Da Cama para o Mundo

Quem já precisou ficar acamado por alguma razão sabe como isso pode ser incômodo. Passar dias a fio deitado, mal podendo se levantar para ir ao banheiro ou tomar um banho pode ser torturante, especialmente para pessoas mais ativas. E se o período acamado for longo, então… atende a uma necessidade física para que o corpo descanse e se recupere, mas faz um tremendo estrago na mente e no humor.

Mas mesmo em casos assim, é comum que sejam feitas algumas sessões de fisioterapia na própria cama, a fim de evitar o encurtamento muscular devido ao longo período em repouso. Porém, após uma certa recuperação, o paciente pode se encontrar mais inquieto e angustiado, louco para sair logo daquele quarto – e é possível que ele já possa fazer isso! Após criteriosa avaliação médica, se a alta é dada – ou ao menos a permissão para sair por algumas horas e voltar -, ele pode continuar fazendo a fisioterapia num consultório ou então em um stúdio de pilates, onde o tratamento prosseguirá.

Liberdade!

Professor de pilates instruindo seus alunosO período acamado normalmente é indicado para pessoas que sofreram lesões sérias devido a acidentes ou então para aquelas que passaram por alguma cirurgia; obviamente, quando mais delicada e crítica for a cirurgia, maior será o tempo de repouso.

Muitos pacientes não reclamam deste período porque percebem que não conseguiriam se movimentar mais nem se quisessem muito. O corpo precisa de um período de repouso aos passar por situações assim, tanto para se recuperar do problema inicial (ou da lesão) quanto para que se recupere da cirurgia, cicatrizando cada um dos diferentes tecidos que foram manipulados durante o procedimento. Além do mais, as próprias medicações podem deixar o paciente apático e desestimulado a ficar mais ativo.

Mas passado esse período mais crítico, as pernas já começam a tremer e a reclamar daquela posição constante. A vontade de caminhar aparece, nem que seja uma simples voltinha pelo corredor do hospital ou de casa. Nessa hora é que os pacientes começam a dar trabalho para seus médicos, pois a insistência de alguns pode ser bastante incisiva! E cabe ao médico fazer a avaliação e decidir se libera algum esforço físico ou não.

Mas vai com calma…

instrutora acompanhando os pilateiros, durante sua exercitaçãoOs médicos também verificam as condições psicológicas de seus pacientes nesse momento, e sabem direitinho quais vão seguir suas recomendações e quais vão abusar do afrouxamento das restrições. Isso porque alguns se sentem tão bem (ou PENSAM que estão tão bem) que acabam se esforçando mais do que poderiam. É a hora mais apropriada para enormes problemas decorrentes desse esforço.

Um recém-operado pode abrir todos os pontos se passar dos limites; alguém que estava acamado há mais de um mês pode ter tonturas e fraquezas realmente fortes quando se esforçar além do limite recomendado, vindo a sofrer quedas e possivelmente atrapalhando todo o tratamento feito até então. Por essa razão é que muitos médicos fazem suas recomendações também aos parentes próximos, para que estes vigiem os pacientes e impeçam qualquer tentativa rebelde de fazer mais do que o médico deixou (já que ele não estará por perto o tempo todo). De fato, é como lidar com crianças, mas é necessário.

Se você está numa situação assim, ou tem parentes nestas condições, preste bastante atenção nas recomendações dos médicos e contenha os abusos. Já pensou se for necessário fazer todo o tratamento outra vez??