Pra Sócrates, amor ou paixão era considerado pra ele como uma espécie de amizade pedagógica, como também possuíam particular predileção corporal por jovens do sexo masculino.
O conceito de amor platônico (relacionado ao nome de Platão) aparece, desta maneira, em um contexto onde se debatia a pederastia (homossexualidade) corporal diante do amor filosófico verdadeiro (virgindade), em consequência da opinião contida nos textos de Platão.
O amor platônico passou a ser visto como um amor à distância, que não se fica perto, não entra em contato, não acerca. Reveste-se de fantasias e de idealização. A imagem do amor é o ser perfeito, possuidor de todas as ótimas características e sem defeito. Aparenta que o paixão platônica afasta-se da realidade e, como foge da verdade, junta-se com o mundo do desejo e da imaginação.
Ocorre de maneira contínua na puberdade e em adultos jovens, principalmente nas pessoas mais tímidas, que sentem uma maior dificuldade de acercar-se do objeto de amor, por insegurança, imaturidade ou proibição do ponto de vista emocional.
Tendo-se em consideração o significado atual da paixão platônica, há um paradoxo no momento em que se traz em consideração a vida e os ensinamentos destes filósofos. Platão e os semelhantes não explicaram que o relacionamento de um adulto com um rapaz deveria apresentar o interesse erótico, mas sim que o desejo pela beleza (em si mesma) do rapaz tem que ser o fundamental para a camaradagem e paixão entre eles. Porém, confirmando que a vontade erótica do homem pelo rapaz afasta as energias, é sábio aguentar e opor-se a Eros (amor) de sua expressão sexual, canalizando-se as forças visando as esferas intelectuais e emotivas.
Justamente por sua significação homossexual, o Amor platônico foi compreendido como alguma coisa elevada, ligada à alma, pois não se destinava a reprodução, no romantismo, semelhança de paixão ilesa, do qual o amante teria o contentamento no espírito- a sensação de amor, por si, já se basta.
Em contraposição, o amor de Sócrates pertenceria tal referente à pederastia, ou à atração erótica do mestre por seu discípulo.
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