Apocalipse: A Mulher e a Besta

Por mais que se tente desviar do assunto, ou ainda por mais que se tente desvirtuá-lo, é simplesmente impossível diante das evidências, e, como diz o ditado “o pior cego é aquele que não quer enxergar”. Não há como escapar da dura realidade que nos espreita. Os capítulos dezessete e dezoito, do Livro do Apocalipse, o Livro das profecias de Deus, do qual muitos têm medo, outros não o consideram como tal e muitos outros o desprezam, falam de uma situação pela qual estamos passando na atualidade, e de uma outra que está para acontecer, com a manifestação dos juízos de Deus sobre a humanidade.

Em primeiro lugar, temos que entender que aquele precioso Livro não foi escrito por inspiração humana, pois o Apóstolo João foi arrebatado ao terceiro céu, lugar da morada do próprio Deus e Senhor, e dEle mesmo recebeu o Apocalipse. Em segundo lugar, devemos respeitar as palavras contidas na segunda carta de Pedro, capítulo 1, versículos 19 a 21 que diz assim: “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.

Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” Portanto, não deixa nenhuma margem para quaisquer dúvidas. Uma das abominações da atividade humana sobre a terra se encontra em uma localidade famosa, importante e poderosa, que influencia em todo o planeta o aspecto religioso e político, e pretende também influenciar no aspecto econômico. Ao descrever a figura de uma mulher montada em uma besta, coberta de nomes blasfemos e portando um cálice cheio de abominações e da impureza da sua prostituição, além de embriagada com o sangue dos santos, João falava de uma grande cidade que “reina sobre os reis da terra”.

Ele também explica que as sete cabeças da besta são sete colinas sobre as quais a cidade está edificada. Aquela mulher está assentada sobre muitas águas, o que significa dizer que ela estava sobre muitos povos, multidões, nações e línguas. Em uma análise um pouco mais profunda, vamos encontrar em todo o mundo apenas uma cidade que acumula em si todas aquelas características descritas por João, enquanto desterrado na ilha de Patmos. Nenhuma outra se iguala a Roma. Se estudarmos mais um pouco a história da inquisição e da perseguição aos cristãos impetrada por ela, veremos sobre qual sangue a visão de João fala. Estamos por ver aqui na terra, manifestações de forças e poderes tais, que jamais passaram pelas mentes brilhantes de quaisquer cineastas, ainda que tais pessoas estejam, atualmente, fazendo muitos filmes apocalípticos, e com um realismo exuberante. E isto não é nada agradável de se ver.