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A Pessoa Certa

Fala-se muito hoje em pessoas certas.

Quem é a pessoa certa para você? Ouço alguém dizer:  Quando eu encontrar a pessoa certa eu caso!

Mas me pergunto, qual é a pessoa certa para mudar seu estado civil?

Perguntei a um amigo,  o que ele tem oferecido de diferente para merecer a pessoa certa.

O que ele tem feito para ser melhor do que os homens que estão por aí.

Ele não soube me responder.

É um assunto para refletir. O que você tem feito paras se diferenciar das demais pessoas que estão por aí.

Qual a sua vantagem sobre as outras pessoas, para merecer aquela “pessoa especial”. Tantos desencontros, tantas separações, tantos casais infelizes!

E você vai cada vez mais desacreditando nesse sentimento tão poderoso que é o amor!

Vai procurando a tal pessoa ideal, e nem percebe que o tempo vai correndo e você continua sendo uma pessoa comum, nada está fazendo para ser especial também!

A conquista ficou banal, não se investe mais numa boa conversa, um bom entendimento para conquistar alguém.

Aquela pessoa que encanta a primeira vista, não consegue manter o encantamento, se transforma rapidamente numa pessoa como outra qualquer.

A atração do começo cai quando a outra pessoa tira sua máscara da conquista e te decepciona e te coloca novamente a busca do certo, da pessoa ideal.
Tantos sentimentos descartados, tantas mágoas que vão cicatrizando e te mudando internamente,  e o que mais grave,  mudando para pior!

Você está nessa busca, na esperança de encontrar aquela pessoa certa, mas deve a partir de agora mudar o seu foco, ter como objetivo,  se encontrar primeiro, fazer uma avaliação do que está sendo para merecer alguém melhor, alguém que não faça as mesmas coisas que a maioria faz para conquistar, alguém que chegue diferente, que se mantenha diferente, que toque diferente, que faça a diferença na sua vida.

Pratique a mudança, se melhorar como pessoa, se encher de sentimentos e passar a ser alguém especial e assim, finalmente,  encontrar a sua outra metade especial!

Perdas e Ganhos

Aquela amiga de longa data resolveu dar um basta nos trinta anos à beira do fogão, satisfazendo as vontades culinárias do marido e filhos, bem como dos convidados destes, independente de dia e hora em que a solicitassem. A reação foi imediata: “Você não é mais a mesma, não gosta mais de nós”. E ela ficou imaginando se tinha valido a pena estar disponível durante tanto tempo para alegrar as pessoas que amava e eles egoisticamente não perceberem sua doação. Talvez não tivesse valorizado o seu esforço como ela achava que deveria. Descompasso de importâncias, sentimentos sufocados, aflorando de repente.

As pessoas adoram que façamos sacrifícios por elas. Principalmente aquelas atitudes que tenham um algo mais, que estejam além do usual, que tenham um quê de transgressão, que demonstrem a elas que são distintas das demais. Não podíamos fazer, mas fizemos. Não queríamos nos violentar para realizar a vontade do outro, mas ficamos com medo de perder e com a ânsia de agradar. A última coisa que o benfeitor quer é propaganda de algo infringido. Mas mesmo assim, esforçamo-nos, quebramos regras para atender os desejos de alguém, até pela nossa dificuldade de dizer não.

Podemos passar a vida inteira fazendo concessões a alguém. Todavia, o algo mais que se faz, não raro, é arquivado em cantinho de perdas do nosso íntimo, na categoria dos favores concedidos. Se a cota que recebemos pesa igualmente na balança, respiramos aliviados porque sentimos que valeu a pena. Se o fiel desequilibra, sentimos que nos tiraram a essência do que nos era tão caro. Neste contexto, vale ter sempre presente que a doação é uma via de mão única. Se optarmos por trilhar o caminho da disponibilidade, da presteza, de estarmos sempre prontos a resolver tudo, implica ter em mente que não podemos esperar retorno, sob pena de nos resumirmos a contabilizar perdas e ganhos. Desarmados, podemos enxergar com maior clareza o quanto recebemos das pessoas e não percebemos. O que obtemos é lucro e pode ser usufruído livremente, sem cobranças.

A Lógica De Cada Um

Normalmente a lógica cai por terra quando se argumenta com alguém e o sujeito concorda de pronto. No pressuposto de que a concordância seja porque está convencido e não porque o vencemos no cansaço. Porque se foi por fadiga, estorna e segue o baile. O indivíduo está convicto de que a nossa argumentação é correta para que ele faça ou deixe de fazer determinada ação ou tenha certas atitudes. Prepare-se para o xeque mate: “É. Você tem está certo, mas eu não gosto. Eu não quero”.

 Nessas circunstâncias, capitulamos. Contra a ausência de lógica ou de vontade, não há idéia ou procedimento que vá em frente. E o que é inconcebível para quem se pauta pela coerência nas atitudes, para o outro é basicamente o predomínio do instinto. “Não estou com vontade de fazer”. O “não fazer” significa abrir mão das melhorias que o novo posicionamento traria. Mas se ele não aprecia a idéia ou não quer, dá a entender que não está disposto a correr riscos para alcançar certos objetivos. Ou então, a última alternativa: Ele não está suficientemente persuadido dos benefícios que supostamente iria auferir. Não assimilou como verdade dele aquela proposição.

Outro argumento que dispensa qualquer réplica é: “Tudo bem, eu concordo contigo, você têm razão, mas por aqui é assim, dessa maneira que estamos acostumados a fazer”.  Tradução: Você não foi esclarecedor a ponto de convencer, mas está enchendo a paciência de quem te ouve e ele está apelando porque não te agüenta mais e quer que dê o fora. Não tem jeito. Tire o time de campo e saia de fininho. Você entrou para a categoria dos chatos e dos indesejáveis. A pessoa que te ouve não quer mudar nada, está muito bem assim e você está sendo gentilmente convidado a não meter o nariz onde não é chamado e ponto final.

E os convencimentos aparentes? Aquele onde alguém fala, fala, mas alguma coisa lá no fundo não fecha. O argumento faz sentido, as provas se encaixam, mas o seu sinal vermelho acende. Intuição pura. Tire partido dela. As mulheres que o digam. Mas isto é outra história. Pensando bem, esta aqui já está ficando chata. Bye, bye.

Pensamentos: As Boas Sementes

Só nós conhecemos nossa funcionalidade. Se não admitimos a existência de outras formas de enxergar que não a nossa, sempre bateremos de frente com quem interpretar a vida, ter atitudes diferentes daquelas que entendemos corretas.

Quem não sabe, esforça-se para entender se tiver um mínimo de bom senso, se der valor a quem está tendo determinado posicionamento que julga incorreto.

Não é só uma maneira toda própria de se expressar. É também uma forma de não se importar com o outro. Alegações como: “você não deveria se melindrar com a maneira que eu falo, é só um modo de dizer, não tem a intenção de ofender”. Intenção nem sempre se traduz em palavras. A linguagem corporal é um componente poderoso que não pode ser dissociada do conteúdo das falas. A boca pode estar dizendo uma coisa e o corpo expressando outra. Foge ao nosso controle a entonação específica que diferencia sentimentos de raiva, revolta, tristeza, indignação.

Também é impossível não perceber quando uma revelação dura, que não admite recuo, é dita com palavras firmes, porém calmas, acompanhadas do olhar luminoso e do semblante sereno. Traduzir emoções por um único veículo dos sentidos é tarefa inglória, quando todos os outros estão lutando contra. Exercer a reciprocidade, colocando-nos no lugar do outro, a cada momento em que as situações conflitantes acontecem, requer esforço hercúleo. Não nos monitoramos o tempo todo, sob pena de nos tornarmos robôs, radares ambulantes, represa para as próprias emoções, colocando-as de bandeja à mercê dos que nos rodeiam.

Plantamos o que colhemos, diz a parábola dos evangelhos cristãos. Diuturnamente lançamos a semente que selecionamos. Pode ser da sabedoria, do conhecimento, do entendimento. Ou da dúvida, da discórdia, das verdades construídas. Tudo depende da nossa disposição interna. As primeiras boas sementes, os nossos pensamentos precisam vencer os nossos demônios internos para serem depuradas, escolhidas, filtradas e se traduzirem em palavras, para em seguida se transformar em vivências. Depurar internamente não é ser hipócrita. É assumirmos a responsabilidade que nos cabe em tirarmos nossas próprias conclusões, sem imputar aos outros o custo disso. Em suma, ruminar primeiro, eliminar dúvidas possíveis, que são nossas. É muito cômodo esparramá-las. É honesto depurá-las. Falando o que queremos, podemos ouvir o que não pedimos. O que sai da boca são sementes de vida. Ou de morte aos poucos, de afetos, relacionamentos e amizades, conforme o uso que fizermos dela.

Vínculos: O Desafio da Proximidade

É difícil lidar com as diferenças, estabelecer vínculos com quem não fecha conosco em tudo. A tendência é construir um emaranhado de raízes efêmeras, sem algo que as fixe, podendo ser arrancadas ao menor puxão. Em contrapartida, ficamos isolados no meio social em que inseridos fisicamente. São características inerentes àqueles quem vive mudando de cidade?

Nem sempre. Grudamos nos chats da Internet, mas não conversamos com o vizinho, que adora Lupicínio Rodrigues como nós. É que conhecemos o cidadão e se tivermos contato, implica em trazer junto as facetas que não gostamos. Com isso, tornamo-nos seletivos na convivência, limitando-a a um grupo, de preferência o familiar. Somos reconhecidos pelas amizades que construímos. Elas podem ocorrer no emprego, por exemplo. O local de trabalho geralmente não é lugar de construção de afetos, mas de convivência institucional. E somos obrigados a reconhecer que o ambiente empresarial é uma verdadeira guerra em busca de espaço, promoção, empregabilidade.

O trabalho não é exatamente o terreno mais fértil para se despir dos defeitos e exercer o altruísmo. A profissão é a nossa identidade, queremos ser bem sucedidos nela. Sucesso significa postos galgados, melhoria salarial, desempenho. Abrir mão de dinheiro é abdicar de comodidade para nós e nossa família. Sem contar que soa como irresponsabilidade para com o futuro daqueles que geramos. Mas será que não é a oportunidade ímpar de progredirmos internamente, de superar as diferenças, exercitar a convivência harmoniosa? Temos medo de trocar a comodidade da água do vaso, pela firmeza da planta na terra. Troca-se a água a adapta-se num tempo menor. Fincando-se raízes, sabemos que, na retirada, pode haver dano. Se quisermos transportá-la de recipiente há que se ter cuidado e leva tempo na adaptação. Difícil não é perder antigos vínculos. O problema é não colocar outros em seu lugar. Tentar manter amizades como meta de vida é desenvolver resistência às frustrações, oportunizar o aprendizado e abrir-se por inteiro. Saber o ponto de equilíbrio é estabelecer o limite entre o masoquismo e a tolerância. É transformar os obstáculos em objetivos a serem solucionados sem abrir mão de nossas crenças e valores mais caros.

Rotina. Acredite. Nós Precisamos Dela

Manter o equilíbrio não é fácil. Exige vigilância. Como na canção do Osvaldo Montenegro – Quem se lembra dele? – “Cuidar de amor exige maestria. E Léo e Bia souberam amar…” A estabilidade não é nossa característica. A mudança é como ser diferente a cada instante, premido pelas circunstâncias e ainda assim, manter o todo íntegro. Cremos que só é possível percebendo o que é importante, o que é imutável para nós. Cedendo no que não nos violenta, talvez. Mas se de pedaço em pedaço desfizermos o núcleo, o todo?
É fácil ser instável. Ficamos todos de sobreaviso. “Não fala nada com àquele(a) lá, porque ele(a) te larga as patas sem a menor cerimônia”. É muito cômodo fazer só o que se quer. “Eu sou assim e pronto. Quem quiser que me aceite!” E os outros que se virem em adaptar-se à figura. Até que alguém se canse e afaste-se da criatura. Ou então, o que é pior, comece a retaliá-lo(a) e que quando menos perceber, o chão já fugiu dos pés e é o(a) último(a) a saber.

Qualquer dia nosso, por mais comum que possa parecer, revela a batalha que travamos todas as horas para que seja tranqüilo. Se você trabalha fora o dia inteiro e quer que os legumes sejam suficientes para a semana toda, garantindo a tranqüilidade alimentar da família, teve que se desdobrar no sábado anterior. Foi à feira do produtor às 8:00 horas para ter os melhores espécimes “made in roça”. Abriu mão de dormir até tarde no sábado, mas tem o domingo te esperando. Não adianta. Aí é o seu relógio biológico que se encarrega de ter acordar às 7:00 horas. Ele faz isso a semana toda e qualquer coisa diferente, seu organismo ativa o mecanismo de defesa.

Gostamos do previsível. A rotina aparentemente nos chateia, mas se ela não ocupar a maior parte do nosso tempo, entramos em pânico.

Que tédio essa proposta de vida, hein? Não mesmo. As quebras de rotina também fazem parte do equilíbrio e precisam existir. Elas são como o sal, o sabor. Se colocarmos demais estraga. Mesmo o melhor perfume, se usado em excesso, incomoda. Sem contar que a ausência de programação, a vida em aventura, também não deixa de ser uma rotina, quando adotada como norma. Só temos que estar bem preparados física e psicologicamente. Os prazeres são em dose maior quando se vive intensamente? Até pode. Mas chega uma hora em que cremos que vá enjoar também. Sem contar que o preço é sempre mais caro do que se imagina.

Ritmo e Solidão

Sentir vontade de ficar sozinho não significa falta de amor pelos entes queridos, síndrome do pânico ou personalidade antissocial. Precisamos nos isolar de vez em quando para curtir a nós mesmos. Dar uma de narciso esporadicamente faz bem. Existem pequenos rituais que são prazerosos somente na solitude, na frente dos outros jamais. Mesmo a presença de alguém muito próximo, inibe. Com o companheiro e os filhos é pior. A proximidade dificulta. Quanto mais íntimos somos de alguém, mais precisamos de uma reserva que seja só nossa. É difícil suportar a invasão de privacidade, a delegação implícita a outrem para gerir nosso tempo e por tabela inibir a nossa vontade de agir por conta própria, ser dono de si e livre. Se nos calamos, consentimos, diz o bordão. Não se trata de prescindir das pessoas, mas precisamos nos alimentar para ter o que doar. Recompondo-nos internamente tornamo-nos mais capazes de ceder, sem que nos sintamos usurpados.

Sermos roubados nos frustra e deixarmo-nos governar por forças externas, mesmo que conscientemente a decisão esteja sendo tomada também por nós. Iludimo-nos. As circunstâncias nos levam a certas escolhas, sim. São aquelas que nos obrigam sem palavras, cerceiam-nos com atitudes ou sinais imperceptíveis a quem está de fora, fazendo com que a nossa reação de rebeldia pareça desproporcional ao fato que a provocou. Na parada permitimos o compasso entre o ritmo natural do nosso organismo e aquele que o ambiente nos impõe. O estímulo externo também é útil. É necessário um filtro para interpretar o que à primeira vista parece agressão contínua, violência conosco. Sermos provocados nos faz crescer, vivenciar nossa capacidade de superar dificuldades e depois de conseguir, poder dizer: Ok. Eu venci esta. Agora vamos para a próxima. A inatividade pura e simples impede o aperfeiçoamento. Mesmo o ócio deve ser criativo, já disse alguém. É questão de usar o tempo para equilibrar ritmos interno e externo e exigir de si apenas aquilo que somos capazes de suportar no momento atual. Nem mais, nem menos. Ficar só é uma forma de equilibrar sem pressões, de se reavaliar. Permitir-se para poder identificar sentimentos e frustrações de maneira a responder claramente o que é nosso e o que é do meio de forma consciente só cobrar dos outros a parte deles. Outra tentação é ficar com peninha de nós que nos deixamos ser coagidos.

O papel de vítima é muito cômodo. Somos senhores dos nossos atos e não se pode mandar a conta para os outros. Mas também não nos cabe pagar a conta alheia. Saber separar o meu do nosso é tarefa individual e só se consegue olhando para dentro. E este olhar rima Sentir vontade de ficar sozinho não significa falta de amor pelos entes queridos, síndrome do pânico ou personalidade antissocial. Precisamos nos isolar de vez em quando para curtir a nós mesmos. Dar uma de narciso esporadicamente faz bem. Existem pequenos rituais que são prazerosos somente na solitude, na frente dos outros jamais. Mesmo a presença de alguém muito próximo, inibe. Com o companheiro e os filhos é pior. A proximidade dificulta. Quanto mais íntimos somos de alguém, mais precisamos de uma reserva que seja só nossa. É difícil suportar a invasão de privacidade, a delegação implícita a outrem para gerir nosso tempo e por tabela inibir a nossa vontade de agir por conta própria, ser dono de si e livre. Se nos calamos, consentimos, diz o bordão. Não se trata de prescindir das pessoas, mas precisamos nos alimentar para ter o que doar.

Recompondo-nos internamente tornamo-nos mais capazes de ceder, sem que nos sintamos usurpados. Sermos roubados nos frustra e deixarmo-nos governar por forças externas, mesmo que conscientemente a decisão esteja sendo tomada também por nós. Iludimo-nos. As circunstâncias nos levam a certas escolhas, sim. São aquelas que nos obrigam sem palavras, cerceiam-nos com atitudes ou sinais imperceptíveis a quem está de fora, fazendo com que a nossa reação de rebeldia pareça desproporcional ao fato que a provocou. Na parada permitimos o compasso entre o ritmo natural do nosso organismo e aquele que o ambiente nos impõe. O estímulo externo também é útil. É necessário um filtro para interpretar o que à primeira vista parece agressão contínua, violência conosco. Sermos provocados nos faz crescer, vivenciar nossa capacidade de superar dificuldades e depois de conseguir, poder dizer: Ok. Eu venci esta. Agora vamos para a próxima. A inatividade pura e simples impede o aperfeiçoamento. Mesmo o ócio deve ser criativo, já disse alguém. É questão de usar o tempo para equilibrar ritmos interno e externo e exigir de si apenas aquilo que somos capazes de suportar no momento atual. Nem mais, nem menos. Ficar só é uma forma de equilibrar sem pressões, de se reavaliar. Permitir-se para poder identificar sentimentos e frustrações de maneira a responder claramente o que é nosso e o que é do meio de forma consciente só cobrar dos outros a parte deles. Outra tentação é ficar com peninha de nós que nos deixamos ser coagidos. O papel de vítima é muito cômodo. Somos senhores dos nossos atos e não se pode mandar a conta para os outros. Mas também não nos cabe pagar a conta alheia. Saber separar o meu do nosso é tarefa individual e só se consegue olhando para dentro. E este olhar rima com paz. Rima também com sossego e desapego. Tudo na vida tem cadência, movimento. As marés sobem e descem. Há primavera e verão. Há coração batendo mais rápido e mais devagar.

Mas há momentos para cada um deles, como o instante de estar fisicamente só. Mas isso só é um prazer quando sabemos que aqueles pelos quais nutrimos afetos entendem o que acontece conosco. O metrômano muda o ritmo da música, nossos sentimentos ditam o pulsar do coração. Nós determinamos o compasso das nossas vidas e se conseguimos fazer os nossos queridos compreenderem a nossa opção pela solitudine, mas também entendermos a necessidade deles, todos saem ganhando com a renovação que se processa em nós. com paz. Rima também com sossego e desapego.

Tudo na vida tem cadência, movimento. As marés sobem e descem. Há primavera e verão. Há coração batendo mais rápido e mais devagar. Mas há momentos para cada um deles, como o instante de estar fisicamente só. Mas isso só é um prazer quando sabemos que aqueles pelos quais nutrimos afetos entendem o que acontece conosco. O metrômano muda o ritmo da música, nossos sentimentos ditam o pulsar do coração. Nós determinamos o compasso das nossas vidas e se conseguimos fazer os nossos queridos compreenderem a nossa opção pela solitudine, mas também entendermos a necessidade deles, todos saem ganhando com a renovação que se processa em nós.

Fragilidade(Ou Experiências de Solidariedade)

A angústia não é privilégio de poucos, a maioria a tem. Num maior ou menor grau ela nos avassala vez por outra insistindo em perturbar os dias e prejudicar a sanidade buscada. Nos dias atuais a palavra ansiedade revestida do aval científico veio dar outro nome à ancestral sensação de nó no peito que sentimos quando não conseguimos entender ou resolver algo a tempo e a hora ou quando os acontecimentos não tomam o rumo que esperávamos.
Sendo uma constante é inócuo ignorar a angústia. Racionalizar seria a melhor medida, mas não é assim que funciona na prática. A ansiedade extrema paralisa e não há como a pessoa tomar atitudes sadias diante dos obstáculos corriqueiros. Enfrentar a aflição além do caráter tem outras implicações que fogem à vontade. Quem mais opina sobre o problema dos outros, mais leigo é seu parecer, análise inconsciente das próprias atitudes e justificativa do modo de pensar de quem aconselha. Alguns ansiosos até tentam esconder a perturbação, mas o semblante deles não nega e percebe-se fácil quando estão tomados pela impotência em controlar os demônios internos.
É aí que tomamos consciência de quão efêmera é a existência e quão frágil é manter o equilíbrio. Na observação da desgraça alheia quem olha de fora tem a sensação de superioridade e potência. Pode-se tentar, mas não há isenção e é difícil não mergulhar no turbilhão de sensações de quem compartilha conosco o auge de uma crise de angústia. A empatia é necessária para se tentar ajudar. Mesmo de boca fechada socorremos e melhor, pois é o que o outro quer, vibramos na mesma energia, independente do esforço feito para olhar de forma distanciada quem sofre.
Sentimo-nos bem em sermos úteis e a pseudo-superioridade vem da constatação silenciosa: “alguém está pior que nós”. Mas não identificamos quanto custa compartilhar sentimentos alheios invadindo-nos por tabela quando nos prontificamos à solidariedade. Uma força momentânea se apossa de nós e podemos dissertar horas sobre o que poderia ou deveria ser feito. Mas a energia mobilizada em situações de conflito, mesmo o de terceiros, dá um desgaste danado. É energia que tiramos de nós para ajudar e que às vezes não a possuímos e buscamos força para emprestá-la a alguém? Daí a sensação vaidosa de ser melhor que o outro, pelo menos naquele momento.
As experiências de solidariedade nos retroalimentam e nos fazem perceber a existência de diversos níveis de fragilidade. Nosso equilíbrio é momentâneo e só podemos afirmar sua existência na vivência de cada minuto. Daqui a pouquinho não garantimos mais. É outra batalha. Como nas regras ao se livrar de um vício: “só por hoje não fumo mais”. Não adianta fazer planos para um futuro distante. Para um horizonte incerto não se traça planos, se estabelece objetivos. Os planos se refazem minuto a minuto, na perseverança daquilo que se quer. O equilíbrio se mantém quando se faz presente em cada momento da vida.
Somos todos frágeis, apenas alguns de nós estão num nível de vigor maior e aí pode ajudar quem está do lado a reerguer-se. Perceber estes momentos ajuda a crescer. Disponibilizar-se sem interferir ou julgar é o desafio que vai determinar o sucesso da nossa ajuda e nos fortalecer de volta. Depende do estado de alerta da nossa percepção. Mas não custa tentar. Só não vale desperdiçar oportunidades.

Da Análise à Síntese

Quantas vezes as pessoas dizem algo que para nós não faz o menor sentido e ficamos sem saber o que responder? Quando nossa intuição nos diz que tem algo errado partimos de imediato para o contra ataque. Tentamos encontrar pontos fracos no raciocínio do opositor, não para descobrir qual é o mais correto, mas para provar que eles estão errados.

Uma das habilidades requeridas pela selva globalizada é a capacidade de ler nas entrelinhas.  Outra é recuar quando o recado não nos parece suficientemente claro. O fato das colocações não serem aparentemente lógicas, não significa que não sejam verdadeiras. Mas que nos irritam instantaneamente, ah, isso irritam! Calma. O emissor pode só ter dificuldade de comunicação. Quis dizer uma coisa e foi entendida outra. Sendo assim, não compensa enfurecer-se por tão pouco. E se prezamos nosso interlocutor, tentaremos descobrir do que se trata. Sem contar que pode tratar-se apenas de uma leitura incorreta do cenário da nossa parte. Qualquer que seja a compreensão, se ela der margem para dúvida, que se dê meia volta, até que tenhamos informação suficiente e possamos voltar à carga.

Mas e naquelas horas que não dá para titubear? Quando nos deparamos mesmo com aqueles cri-cris que acham que somos obrigados a ler pensamentos e insistem que conversa inteligente é papo por metáforas e se o pobre mental não entender, tsc.tsc? Lá vem o ar de deboche e a risadinha irônica, assim, bem olhando de cima. Problema do sarcástico, claro, não nosso. Se quem conversa conosco não se dá ao trabalho de ser claro, sabe que está correndo o risco de ser mal interpretado.

Observações capciosas incomodam quem ouve e abrem a porta para os questionamentos.  Alguns podem dizer que é questão de estratégia. Pode ser. Mas quem que adotar tal postura como norma em suas conversas, em suas relações, tem que estar pronto para as opiniões alheias e aguentar no osso. Afinal, tudo bem que a análise não precisa ser feita ao pé da letra, mas síntese demais também não.

Dicas de Presentes com Aparelhos de Informática

Com a profusão das tecnologias, o uso cada vez mais indispensável de computadores, internet e aparelhos eletrônicos, presentear os amigos com produtos que têm ligação com este mundo cibernético torna-se algo de bom gosto e também útil. Mesas para notebook, mp3 e mp4 players, webcam e fone de ouvido wireless são algumas das sugestões de presentes para quem está sempre inserido no mundo virtual.

Os notebooks são fundamentais para a maioria das pessoas nos dias atuais. Poder levar o próprio computador para o trabalho, para a casa da namorada, para o sítio ou até mesmo para a cama antes de dormir gera facilidades para quem os possui. As mesas para notebook são boas opções para presente porque possibilitam o uso dos computadores em qualquer local diminuindo o desconforto e dores musculares causados por postura ruim.

Aparelhos Eletrônicos

Aparelhos Eletrônicos de informática

Outros produtos interessantes são os aparelhos de mp3 e mp4 players. Os mp3 são tocadores de músicas portáteis e que podem armazenar grande número de arquivos que podem ser baixados pela internet. Os mP4, além de contarem com o recurso de reproduzir áudio, podem também exibir vídeos em seu visor digital. Ainda no campo audiovisual uma ideia moderna e prática de presente são os fones de ouvido wireless (sem fio). A grande vantagem destes para os tradicionais acessórios é a ausência de cabos e a maior praticidade para o usuário.

Aparelhos da moda são as webcams que aparecem também como uma excelente opção para presentear seu amigo ligado no mundo virtual. Elas permitem que se veja a pessoa do outro lado da tela durante um bate-papo informal ou até uma videoconferência importante de negócios. Existem webcams de alta resolução e qualidade de imagem impressionante que garantem maior proximidade na conversação e dinamismo à conversa.

Além desses citados acima, o mercado tecnológico oferece também outras novidades, como um aspirador que tira a sujeira do teclado sem danificá-lo, caixas de som com subwoofer R-20, da Logitech com bom desempenho e pendrives divertidos de 1GB que imitam uma peça de Lego.

Com tantas opções para presentear, você poderá deixar seu amigo ainda mais ligado no campo da informática.

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