A Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa

A ortográfica da língua portuguesa, desde que foi proclamada a independência do Brasil, vem sendo discutida; primeiro na época da independência os escritores acharam que a separação deveria ser cultural também e criaram uma ortografia nacionalizada; muitos anos depois precisamente 1924, buscaram uma ortografia comum aos dois países. Em 1945, chega-se a um acordo de unificação, que em Portugal tornou-se lei, mas no Brasil o Parlamento Brasileiro não legitimou a lei, portanto…

Agora se fala em “reforma ortográfica da língua portuguesa”; pensei: mas para que isso? Surgirão mais dificuldades; dos professores, de pessoas que já não escrevem bem, gastos com impressão de novos livros, desgaste de se absorver a nova escrita; educadores terão que ser preparados novamente.    Muitos países da Europa lançam dicionários anualmente, em nosso País isso acontece em prazos incomparavelmente maiores, fora o custo que acarretaria com dicionários e livros didáticos para nossa população de maioria carente. E será que não seria um movimento voltado para algum interesse político? E não para melhorar a grafia ou o intercâmbio entre os povos dos países que falam o idioma português! Pois apesar de oito Países envolvidos nessa reforma falarem o idioma português, o povo tem diferentes características; palavras que são escritas da mesma forma, mas que tem outras conotações.

Li em um dos artigos da Folha “quem faz a língua é o povo na rua”, pois então só poderemos unificar a escrita, o sentido vai continuar a se diferenciar. E será que acontece essa unificação? Portugal foi resistente em concordar; com essas mudanças que deveria ter sido iniciada em janeiro de 2008, posteriormente transferida para janeiro de 2009. Mas é preciso três países assinar essa unificação do idioma para que aconteça.  Portugal e Brasil construíram essa proposta juntos com o objetivo de aproximar os povos não de desunir, no entanto não conseguem chegar a um consenso.

No entanto pesquisas sobre o assunto mostram o quanto benéfico será a mudança e a necessidade dela. O fato de a língua portuguesa ser o terceiro idioma mais falado no ocidente, e o sexto mais falado do mundo, e em virtude de existir mais de uma ortografia para a língua, esse fato dificulta a divulgação do idioma e a sua adoção em fóruns internacionais. A mudança colocaria a língua portuguesa ao nível de uma cultura superior, dizem alguns especialistas; aumentaria a difusão de obras literárias produzidas nos países que falam o idioma português, difundindo o interesse pela literatura das comunidades que falam o idioma lusofónico.

Thaís Nicoleti de Camargo em sua matéria na Folha de São Paulo cita:

– Uma língua é muito mais que a sua ortografia. “È um sistema de representação verbal que permite a comunicação entre os indivíduos.” E porque não aumentar essa comunicação entre indivíduos que falam o mesmo idioma.

Apesar de tantos, vai ser bom, não, não, vai ser ruim, e prejudicar este fator e beneficiar aquele Pais; de alguns educadores propagarem que as mudanças serão drásticas, mas a maioria diz que somente 2% dos 228 mil verbetes sofrerão modificações e serão incluídas letras que não fazem parte de nosso alfabeto hoje em dia, como K, W e Y, pois com a influência do idioma inglês em nossa cultura muitas pessoa tem nomes com letras que não constam em nosso alfabeto; e não serão somente as letras do alfabeto que sofrerá mudança, será abolido o trema, que já é praticamente ignorado e alguns acentos sofrerão inclusão e outros serão excluídos, me parece que a mudança trará mais benefícios do que malefícios, quanto às dificuldades, custos; não é possível haver mudança sem custos, pois todo e qualquer material didático tem custo; mudança boa ou má requer adequações; também existe um prazo para tudo isso mudar e entrar em vigor, o fato é que se a mudança trouxer maior propagação do nosso País, que é um dos que possuem maior população falante do português também crescer a integração social e econômica estimulando a nacionalização do nosso País, já vale a pena. O Brasil precisa ser mais propagado para poder ser mais valorizado internacionalmente e poder crescer, conto que essa unificação traga também esse beneficio.