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Incautos e Impulsivos

Como lidar com os nossos extremos? Supervisão constante ou privação de oportunidades? Escolhas, simplesmente. E só contamos conosco para traçar um mapa mental do terreno a cada decisão, consolidar o sistema até que o cérebro acostume-se a buscar interesses que preencham a sensação de estar perdendo algo quando se diz um não. Por detrás da expectativa da perda há uma diminuição da exposição desnecessária a riscos. E quando se tem uma inaptidão natural para detectar mentiras, somos de certa forma, uma ameaça ambulante à nossa integridade.

Quando as ferramentas internas são insuficientes para lidar com algumas situações, vale apostar na precaução. O mundo interior de quem tem pouco senso espacial é voltado para as palavras e não precisa de imagens, pois a mente formula diálogos sem necessidade delas. Detectar pequenas diferenças em expressões faciais, por exemplo, é quase impossível. Não porque não queira, mas por não ter o artefato necessário.

Quando tomamos decisões sem pensar, cremos naquilo que queremos que seja verdade, revelando nossa natureza impulsiva. Quando há algo em jogo, a tendência a acreditar é reforçada. Criamos um viés inconsciente para ignorar sinais que sustentem a credulidade pessoal e bloqueamos por um momento as indagações que a desafiem.

A predisposição à resposta imediata significa exposição ao perigo e nestas circunstâncias é difícil dizer não a ele. Se não temos habilidades suficientes para detectar farsas, sejam palavras, rostos, corpos ou voz, o mínimo que podemos fazer é limitar o contato. Nem todo mundo com um sorriso esperto é uma boa pessoa. Contudo, se caímos sempre na mesma armadilha e nos desapontamos depois, resta monitorar a sensação de perda de oportunidade. Isto acontece quando somos tentados a fazer algo que uma voz interna nos diz: cuidado!  E nós estamos loucos para confiar. É isso: síndrome do cavalo encilhado, que não passa mais e adeus chance de vivenciar e aprender.

Há ainda, o desejo de ser esperto em contraponto ao medo de fazer juízo errôneo sistemático das pessoas ao nosso redor. Não há um roteiro para verdade ou mentira.  Saber que o outro mente, ofende. Gostar ou não das pessoas impacta o nosso julgamento e elas percebem. Aqueles que usam conosco das mentiras por omissão são difíceis de notar e fáceis de escapar impunes, pois inexiste ferramenta clara para se avaliar algo que a pessoa não disse. Na maioria das vezes, tudo o que disseram é verdade, mas ficaram só alguns detalhes de fora, presumindo o engano.  No fundo sabemos, sentimos e permitimos. Se isso ocorreu, bola prá frente, sem se lamentar se algo tentou-nos, foi instigante e até confortável. A autopiedade é dispensada como justificativa para a ausência de argumentos lógicos para contrapor decisões ilógicas. Temos que dar o desconto para a habilidade alheia e tentar sermos menos incautos e impulsivos da próxima vez.

Confiança Ilimitada

Confiança não se compra no supermercado. Lealdade não se acha no bar da esquina. Procura-se cada vez mais o porto seguro, na ânsia de não sermos surpreendidos nas relações, sejam elas pessoais ou negociais.

Não adianta ouvirmos o discurso messiânico de que temos de acreditar piamente na índole divina do ser humano, mesmo após anos de credibilidade. Prevalece a impressão de que uma vez instaurada a desconfiança, cada um tem suas próprias razões e arranja desculpas para ela, principalmente quando se trata de quebrar um pacto de fidelidade.

Abrir deliberadamente as portas da nossa masmorra interna, nem sempre resulta num encontro agradável. Acontece nos momentos de solidão e reclusão interior, visto que nem sempre um é sinônimo do outro. De frente com o nosso eu, não há como mentir. É impossível admitir que dentro de nós, algo se espatifou, não dá mais para manter uma ligação com alguém.

Cobramos dos outros os valores que nos dão segurança; para nos garantirmos que o nosso todo restou íntegro. Mas, que direito temos de cobrar a fidelidade alheia, se a luta é só nossa; nada mais que uma batalha quanto à autenticidade dos nossos  propósitos?

No longo caminho do inconsciente às atitudes o processo de certeza vai se desvanecendo, se acoplando às opiniões externas, se transformando até  culminar com a verbalização das idéias e na efetivação dos nossos atos.

Sabedores da mobilidade da nossa condição humana, somos um celeiro de dúvidas que se esforça por criar um núcleo coeso,
formado pelos princípios que nos são caros.

Confiar está diretamente ligado a crer que podermos contar com quem caminha conosco. Confiança não é incondicional por natureza. Se para nós é fundamental que o seja, que contribuamos com a parte que nos cabe. Não se trata só de regar, cuidar,
acarinhar. É imprescindível conter-se em certos momentos, preservar o afeto que nos é tão importante. Ao alimentar a confiança ganhamos em troca o porto que buscamos; adicionamos mais um componente ao nosso núcleo de valores.

Não temos a prerrogativa de exigir fidelidade dos outros se o nosso próprio processo de credibilidade condiciona-se ao sabor das nossas mutações.

Se não podemos confiar sequer em nós mesmos, como exigi-lo do alheio? Relaxemos. Sejamos menos exigentes conosco e
com o outro. Que possamos domar as angústias e assim, poder usufruir melhor cada dia.

A Eficácia do Gerente Ministrando Treinamentos

Quais São os Conhecimentos Básicos Para Um Gerente Se Tornar Eficaz ao Ministrar Treinamentos à Sua Equipe? Que Tipo de Perguntas Devem Ser Feitas?

Ao treinar sua equipe um Gerente deve se cercar de alguns conhecimentos para que o treinamento dê resultados, pois é sua responsabilidade motivar e entusiasmar na transmissão de conhecimentos, habilidades e atitudes à sua equipe. Sendo assim, ele deverá observar alguns conceitos, tais como:

  • Pontualidade: Agindo como instrutor o Gerente deve cumprir rigorosamente os horários do início, intervalos ou de término das sessões diárias. Isto é importante para a imagem do Instrutor perante sua equipe, pois um atraso inicial cria na mente dos participantes a impressão de desinteresse ou desorganização gerencial.
  • A Preparação: O Gerente deve estar preparado para apresentar cada tópico do treinamento e isso significa pesquisar, ler, estudar manuais, analisar plano de aula; enfim, aumentar seu próprio conhecimento.
  • Apresentação Pessoal: O Gerente é o alvo das atenções durante todo o treinamento e, por causa disso, ele deve ter uma apresentação impecável. Na verdade, sua apresentação pessoal deve ser condizente com a imagem da sua organização, pois ele é analisado pelos participantes durante todo o tempo de treinamento.
  • Interrupções: O Gerente deve tomar as medidas necessárias para a proibição total de interrupções durante as sessões de treinamento. Além de serem fatores prejudiciais à seqüência da apresentação dos temas, as interrupções quebram a linha de raciocínio do instrutor e prejudica seriamente a assimilação dos participantes.
  • O Contato Visual: Para criar uma boa atmosfera o Gerente deve comunicar-se olhando diretamente para os participantes, pois não existe nada pior do que um Instrutor que fala olhando para o chão, para o teto ou para as paredes.
  • Falar em Tom Amigável: Jamais discursar em tom oratório e, em vez disso, o Gerente deve usar um tom de conversa mantendo a atenção pela variação ocasional da modulação (ou entonação) da sua voz e a velocidade de sua fala.
  • Postura Corporal: Deve ser confortável, natural e adequada, evitando ficar curvado, falar sentado, consultar demoradamente suas anotações, falar lendo e apoiar-se excessivamente na mesa.
  • Gesticulação, Posição e Movimentação: Para o Gerente ser ouvido com atenção é necessário que ele fale de forma que todos possam ouvi-lo, principalmente considerando as pessoas sentadas ao fundo da sala. Gestos devem ser usados, quando forem naturais e dosados. Gesticulação afetada, teatral ou forçada, em vez de auxiliar prejudica a apresentação.

Quando o treinamento é realizado em sala plana e sem tablado, o Gerente deve ficar pelo menos a 2 metros de distância da primeira fila de participantes e dispor de mesa própria para seu material de aula, pois isso facilita sua movimentação e evita que os participantes vejam o material a ser apresentado. Além disso, o Gerente deve saber fazer as perguntas certas aos participantes, pois elas despertam interesse, curiosidade e enfocam a atenção da equipe no assunto tratado. Sendo assim, veremos abaixo os quatro (4) tipos de perguntas mais utilizadas pelos Gerentes em treinamento de equipes:

  • Perguntas Gerais: São perguntas dirigidas a toda a equipe, mas podem ser respondidas por qualquer um. Sua principal função é estimular o pensamento e os debates.
  • Perguntas de Revezamento: São perguntas feitas a todos os participantes, para respostas individuais. É uma excelente técnica para envolvê-los e auxiliar a participação das pessoas mais tímidas.
  • Perguntas Diretas ou Específicas: Conforme o próprio nome esse tipo de pergunta é especifica para um participante e somente ele deverá respondê-la.
  • Perguntas Retóricas: Esse tipo se refere a perguntas genéricas dirigidas ao grupo, sem que sejam necessárias respostas. É normalmente usada a fim de estimular a equipe com vistas a conclusões, após debates excessivos sem resultados práticos. Por exemplo: “Nós não desejamos passar o dia todo debatendo esse aspecto do problema, não é verdade?”.

A Importância da Assertividade Para o Líder

Você Sabe o Que é Assertividade? Você é Assertivo? Você Expressa Livremente Sua Opinião?

Alguns autores de Administração afirmam que a assertividade de uma pessoa é a sua capacidade de posicionar-se de forma confiante e objetiva, defendendo claramente seu ponto de vista. Porém, essa importante característica profissional tem sido entendida de forma equivocada por muitas pessoas, as quais acabam confundindo assertividade com agressividade ou arrogância.

Vivemos numa sociedade caracterizada pela crescente violência e, muitas vezes, esta agressividade acaba sendo confundida com a assertividade, de tal maneira que as pessoas agressivas se auto-intitulam “assertivas” ou “muito francas”. Ou até ao contrário, algumas pessoas não assumem suas posições de forma simples e autêntica, com receio de serem tachadas de agressivas.

O dicionário Houaiss nos dá conta que assertividade é “a qualidade ou condição do que é assertivo”. Assertivo: “que faz uma asserção; afirmativo locutor declara algo, positivo ou negativo, do qual assume inteiramente a validade; declarativo; afirmação que é feita com muita segurança, em cujo teor o falante acredita profundamente”.

Quando tratamos especificamente dessa qualidade em profissionais de Liderança, pode-se afirmar que a assertividade seria aquela qualidade essencial que ajuda o Líder a atuar em defesa seus nossos próprios interesses, sem precisar ser agressivo ou arrogante. Diante disso, propomos aos líderes a seguinte reflexão:

  • Você expressa livremente sua opinião, mesmo sabendo que ela contraria a opinião de outras pessoas no seu ambiente de trabalho?
  • Como você reage quando alguém “fura” a fila na sua frente?
  • Você tenta se aproximar e conversar com pessoas estranhas em reuniões ou festas?
  • Você consegue manter o “olho no olho” quando está conversando com alguém?
  • Você xinga e grita com as pessoas quando sua paciência estoura?
  • Você se sente mal ao recusar favores a amigos, mesmo os mais abusados?
  • Você se sente à vontade em pedir favores a alguém?

Obviamente não existem respostas certas ou erradas para essas perguntas e, certamente, as respostas também variam conforme as circunstâncias. Porém, ao analisarmos cada questão é possível avaliar nosso posicionamento e nosso grau de assertividade em situações do cotidiano.

Dessa forma, o Líder deve procurar aumentar seu grau de assertividade porque junto a ela cresce a segurança em interagir com as outras pessoas, afiando as habilidades de liderança e aprofundando o autoconhecimento do próprio Líder.

Cinco Motivos Para o Líder Aumentar Sua Assertividade:

  • Diminui Sua Ansiedade: Pessoas assertivas são menos tensas e estressadas em situações de conflito, pois o Líder assume com mais segurança suas próprias opiniões e se mantém relaxados e alertas o suficiente para defendê-las com presença de espírito.
  • Expande Sua Liberdade: Tomar o controle da própria vida e decidir por si próprio o que fazer e por que, desperta o sentimento de liberdade e poder que as pessoas passivas jamais conhecem. Não há substitutos para o sentimento de tomar a responsabilidade sobre a própria vida e defendê-la com afinco.
  • Ganha Tempo Livre: Ajudar outras pessoas é uma atitude positiva que nos torna melhores seres humanos, mas há muitas oportunidades em que devemos dizer não. Nosso tempo é precioso e aprender a dizer não é uma forma de delimitar o quanto estamos dispostos a doá-lo ou usá-lo em proveito próprio.
  • Melhora a Qualidade Nos Relacionamentos: Com o tempo, a assertividade contribui para que a qualidade dos relacionamentos melhore muito, pois as relações de poder se equilibram, as conversas se tornam mais sinceras e construtivas, e as pessoas têm o privilégio de conhecer a melhor.
  • Melhora a Sua Auto-Imagem: Muitas pessoas deixam de lado suas opiniões próprias porque têm medo de que seus amigos deixem de gostar deles, ou porque receiam que suas idéias sejam vistas como inúteis – ou imbecis. Esta atitude não resolve os problemas do Líder, apenas perpetua uma posição passiva de baixa auto-estima.

Naturalmente, ao emitir posicionamentos próprios, o Líder será eventualmente criticado ou até mesmo ridicularizado, mas isso não deve preocupar pessoas assertivas, pois mesmo falando besteiras vez por outra, ele já conquistou antes o respeito das outras pessoas e, principalmente, de si próprio.

Qualidades Mais Admiradas em Um Gerente

Qualidades de um Gerente

Qualidades de um Gerente

Pesquisa Indica Qualidades Gerenciais Mais Admiradas Por Colaboradores. Essa é uma dúvida para qual não existe uma resposta simples. Um determinado professor de Gestão Empresarial perguntou a centenas de funcionários de uma determinada empresa quais as qualidades que elas mais admiravam em um chefe. Aqui estão algumas respostas ouvidas mais freqüentemente:

  • Mantém os funcionários atualizados sobre as situações que afetam seus projetos futuros.
  • Mantém uma atitude positiva
  • Possui habilidades para comunicação oral e escrita
  • Esclarece as ações e as decisões que afetam os colaboradores
  • Não tem favoritos na sua equipe.
  • Delega autoridade e permite que seus colaboradores executem parte das funções próprias de um Gerente
  • É bem específico ao dar instruções sobre atribuições a seus colaboradores
  • Incentiva seus funcionários  a melhorarem suas aptidões e sua eficiência
  • Realiza o treinamento de funcionários para que possam cobrir as ausências uns dos outros
  • Elogia os trabalhos bem feitos, mas também critica quando necessário
  • Está ciente dos problemas que os funcionários têm uns com os outros
  • Faz perguntas freqüentemente. É um ouvinte interessado e ativo
  • Organiza a programação de trabalho e atribuições de sua equipe de forma tão eficaz quanto possível
  • Demonstra atitude profissional em relação ao trabalho e aos funcionários.
  • Mostra seu lado humano e, em função disso, ele não é compelido a agir com “chefe” todo o tempo.
  • Trabalha ocasionalmente com empregados de menor nível hierárquico, a fim de melhor compreender seu trabalho.
  • Dedica parte de seu tempo a ouvir novas idéias
  • Presta atenção a problemas mais amplos. Evita se prender a detalhes.
  • Mantém os outros informados sobre as mudanças organizacionais
  • Discute problemas com subordinados tão logo seja possível, em vez de deixar as coisas chegarem a ponto de ebulição.
  • Expressa honestamente seus sentimentos.
  • Tenta conhecer cada funcionário como indivíduo.
  • Usa novas estratégias que tornarão a organização mais produtiva e competitiva
  • Demonstra confiança nos seus subordinados

A Arte de Gerenciar Funcionários

Desde a época da Escola de Relações Humanas de Elton Mayo já se sabe que, dentro das empresas, além de máquinas, também existem pessoas que têm diversos sentimentos e diferentes reações aos estímulos motivacionais. Dessa forma, o jeito de tratá-las determinará como você será tratado.

Diante disso, a primeira regra de um bom Gerente é tentar obter uma visão otimista sobre seus funcionários, pois isso tende a criar pessoas mais colaborativas, afirmam alguns estudiosos em Liderança. Outros, mais radicais, afirmam que “se você tratar seu funcionário como um cachorro, mais cedo ou mais tarde ele vai lhe dar uma mordida”.

Antigamente, gerenciar significava “a arte de obter resultados através das pessoas”. Porém, as Relações Humanas foram se desenvolvendo e hoje o Líder precisa entender as aspirações humanas. As pessoas costumam ter variadas aspirações, mas apenas para simplificar podemos reduzi-las a:

  • Aspirações Simples: São as condições básicas de um emprego, sem as quais os empregados nem aceitam trabalhar, tais como um salário compatível, emprego próximo à casa, conforto no local de trabalho, garantias de continuar empregado, ambiente de amizade  e atenção. Note-se que as aspirações simples são requeridas por uma minoria dos trabalhadores brasileiros.
  • Aspirações Complexas: A maioria das pessoas possui aspirações complexas, gostando de ser diferenciadas das demais e de terem seu valor reconhecido pelo Líder. Elas gostam de aprender, enfrentar desafios significativos e de tarefas difíceis. Aqueles com aspirações complexas obtêm seu crescimento pessoal e recompensas financeiras de seus próprios esforços.

Diante disso, pode-se perceber que a arte de gerenciar pessoas nas organizações exige muita criatividade do Líder, pois em vez de controlá-las é preciso energizá-las, buscando atender suas expectativas e aspirações mais complexas. Dessa forma, podemos afirmar que a principal função de um gerente moderno é “energizar” as pessoas. E, energizar significa atender ás aspirações complexas dos funcionários.

Mas, antes de energizar as pessoas o Gerente deve conhecer o “sentido de prontidão” dos funcionários, pois existem funcionários que estão “prontos” e os que ainda não estão. Ou seja, aqueles que estão prontos têm experiência técnica no ramo – eles são funcionários experientes. E os que têm pouca prontidão são os funcionários inexperientes.

Sendo assim, ao cruzarmos essas duas variáveis – aspirações e prontidão – encontramos quatro (4) tipos de funcionários e, antes de qualquer próxima análise, é necessário afirmar que as pessoas tendem ser muito mais complexas do que apenas quatro tipos. Mas, apenas para compreendermos melhor a forma de tratá-las – gerenciá-las – vamos classificá-las em grupo de quatro tipos:

A) Os Aprendizes: Perfil – São aqueles funcionários inexperientes e que só possuem aspirações simples, os quais – na sua maioria – obtêm o primeiro emprego. Eles não têm experiência alguma e preferem trabalhar apenas por ser perto de casa e pelo pequeno salário. Tratamento – trate-o com pouca flexibilidade, informando-o detalhadamente o que fazer e conferindo se as tarefas foram realizadas conforme o escrito. Ou seja, o Líder deve usar uma supervisão rígida.

B) Os Frios: Perfil – São aqueles funcionários que até têm experiência técnica, mas possuem aspirações simples. Ou seja, eles não estão energizados ou motivados a alcançar suas aspirações. Eles sabem trabalhar, mas não vibram com isso porque talvez tenham sido punidos na sua criatividade – em empregos anteriores. Tratamento – O Líder deve envolvê-lo nas decisões do setor, fazendo-o sentir-se importante e aumentando sua auto-estima. Na verdade o cuidado do Líder não deve ser técnico, mas humano. Esse tipo de funcionário precisa de envolvimento emocional e o Líder deve estimulá-lo a ter “a coragem de errar”. Não estamos estimulando o erro freqüente, mas a tentativa da inovação pode levar às pessoas ao erro e isso não deve ser reprimido para esse tipo de funcionário.

C) Os Potenciais: Perfil – São aqueles que, embora não tenham experiência, têm aspirações complexas. Ou seja, eles estão energizados, motivados e com vontade de crescer (é o “sonho” de todo Gerente). Eles têm iniciativa e garra, mas ainda não estão prontos porque não têm experiência. Tratamento – Na verdade, talvez seja necessário o Gerente conter um pouco esse ânimo para que o funcionário não cometa erros infantis. Eles precisam de treinamento, instruções claras e acompanhamento técnico. Além disso, ele deve ter envolvimento com os mais experientes para assimilar conhecimentos e habilidades.

D) Os Empreendedores: Perfil – São aqueles que têm muita experiência técnica e aspirações complexas. Ou seja, são funcionários que estão prontos, energizados e motivados. Tratamento – Esse tipo de funcionário não deve ser tratado com rigidez, controle ou cobrança por resultados. Trate-o com “agradinhos” e ele ficará “doente”, pois sua energia vem dele e não de você. Eles precisam de desafios, tarefas difíceis e participação nos resultados. Dessa forma o Líder deve envolvê-lo nas decisões, dando-lhes autonomia porque os empreendedores são capazes – em muitos casos – de fazer melhor que o próprio Líder.

OBSERVAÇÃO: O Gerente não pode se conformar em ter na sua equipe apenas funcionários classificados como aprendizes, frios ou até mesmo os potenciais. Na verdade, seu principal objetivo deverá ser o de transformar todos eles em         empreendedores, pois assim o Gerente só cuidaria da estratégia da sua empresa.

Liderança – Você está Preparado?

Liderança: Como ser um Líder

Liderança: Como ser um Líder

Ultimamente tenho recebido emails de jovens estudantes, e jovens profissionais que ingressaram na vida corporativa. Alguns estão começando suas atividades profissionais como Estagiários, Trainees, outros foram promovidos a cargos de gerência, supervisão e alguns com um pouco mais de sorte já ocupando cargos de liderança.

Na maioria dos emails, e até mesmo através de contato direto através MSN, me perguntam como devem se comportar ou resolver algumas situações que estão se apresentando e que ainda não possuem a mínima idéia ou experiência profissional suficiente para solucionar os problemas e situações que estão se apresentando durante o dia a dia e nem de como agir em várias outras questões que compete ao exercício do cargo.

O que eu tenho observado nos relatos que me são passados é que muitos desses profissionais são jovens e não possuem condições (experiência, prática), pelo menos momentânea, para o exercício do cargo que lhes foi confiado e atribuído pela empresa. Sabemos que liderar pessoas requer prática, humildade, experiência e acima de tudo conhecer um pouco sobre a equipe que vai liderar, suas necessidades, objetivos, desejos, sonhos além de saber identificar e aproveitar o potencial de cada componente.

Liderar, gerir, gerenciar vai além de saber e poder mandar. Requer talento, dedicação, vocação, equilíbrio emocional, saber ouvir, ter estratégia, e acima de tudo possuir paciência para se relacionar com gente invejosa, difícil, maldosa e insubordinada disposta puxar seu tapete.

De acordo com estudos realizados na Havard Business School, os quatro mitos populares sobre liderança já foram derrubados;

1- Nem todos podem ser lideres;

2- Lideres nem sempre levam a resultados,

3- Pessoas que chegam ao topo nem sempre são necessariamente lideres,

4- Lideres nem sempre são grandes condutores de equipes. (coaches).

As condições que favorecem a liderança podem ser as mais inexplicáveis possíveis. Ninguém nasce líder, nem todos tem aspirações a serem lideres e nem todos serão bons líderes. Existem os que assumem a liderança, levados por conchavos, apadrinhamento e demais razões que fazem parte do mundo organizacional e também político. Nesta situação meu conselho é que você deve partir efetivamente para conquistar a liderança e marcar seu nome na história da organização.

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Liderança: Habilidades de um líder

Em razão dessas situações podemos afirmar que a liderança é cíclica e a mudança da liderança pode acontecer de acordo com as necessidades da empresa, de seus administradores e insatisfação da própria equipe ou a falta de adaptação do líder ao cargo. Em contra partida alguns lideres tiranos e prepotentes podem conseguir se manterem em seus cargos através de resultados favoráveis, intimidação de sua equipe, conchavos com a alta administração e até sorte. Particularmente eu acredito que hoje em dia não exista mais espaço para esse tipo de líder nas organizações.

Em muitas situações esse tipo de comportamento acaba por premiar a incompetência dos lideres no trato com seus subordinados, encobrindo defeitos e comprometendo os resultados da empresa. Concordem ou não, os lideres desenvolvem suas tarefas através de outras pessoas e gerenciam suas atividades com o objetivo de atingir os resultados estabelecidos.

De acordo com estudos realizados, os lideres tem que ter três habilidades essenciais:

1- Habilidade técnica – capacidade de aplicar seus conhecimentos ou especialidades específicas. Refere-se à formação e conhecimento que possui e o que realmente ele sabe fazer;

2- Habilidades humanas – capacidade de trabalhar com outras pessoas. Saber se relacionar com sua equipe, saber ouvir, possuir facilidade em se comunicar, saber fazer entender-se, formar equipes de alto desempenho e principalmente saber lidar com pessoas.

3- Habilidades conceituais – Ter capacidade de diagnosticar e analisar situações complexas, e com base nelas tomar decisões corretas para o bem organizacional.

Uma pessoa pode possuir capacidade técnica e humana, mas poder vir a fracassar como líder em virtude da sua falta de capacidade de interpretar e processar com coerência as informações. Apesar disso, acredito que cada um deverá encontrar a sua própria maneira de agir, usar o bom senso, equilíbrio emocional, ser racional e ter muita tranqüilidade para interagir com sua equipe. Deve ser justo acima de qualquer coisa. Pense na liderança como uma nova lição de sobrevivência. Não existe uma formula pré-definida para liderança.

Toda pessoa que assume a liderança pela primeira vez, deverá ter em mente as seguintes regras:

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Liderança - Seja um líder

1- Esclareça as expectativas – Seja bem claro e transparente com sua equipe; você não vai competir com eles, vai dirigi-los, liderá-los motivá-los, conduzi-los a alcançar as metas e objetivos que a empresa espera, defina a função de cada um dentro da equipe;

2- Imponha seu próprio ritmo – Lembre-se, você é quem comanda, dita o ritmo de sua equipe, determina e mantém o foco, seleciona os componentes de acordo com sua expectativa;

3- De liberdade a sua equipe – Embora você é quem comanda, monta a equipe e determina estratégias para alcançar os objetivos esperados, deverá ter em sua equipe pessoas em quem se possa confiar. De liberdade para agirem, ouças as idéias e sugestões, mas não esqueça, deverá vigiar e monitorar os resultados da equipe;

4- Reúna sua equipe com freqüência – Estabeleça um dia para reuniões com os componentes de sua equipe onde possam discutir os resultados que estão sendo alcançados, às dificuldades que estão encontrando e corrija os erros que são cometidos. Lembre-se essas reuniões devem ser bem elaboradas com pautas claras e objetivas para que não se tornem extensas e maçantes. Reuniões longas e cansativas tornam-se improdutivas e podem desviar o foco;

5- Mantenha um bom relacionamento com outros lideres da empresa - Construa um bom relacionamento com outros lideres, atualize-os a respeito da sua área e evite a competição;

6- Comemore os resultados – Um diferencial competitivo, a maioria dos lideres estão preparados para cobrar resultados da sua equipe. Mas quando sua equipe alcança e conquista os resultados que você esperava, comemore junto com eles, parabenize-os, incentive-os, com essas atitudes terá a confiança e o respeito da equipe;

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Liderança: O Bom Líder

Um detalhe muito importante além desses acima é o seguinte: quando existir na equipe um componente que não está acompanhando o ritmo da equipe, não cumpre as metas e objetivos determinados, tem maior dificuldade do que outros componentes, você deverá saber cobrá-lo em separado dos outros membros. Existem lideres que se utilizam desse individuo para servir de exemplo para o grupo, cobrando-o perante todos.

O bom líder deve elogiar os componentes da equipe sempre em conjunto; quando houver a necessidade de chamar a atenção de algum deles, peça para que fique após as reuniões; a conversa deverá ser exclusivamente entre você e ele. Jamais na frente dos outros. – Fonte

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