Ações Sociais no Combate a Exclusão Digital no Brasil

Conclui sobre alguns artigos que li, que as crianças são as primeiras a ter maior habilidade com termos e comandos dos computadores. Os governantes tem se empenhado, mas não o suficiente para diminuir a exclusão digital. A maioria dos colégios particulares no Brasil já faz com que os computadores façam parte da rotina escolar como: pesquisas na Internet e digitação de textos podem ser tão comuns quanto usar lápis e canetas para fazer os trabalhos escolares, vídeo game e o acesso à rede para bate-papos e envio e recebimento de e-mails.

No entanto a diferença entre os que têm e os que não têm acesso à tecnologia ainda é muito grande no nosso país. Pois a minoria das escolas públicas tem acesso a esse material.  Mas mesmo nas camadas menos favorecidas essa tecnologia esta mais acessível para pesquisa; pois podem fazer suas atividades em uma Lanhouse ou mesmo em casa de algum amigo ou a própria escola por menos computadores que tenha. Em São Paulo o Colégio Estadual Oscar Thompson, situado a Avenida Lins de Vasconcelos, no bairro do Cambuci tem um trabalho nesse molde e aos finais de semanas a inclusão digital para a família dos alunos com professores que são estudantes universitários e com esse trabalho abatem o custo do empréstimo universitário. Vivenciei nesse local essa situação e é muito produtiva.

O governo também tem disponibilizado infocentros gratuitos para a população, em São Paulo cito na Rua Guaicurus, Lapa (Estação da Lapa) e em outros bairros também da periferia tem esses centros, instalados. Em favelas no Rio de Janeiro o governo através de uma cooperativa de professores disponibiliza aulas de informática em ônibus adaptado para tal. Poderia citar muitas outras iniciativas no âmbito federal ou estadual; mas é evidente que não podemos nos ater no Estado de São Paulo e região; pois é sofredora a situação em outras regiões; locais que tem a falta de telefone e do computador, meios essenciais para o acesso a internet.

A exclusão digital promove o desemprego e aumenta a exclusão social, e que deve ser garantida a toda população o acesso ao mundo digital, proporcionando as oportunidades e incluindo o maior número da população.

E, o que e como podemos nos preparar para toda essa novidade tecnológica? É preciso a adequação das novas ferramentas utilizando-se mudanças não apenas nas ferramentas de trabalho e sim, novas visões sobre conteúdos didáticos dentro da multimídia interativa considerando a necessidade crescente como modo de instrução, cultura, comunicação e diversão. A cultura está sendo transformada em novos produtos e serviços educacionais mais fáceis de transmitir de maneira a respeitar a iniciativa dos estudantes e das comunidades. Professores deverão obter formação e capacitação para toda a tecnologia disponível.

Atualmente a alfabetização na nova tecnologia é condição fundamental.  No entanto não devemos esquecer, de passar para os alunos os materiais “antigos” como livros que ao ler nos levam a verdadeiras viagens no mundo; para não somente se aterem na tecnologia. Pois interação aluno-aluno e aluno-professor e todo o instrumental da aula deve permitir uma dialogo fluente entre o educando e educador, mesmo com todo o deslumbramento que a maravilhosa tecnologia nos traz.