerei necessário entender, o que é esse mal, para poder emitir minha opinião sobre o filme e entender um pouquinho como uma pessoa portadora de uma doença com um termo que pelo para mim choca, consegue ao mesmo tempo ser um gênio e até mesmo conseguir superar o mal que o acometeu.
No caso do filme, o personagem apresentava alucinações visuais. Na vida real, Nash sofria de alucinações auditivas. No pensamento, ele tinha idéias delirantes, que não condiziam com a realidade, e esses delírios tendem a progredir e ir tomando conta da mente.

No caso de Nash, as idéias delirantes eram de perseguição. Havia, no seu entender, uma conspiração e ele estava empenhado em descobri-la. Todas as visões que ele tem e que parecem ser perfeitamente reais são inicialmente apresentadas como fatos que fazem parte, ou seja, reais. Assim, é possível entender o drama do personagem porque o roteiro faz o espectador acreditar nas suas visões. Estas visões são basicamente formadas por três personagens imaginários com que Nash “convive”.

Quando está no auge de seu problema psiquiátrico, Nash, interpretado por Russel Crowe, acredita estar trabalhando para o serviço de inteligência contra os comunistas. Assim, nada mais parece ter importância, nem a família, nem a continuidade de sua vida acadêmica. Tudo o que ele quer é descobrir uma bomba que vai explodir em qualquer lugar nos EUA.

Nash acredita que com sua inteligência poderia decifrar códigos publicados em revistas, esta seria a forma dos terroristas se comunicarem.

Li que o filme dá dicas de que os personagens que Nash vê são ilusões; na cena em que uma menina, fruto da imaginação dele, corre pelo gramado da universidade. Mas a menina passa por um bando de pombos e as aves não voam quando ela passa por eles; pois é, eu não percebi essa mensagem. Assisti o filme, e gostei muito prendeu minha atenção e não me dei conta quando aconteceu a cena que era ilusão dele referente à criança.

Entendi que o filme quer passar uma mensagem contra o preconceito, mostrando que pessoas que parecem ser meros loucos, merecem muito respeito, porque, quaisquer que sejam a maneira de se comportar, ainda podem contribuir muito à sociedade; e mesmo que não tragam contribuição alguma ao meio social todo ser humano tem algo a ensinar, mesmo que seja um gesto ou olhar.
Em minha pesquisa sobre o assunto os especialistas ressaltam que, entrar no mundo de uma pessoa que sofre qualquer tipo de desordem mental constitui um desafio inimaginável para todas as pessoas. Não conseguimos ter a mínima noção de como uma doença do tipo de uma esquizofrenia pode afetar a vida cotidiana dessas pessoas. São verdadeiros heróis anônimos os parentes e amigos que se dedicam a dar-lhes toda a atenção que merecem todo o carinho de que precisam todos os cuidados de que necessitam.
Apesar de a história acontecer em décadas passadas, vemos um pouco do clima de terror que tomou conta dos Estados Unidos e do mundo por conta da Guerra Fria; e que acontece enfaticamente ainda hoje, desde os atentados de 11 de setembro.

Passamos a entender um pouco melhor o que significa estar na “prisão da esquizofrenia”; entramos de certa forma na superação de suas crises, esforço bem sucedido graças ao trabalho conjunto do próprio Nash, de sua esposa e de alguns amigos, mas na maioria das vezes não acontece essa superação, até nesse requisito Nash provou ser um gênio, pois as pessoas, incluindo familiares e amigos e mesmos especialistas da área desistem de pessoas que trazem mais trabalho do que alegrias, na realidade dura da vida são assim que funciona infelizmente.

E isso passa para nós: todo o confronto, a sobrevivência, a luta, os sonhos, as diferenças culturais, a crença, o apego às nossas raízes, o amor, a falta dele, o respeito. Quem tiver a coragem para enfrentar a difícil experiência terá com certeza muito mais ganhos do que perdas.

O ser humano olha o diferente com receio, talvez por receio de pensar que poderia ser ele ou alguém que ama estar naquela situação, mesmo que esse diferente seja um gênio; o medo do desconhecido da dependência nos apavora. Compreender o que passa no pensamento de qualquer se humano na maioria das vezes é impossível imagine para uma mente dita diferente, e o que parece a ciência demorara algum tempo para desvendar, se é que algum dia conseguira essa façanha ambiciosa de médicos e cientistas.

Algo na palavra “gênio” que mexe conosco. Por quê? Por que será que há algumas pessoas que saem do convencional nos traz uma mistura de admiração e estranheza. E, mais ainda, é a seguinte questão: até que ponto a genialidade, se levada ao extremo, não pode ser comparada à loucura? Pois dizem que Einstein, era disléxico e foi até reprovado na escola, Beethoven foi acometido de uma doença que o deixou surdo e tantos outros que poderia citar, será que a doença ou a deficiência traz em alguns casos a genialidade como recompensa?