A Realidade das Escolinhas de Futebol

O futebol brasileiro é deveras celeiro de grandes craques. À guisa de exemplo, por aqui já desfilaram jogadores que se tornaram verdadeiros gênios da bola,  protagonizando  lances de pura arte defendendo a seleção canarinho em copas do mundo.

E qual é o garoto que nunca sonhou um dia fazer mil gols como Pelé? Ou sair por aí entortando os zagueiros como o Robinho, o rei das pedaladas?

Assim é o futebol, que seduz com seu grande apelo popular uma legião de fãs de todas as idades, e que inspira cada menino deste país ( e até menina! ) a querer abraçar esse sonho com unhas e dentes.

Entretanto a realidade – adversário implacável – tem feito muito sonho precoce morrer na praia. Isso porque das crianças que chegam a treinar nas categorias de base de um grande clube, apesar da dedicação aos treinos, a maioria é dispensada ( e por que não dizer? reprovada ) nessas chamadas “peneiras” que nem sempre são justas.

Daí a importância do apoio e da orientação dos pais ao filho nesse momento tão difícil. Também os demais  formadores de futuros atletas –  treinadores e psicólogos – têm por obrigação  prestar assistência e apoio psicológico não só àqueles jovens que, após passarem pela “peneira”, são aproveitados pelo clube; mas, acima de tudo, eles têm o dever de orientar e prestar assistência a todos os  jovens que, independentemente de terem ou não futuro  no futebol, possam desde já estar psicologicamente preparados para todas as provas e decisões da vida.

E não é para menos: o embate da reprovação provoca às vezes no individuo aquela sensação amarga de impotência e inferioridade. Mas quando este mesmo individuo é bem orientado e assistido, aos poucos consegue se desenvolver como pessoa, que sabe ganhar ou perder, cônscia  das suas qualidades e limitações  – o que a faz driblar de cabeça erguida todas as adversidades que  inevitavelmente surgem ou surgirão em seu caminho!