Fábricas de Confecção Feminina Paulista Estimulam Consumo de Classes e Ditam Moda

O crescimento da classe C teve impacto decisivo no surgimento de novos territórios da moda na cidade de São Paulo. Pesquisas apontam que a expansão dos consumidores das classes mais baixas teve como efeito positivo o aumento do número de produtores e vendedores de demais capitais brasileiras também. Por uma simples razão: as fábricas de roupas femininas de São Paulo negociam com todo os demais canais de moda do Brasil.

O número de empresas no Brás tem crescido a taxas mais altas. Essas novas empresas estão produzindo uma moda diferente da padrão, vista na televisão e nas capas de revistas. Ela [a moda produzida pelas novas empresas] é mais colorida, com modelagens e estampas diferentes e expressa um modo de vida da zona oeste, de um tipo de consumidor que quer se valorizar e valorizar aquilo que é produzido localmente.

Mas, apesar da expansão, os desafios são grandes para esses novos empresários. Além da falta de mão de obra qualificada e da carga tributária pesada, que são desafios comuns de todos os setores, os novos territórios de moda enfrentam ainda o preconceito.

Essa produção de roupas no atacado nem sempre é reconhecida como moda e esse grupo de empresários precisa se colocar no mercado de forma positiva, de que faz moda, sim para um público específico, que quer se reconhecer no que está sendo produzido.

Cerca de 40% das marcas e confecções faturam até R$ 36 mil anualmente e 35% faturam entre R$ 36 mil e R$ 240 mil. De acordo com Elizete, o fato de a indústria da moda movimentar cerca de R$ 5 bilhões, por ano, mostra o peso que a cidade de São Paulo tem para o setor no país.

Roupas no atacado

Roupas no atacado

O que as confecções trabalham para o verão?

Essas confecções, sobretudo com a chegada do verão, tem apostado no gosto dos consumidores que procuram nas lojas os artigos com tecido mais leve e coloridos típicos do verão.

Com a chegada do versão as lojas já estão investindo em coleções para altas temperaturas. Nos Shoppins, roupas leves e coloridas dominam a maior parte das vitrines e expositores, enquanto algumas lojas ainda realizam liquidações para acabar com o estoque de inverno. Em visita ao comércio da região observamos que as roupas de inverno já perderam espaço e o investimento em peças estampadas e com cores vivas caracterizam a mudança de coleção.

Segundo alguns lojistas a procura do público é no máximo por roupas de meia estação. Após os últimos dias de chuva, o clima está esquentando e não tem nem como deixar roupas pesadas, de inverno, no mostruário.

Para se abastecerem, as lojas têm recebido encomendas de roupas da nova estação. Principalmente roupas para ginásticas, camisa pólo, camisetas, shortinhos e vestidos estampados. Algumas lojas ainda oferecem artigos de inverno com os preços remarcados na tentativa de zerar o estoque.

No Brás e áreas de de confecção de roupas femininas paulitas a liquidação geral já passou, mas algumas lojas ainda estavam realizando suas próprias campanhas de vendas, com descontos e outras facilidades para a alteração completa da moda outono-inverno para a primavera-verão.

O que está em alta para o verão – Biquínis!

Os biquínis brasileiros estão em busca de um lugar ao sol fora do país. Para dar um empurrãozinho, 18 fábricas de moda feminina paulista se uniram em um projeto chamado “+Beach Brasil” para aumentar as exportações das grifes nacionais de moda praia. As empresas trabalham juntas para divulgar as marcas no exterior.

Entre 2009 e 2011, houve um aumento de 43% nas exportações da moda praia brasileira. Com esse projeto teremos ainda mais força para trabalhar no mercado internacional.

Os projetos, pesquisas e participação em eventos internacionais fazem com que os associados tenham mais destaque na competição pelo mercado externo.Os principais mercados são Estados Unidos, França, Portugal, Espanha, México e Japão. Maiôs e biquínis femininos de malha e de fibras sintéticas são as peças mais exportadas.

A moda praia brasileir, graças as produção das fábricas femininas paulistas sempre fez sucesso no mercado externo pela variedade de cores, estampas, matérias-primas e “DNA próprio”, segundo a associação.

No total, 18 marcas fazem parte do projeto: Água de Coco por Liana Thomaz, Amir Slama, ANK Swimwear, Brigitte, Cia. Marítima, Cecília Prado Mare, Clube Bossa, Dalai Beachwear, Jo de Mer, Larissa Minatto, Lenny, Poko Pano, Salinas, Sol de Janeiro, Skinbiquini, Treza, Triya e Vix Swimwear.