Alimentos Transgênicos. A Polêmica Continua

Diariamente chegam à mesa dos consumidores de muitos paises os chamados  “Alimentos Transgênicos”, que nada mais são do que alimentos geneticamente criados  em laboratório com a utilização de parte do código genético de espécies diferentes, que tanto podem ser animais, vegetais, ou micróbios.  Sabe-se que os maiores produtores de alimentos transgênicos no  mundo são os Estados Unidos, o Brasil, a Argentina, o Canadá, e a China.

Transgênicos

Transgênicos

E para se ter uma idéia, só aqui no Brasil, a cada ano, o plantio de tais produtos avança numa escala sem precedentes, ocupando milhões de hectares. No Rio Grande do Sul, por exemplo,  calcula-se que grande parte da soja plantada já esteja geneticamente modificada. O plantio de milho e algodão geneticamente modificados também seguem o mesmo caminho em muitos estados brasileiros, e os números tendem a aumentar.

Mas a grande dúvida que paira na cabeça de muitos consumidores é: consumir ou não alimentos transgênicos? Será que realmente são seguros para o consumo?

Bem, infelizmente sabemos que não há consenso entre  cientistas e especialistas sobre a eficácia e segurança dos OGMs para a saúde humana. Os defensores dos transgênicos sustentam que eles são literalmente a salvação da lavoura, um vez que  são mais produtivos do que as plantas orgânicas, ou mais resistentes a inseticidas e herbicidas, além de serem mais duráveis. E ser for levada em consideração que  a planta contém um maior teor de nutrientes, isso, segundo tais defensores  – resultaria não só no barateamento do custo dos alimentos, mas também poderia saciar a fome e trazer benefícios à população.

Já os que são contra os alimentos transgênicos argumentam  que eles  podem trazer  riscos ainda  desconhecidos para a saúde dos consumidores e para o meio ambiente. Dentre os riscos, pode-se enumerar: o aumento de reações alérgicas na população, a falta de regulamentos técnicos para a segurança no consumo de produtos transgênicos, pois sabemos que  todo produto a ser consumido ou usado por alguém tem de ser amplamente testado. Sem contar que, partindo da premissa de que todo o consumidor tem o direito de ser informado sobre o conteúdo do produto que está consumindo e as suas consequências, as empresas multinacionais jamais deveriam negar o direito dos consumidores à informação – e é isso em geral o que acontece no Brasil, onde, pela falta de informação no rótulo de um produto, é impossível alguém distinguir os alimentos naturais dos transgênicos.

É claro que as controvérsias  sobre esse assunto se estenderão  por muitos anos, e infelizmente talvez não cheguemos a nenhum consenso principalmente devido aos muitos interesses em jogo que prejudicam o bem-estar da coletividade.

Portanto, como visto, não nos resta outra alternativa  senão aguardar que o tempo revele onde tudo isso vai dar, quer dizer, se seremos vitimas ou não dos produtos transgênicos que consumimos hoje.