Estiagem e água ruim

O Brasil está enfrentando uma das piores crises hídricas que já conheceu. Principalmente nas regiões centro-oeste, nordeste e sudeste, os reservatórios estão em níveis muito baixos, comprometendo desde a agricultura e a indústria até o funcionamento das escolas, hospitais e a vida doméstica.

Mas o problema não diz respeito apenas ao pouco volume de água disponível. Claro que o pouco volume afeta a distribuição da água a todos os habitantes, já que os sistemas de distribuição tipicamente funcionam usando a gravidade e a pressão da própria água para fazê-la fluir desde o ponto de captação e estações de tratamento até as casas mais afastadas. Entretanto, se um reservatório está muito baixo, significa que as bombas estão puxando água muito próxima do fundo dos mesmos – principalmente se a captação estiver sendo realizada nos chamados “volumes mortos” (a exemplo de São Paulo e tantas outras cidades). A qualidade desta água que está há tantos meses parada e tão perto do leito do reservatório fica comprometida e a saúde da população entra em risco, mesmo que esta água passe pelos sistemas de tratamento. Isso obriga a aquisição de filtros e maior qualidade: ao invés dos clássicos filtros de barro com vela cerâmica, dá-se preferência àqueles equipados com cartucho de polipropileno.

Prevenindo problemas sérios

Consumir-água-não-tratada-pode-causar-grandes-problemas-na-saúde.O consumo de água não tratada – ou insuficientemente tratada – pode provocar uma série de doenças, como giardíase, amebíase ou mesmo alguns tipos de hepatite. Em algumas cidades com problemas no abastecimento, os hospitais notaram um aumento no número de atendimentos de pessoas com problemas associados à baixa qualidade da água que consumiram. Em muitos casos, a internação é necessária, principalmente quando o paciente é uma criança ou um idoso, ou adultos com a imunidade reduzida.

A giardíase nem sempre pede internação, a menos que ela evolua a ponto de prejudicar a absorção de nutrientes pelo intestino fazendo com que o paciente perca peso e entre em anemia. Já a amebíase é uma doença mais séria, provocada por um protozoário que pode evadir dos limites do intestino e trafegar pelas vias sanguíneas até o fígado ou o cérebro. Se não tratada, pode levar à morte. Tanto o agente causador da amebíase quanto da giardíase podem sobreviver ao sistema de tratamento de água da cidade, principalmente se ela só for tratada com cloro.

Na maioria dos casos atendidos, será possível verificar na residência dos pacientes que há um filtro de barro em uso, mas em algumas situações nem este modelo é encontrado. Isto deixa clara a necessidade de promover um tratamento mais eficiente da água que chega àquelas residências, a fim de evitar novas contaminações e evitar o superlotamento de hospitais devido a um problema perfeitamente evitável.

Um reforço no tratamento da água

cartuchos-em-polipropileno-podem-te-ajudar-a-melhorar-a-qualidade-de-sua-água.Neste sentido, o uso de filtros que utilizam cartuchos de polipropileno em seu interior ao invés de velas cerâmicas se mostra mais apropriado porque este tipo de filtro consegue reter impurezas ainda menores (as cerâmicas conseguem reter impurezas de até 1 micron, já os de polipropileno conseguem reter impurezas até 0,1 micron, dependendo do modelo). Isto o torna essencial no controle da qualidade da água para consumo, não só nesta época de abastecimento com água retirada de volumes mortos como também nas épocas em que os reservatórios estão com seus níveis normais.

Apesar de um pouco mais caros do que os filtros de barro, os filtros elétricos tiveram uma forte queda em seu preço, mesmo antes da estiagem, já que muitas empresas passaram a produzi-lo e a concorrência forçou a disputa entre elas. Assim, a aquisição de um filtro como esse já não é mais tão onerosa como antes – e os benefícios de ter um em casa sem dúvida compensam a diferença no preço.