Dislexia – Recomendações para as Escolas

Algumas atitudes simples que tomamos, no dia a dia escolar, podem ajudar a estes alunos e tornar a aprendizagem mais significativa e eficiente. Entre estas estão:

1. Dar a ele um resumo do programa a ser desenvolvido semanalmente e/ou diariamente;
2. Expor ao aluno claramente qual o critério de avaliação;
3. Iniciar os conteúdos novos com esquemas facilitadores e, no final, um resumo dos pontos-chave;
4. Usar recursos de apoio audiovisual como: filmes, retroprojetores, slides, computadores e outros recursos multimídia;
5. Introduzir vocabulário novo de forma contextualizada;
6. Orientar o aluno de forma objetiva e uma coisa de cada vez;
7. Avaliá-lo oralmente;
8. Deixar que ele se expresse oralmente durante as aulas;
9. Propor atividades fora da sala de aula e em grupo;
10. Mantê-lo sentado na cadeira da frente;
11. Autorizar o uso de tabuada, calculadora e dicionário;
12. Aumentar o limite de tempo para a realização de atividades;
13. Incentive o aluno a restaurar a confiança em si próprio valorizando o que ele gosta e faz bem feito;
14. Atribua-lhe tarefas que pode possam fazê-lo sentir útil;
15. Evite expressões como “tente se esforçar” ou outras semelhantes, pois o que ele faz é o que ele é capaz de fazer no momento;
16. Fale francamente sobre as suas dificuldades sem, porém, fazê-lo sentir-se incapaz, mas auxiliando-o a superá-las;
17. Certifique-se se as tarefas de casa foram compreendidas e anotadas corretamente;
18. Respeite o seu ritmo pois a criança com dificuldade de linguagem tem problemas no processamento da informação. Ela precisa de mais tempo para pensar, dar sentido ao que ele viu e ouviu;
19. Certifique-se que ele pode ler e compreender o enunciado da questão. C aso contrário, leia as instruções para ele;

20. Leve em conta as dificuldades específicas do aluno e as dificuldades da nossa língua quando corrigir os deveres;
21. Estimule a expressão oral do aluno;
22. Dê instruções curtas e simples que evitem confusões;
23. Dê dicas específicas de como o aluno pode aprender ou estudar a sua disciplina;
24. Oriente o aluno a como organizar-se no tempo e no espaço;
25. Não insista em exercícios de fixação repetitivos e numerosos pois isso não diminui a sua dificuldade;
26. Dê explicações de como fazer sempre que possível posicionando-se ao seu lado;
27. Utilize o computador mas certifique-se de que o programa é adequado ao seu nível. Crianças com dificuldades de linguagem são sensíveis a críticas, e o computador, quando usado com programas que emitem sons estranhos cada vez que a criança erra, só reforçará as ideias negativas que elas tem de si mesmo e aumentará a ansiedade;
28. Permita o uso do gravador;
29. Esquematize o conteúdo das aulas quando o assunto for muito difícil para o aluno. Assim, o professor terá a garantia de que ele está adquirindo os principais conceitos da matéria através de esquemas claros e didáticos;
30. Uma imagem vale mais do que mil palavras. Demonstrações e filmes podem ser utilizados para enfatizar as aulas, variar as estratégias e motivá-los. Auxiliam na integração da modalidade auditiva e visual, e a discussão em sala de aula que se segue auxilia o aluno a organizar a informação. Por exemplo: para explicar a mudança do estado físico da água de líquida para gasosa, faça-o visualizar uma chaleira de água fervendo;
31. Não insista para que o aluno leia em voz alta para a turma pois ele tem consciência de seus erros. A maioria dos textos de sua série é difícil para ele;
32. Usar o método “olhar, dizer, copiar, tapar, escrever e verificar”.

Avaliação

Os alunos com dificuldades de linguagem tem problemas com provas e testes pois, em geral, não conseguem ler todas as palavras das questões do teste e não estão certas sobre o que está sendo solicitado. Eles tem dificuldades em escrever as respostas, sua escrita é lenta e não conseguem terminar a avaliação no tempo estipulado. Sendo assim, sugere-se que:

1. Leia as questões junto com o aluno de maneira que ele entenda o que está sendo perguntado;
2. Explique que você está disponível para esclarecer eventuais dúvidas sobre o que está sendo perguntado;
3. Dê tempo necessário para que ele faça a prova com calma;
4. Ao recolher a prova, verifique as respostas e, caso seja necessário, confirme com o aluno o que ele quis dizer com o que escreveu anotando a(as) sua (suas) resposta(s);
5. Ao corrigir, valorize ao máximo a produção do aluno pois frases aparentemente sem sentido e palavras incompletas ou gramaticalmente erradas não representam conceitos e informações erradas;
6. Você pode e deve fazer avaliações orais também;
7. Lembrar sempre: “se um disléxico não aprende do jeito que ensinamos, temos que ensinar do jeito que ele aprende”.