Como Anda a Nossa Felicidade?

O que diz a História?

Felicidade na História

No século seguinte á antiguidade , diversos pensagores voltaram ás doutrinas gregas, reformulando-as nos termos de sua época e de sua perspectiva particular. Por isso costuma-se dizer que a filosofia é uma conversação que nunca acaba.

Muda o mundo, modificam-se as pessoas.

Surgem novas percepções, novos valores, novas necessidades.

Isso quer dizer que, quando filosofamos, devemos também considerar nosso objetivo de estudo (neste caso a felicidade) no tempo e no espaço, isto é, na história. Devemos sempre nos perguntar: O que mudou e o que permaneceu com o passar do tempo e as tranformações sociais e culturais de cada época ?

Segundo alguns estudiosos, três ideias ou valores foram ganhando importância ao longo da história nas sociedades ocidentaise são, hoje, considerados elementos fundamentais da felicidade individual e coletiva :

Amor ao próximo – Com o surgimento do cristianismo, o amor, que havia sido em parte relegado a um segundo plano dos gregos, ganhou o estatuto ou condiçao de mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo (cf. Mateus, 22,34 a 40). Disseminou-se então, progressividade, a noção de igualdade entre todos os seres humanos, pois o Deus cristão os teria criado a todos para reinarem sobre a Terra e os amaria igualmente, impondo o respeito por toda humanidade. Com mais amor e menos egoismo, as pessoas deveriam se sentir mais felizes;

Liberdade – No periodo do iluminismo (século XVIII), ganhou especial relevância o tema da liberdade em seus diversos sentidos: a liberdade de ser (diferente ou de contra a natureza), a liberdade de pensar por si próprio (liberdade de consciência), a liberdade de querer e agir (liberdade politica a autonomia). Desde então, tornou-se impossível pensar que uma pessoa possa ser feliz sem ser livre;

Bem comum – A ideia de felicidade como bem comum (isto é, para toda sociedade) já existia. A felicidade não pode ser apenas minha tem de ser de todos. Mas é a partir do iluminismo – e da assimilação da noção de amor ao próximo pelas sociedades fundadas em valores cristãos – que esse ideal passou a ser amplamente difundido. Tanto assim que se tornou um dos principios fundamentais do mundo ocidental comtemporâneo, junto a liberdade como se expresa no segundo paragráfo da Declaração de Independência dos Estados Unidos: “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesma, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade”.