Como Está a Situação Atual do Prontuário Eletrônico

Todas as informações a respeito do tratamento de um paciente devem ficar registradas em prontuário médico, que por definição é um documento único constituído das informações, registros, sinais geradas por acontecimentos e fatos referentes a saúde do paciente. O prontuário médico é um registro físico, que algumas vezes é limitado e por diversas razões foi desenvolvido o prontuário eletrônico do paciente – PEP. Trata-se de uma evolução do prontuário médico convencional e já é uma realidade em diferentes segmentos, saiba como está o atual quadro e as vantagens de adotar um prontuário eletrônico.

Definição

O prontuário eletrônico também é o conjunto de informações a respeito da saúde do paciente, contudo essas informações são armazenadas em formato digital, aumentando a qualidade do atendimento, além da veracidade das informações. Desde a década de 90 diversas empresas e instituições tem trabalhado no desenvolvimento de diferentes prontuários eletrônicos, que buscam a interatividade com o paciente e a diminuição de erros significativos, encontrados principalmente nos prontuários médicos convencionais.

Atual situação

Prontuário Eletrônico

No Brasil, hospitais como o Instituto do Coração já desenvolvem prontuários eletrônicos a partir da linguagem web e já apresentam resultados significativos em relação a sua evolução. A interface utilizada permite também adicionar imagens referentes ao tratamento, bem como gráficos e a possibilidade de verificar a evolução do quadro clínico do paciente. Até mesmo foram criadas duas resoluções no Conselho Federal de Medicina. As resoluções 1.638/2002 e 1.639/2002 do Conselho Federal de Medicina determinam alguns critérios e recomendações quanto ao uso dos prontuários eletrônicos.

O assunto mais significante quanto a implementação do PEP diz respeito a impressão dos dados cujo principal argumento é a credibilidade. Alguns profissionais são relutantes quanto ao seu uso devido ao fato de ainda não haver entidades qualificadas para certificar o software, algo que freia o desenvolvimento. Tablets, smartphones e computadores podem ser usados para o acesso as informações do prontuário eletrônico, dessa forma, essas ferramentas podem ser de grande ajuda em seu desenvolvimento.

A Câmara Técnica de Informática em Saúde do Conselho Federal de Medicina (CFM) definiu parâmetros para o processo de certificação do prontuário eletrônico. O que representa uma vitória para os profissionais, clínicas e consultórios que desejam trabalhar com o PEP, além de desenvolvedores interessados na plataforma.

As vantagens em relação ao prontuário de papel

Prontuário de papelO prontuário eletrônico é significativamente mais vantajoso que o de papel devido a maior rapidez na localização de informações a respeito do quadro clínico do paciente. Apresenta mais confiabilidade nos dados, sendo possível que estes sejam acessados simultaneamente em diferentes locais, por profissionais de mais de uma área. os profissionais podem integrar os dados, que também podem ser acessados pelo paciente de qualquer lugar do mundo via internet.

É possível implantar mecanismos de controle e acesso, além de sistemas de auditoria, assinaturas digitais que asseguram a privacidade das informações, sendo possível aplicar níveis de segurança maiores que os usados no prontuário convencional. As informações são mais legíveis, pois algumas informações do prontuário convencional são redigidas a mão, o que permite uma menor clareza, em alguns casos. Apesar das vantagens o prontuário eletrônico ainda não é amplamente usado, mas em um futuro próximo a situação pode mudar.

Barreiras para a implementação do PEP

O principal obstáculo para a implementação do PEP em larga escala é mais cultural do que de desenvolvimento. As pessoas ligadas a área da saúde e os pacientes ainda não entendem as possibilidades e como funciona o prontuário eletrônico. Para que ele dê certo, é necessário que todos os envolvidos, sobretudo os usuários, saibam dos recursos e possibilidades. Com a pouca experiência do usuário, o desenvolvedor também se limita quanto a programação do sistema, que muitas vezes se torna ineficaz pela falta de usuários capacitados.

Ainda falta uma padronização nos sistemas, com alertas, sistemas de apoio e atualizações, principalmente das interfaces. Além disso, a infraestrutura ainda é precária quanto ao compartilhamento de dados e seu gerenciamento. É necessário adotar padrões de fácil compreensão, armazenamento e principalmente uma legislação que aborde a utilização do meio eletrônico.

A falta de planejamento para receber o prontuário eletrônico, sobretudo em clínicas e hospitais ainda torna sua utilização inviável. Para o sucesso da implementação é necessário mais incentivo, visando a integração clínica e sua autonomia quanto ao uso. O comportamento dos médicos e demais profissionais também é uma barreira, mas que aos poucos será derrubada para a melhoria significativa do atendimento.