Doenças Ósseas: prevenção desde cedo

A fim de não sofrer de osteoporose no futuro. Mas nem todos levam a recomendação a sério. De acordo com o Departamento de Saúde dos Estados Unidos, cerca de dez milhões de americanos acima dos 50 anos já sofrem de enfraquecimento dos ossos e outros 34 milhões fazem parte de um grupo de risco. No Brasil, estima-se que mais de dez milhões de pessoas sofram desse mal.

Na opinião de Maria Cecília Anauate, reumatologista do Hospital Santa Paula, “para a maioria das pessoas, a perda óssea é gradual e não apresenta sinais até que a doença já esteja em estado avançado”. Um dos principais problemas, segundo a médica, é a falta de esclarecimento sobre a doença. Longe de ser uma doença da terceira idade, pode atingir mulheres jovens, a partir dos 35 anos.

Perto dos 15 anos, as meninas já adquiriram cerca de 90% do seu pico de massa óssea, completando-o até os 30. É normal que a partir dos 35 anos a mulher comece a perder massa óssea, que se acentua ainda mais depois dos 45 anos. Se a mulher passar pela menopausa antes dos 45, suas chances de desenvolver a doença aumentam. “Algumas perdem entre 10% e 15% de sua massa óssea nos primeiros oito anos após a menopausa”, afirma a especialista.

Os principais fatores de risco da doença são hereditariedade, raça, sexo e idade. Fumo, álcool, café, sedentarismo, estresse e baixa ingestão de cálcio na alimentação também são determinantes para a precocidade da doença, que pode ser diagnosticada através de um exame de densitometria óssea. Os resultados é que vão indicar o status ósseo da paciente (normal, osteopenia ou osteoporose) e determinar quais os riscos de fratura e tratamentos necessários.