Conheça as diferenças entre os graus de ginecomastia

Há certas fases da vida, determinados medicamentos e substâncias, bem como algumas condições específicas de saúde em que ocorrem desequilíbrios na quantidade de testosterona (hormônio relacionado a características masculinas) e estrogênio (hormônio relacionado a características femininas) no organismo masculino. Uma consequência dessa oscilação é o aumento no tamanho das mamas (ou em apenas uma delas), conhecido como ginecomastia.

Não se trata de um problema grave ou doloroso, mas a situação pode ser bastante constrangedora para os portadores, especialmente durante a adolescência. Os impactos da condição sobre a autoestima de quem a possui levam alguns pacientes aos consultórios dos psicólogos.

Conheça as diferenças entre os graus de ginecomastia

Graus

O tratamento da doença ocorre por duas maneiras: medicamentoso ou cirúrgico. O fator que determina o tipo de tratamento a ser seguido é o grau da condição. A ginecomastia pode ocorrer em três diferentes níveis com características próprias. Confira suas descrições:

Grau 1

O grau 1 é registrado quando há um aumento discreto no tecido da glândula mamária ao redor da aréola (o círculo onde situa-se o mamilo). A região não é flácida (excesso de pele) nem possui acúmulo de tecido adiposo (gordura). A remoção do excesso de tecido tende a ocorrer com facilidade.

Grau 2

Neste nível de ginecomastia, a quantidade de tecido glandular é maior do que a registrada no grau 1. Além disso, esse aumento de volume não está restrito apenas ao redor da aréola, ocupando boa parte do tórax. O grau 2 é geralmente subdividido nos graus 2a e 2b. O que os difere é a presença de excesso de pele, registrado em 2b, mas não em 2a. Neste nível, também pode ser registrado aumento de tecido adiposo na região. As mamas no grau 2 são facilmente percebidas, mesmo com roupas, o que causa maior incômodo.

Grau 3

Neste grau, há uma grande quantidade de tecido glandular nas mamas. O volume intensificado faz com que elas adquiram um aspecto caído. É caracterizado também por aumento no tecido adiposo e pele flácida.

Resolvendo o problema

Quando a ginecomastia é uma consequência de uma fase natural, como a adolescência, o problema tende a regredir naturalmente, conforme é reestabelecido o equilíbrio hormonal. Caso isso não ocorra, o tratamento medicamentoso pode ser recomendado, especialmente se há dor ou problemas psicológicos envolvidos.

Para os casos em que não houve regressão espontânea ou decorrente do uso de medicamentos em até um ano, é recomendada o tratamento cirúrgico. A cirurgia, no entanto, só deve ser realizada depois já terem sido afastadas todas as causas subjacentes (suspensão de medicamentos e outras substâncias, tratamento de condições de saúde associadas, perda de peso, entre outras).

Para os graus 1 e 2a, a cirurgia consiste em uma incisão ao redor da aréola para retirada da glândula mamária. Para o grau 2b, além da retirada da glândula, também há remoção de pele em excesso. Em casos de grau 3, são necessárias maiores ressecções da pele na região torácica para melhor remoção de gordura e do tecido glandular. Em todos os casos, a lipoaspiração pode ser utilizada de forma complementar à cirurgia de ginecomastia, de modo a facilitar a remoção da glândula.

Observação: cirurgiões plásticos e mastologistas são os médicos mais indicados para avaliação do problema. Em caso de suspeita, consulte-os. Informações disponibilizadas via internet não substituem avaliações profissionais.