Algumas companhias aéreas Brasileiras estão utilizando-se da mesma oportunidade para oferecer voos baratos.  A exemplo do que já acontece na Europa, voos vendidos no Brasil poderão ser mais baratos para quem viaja com malas pequenas ou sem carregar nada.

A ANAC está estudando a possibilidade de criar esta nova regra para voos no Brasil. A nova regra será submetida a consulta pública no próximo ano e tem como objetivos vender voos baratos a população. O cidadão também poderá manifestar sua opinião, informa a assessoria de comunicação da Agência Nacional de Aviação Civil.

A grande novidade será a alteração nas regras sobre a cobrança da franquia de bagagem. Hoje, quem voa em trechos domésticos pode levar uma mala de 20 kg. Em internacionais, geralmente, são permitidas duas malas de 32 kg.

A ideia é que as empresas possam vender passagens aéreas em que o passageiro tenha direito a menos volume ou mesmo sem direito a bagagem de porão. Isso daria flexibilidade para que as companhias ofereçam voos baratos a quem carrega menos peso.

Na Europa, a medida é comum e o valor para levar uma mala pode ser até maior do que o preço da passagem aérea. Com isso, sai ganhando quem viaja apenas com a mala de mão (que também tem tamanho e peso restritos, mas não é cobrada à parte).

Bagagem

Novas regras sobre bagagem que já estão valendo

E você sabe o que é permitido levar dentro da bagagem? O que é considerado bagagem de mão? De acordo com o Sindifisco Nacional, a partir de agora, máquinas fotográficas, celulares e relógios de uso pessoal não precisarão mais ser declarados à alfândega – a Declaração Temporária de Saída (DST) foi extinta.

As regras para esses produtos serão as mesmas que já valem para roupas, sapatos, produtos de beleza e higiene pessoal, ou seja, não entram na cota de compras no exterior. Em compensação, itens como bebidas alcoólicas e cigarros ganharam limite.

Antes, sair do país com uma câmera fotográfica ou trazer um celular exigia paciência extra do viajante. O valor limite que cada passageiro pode trazer de outros países não mudou: U$ 500 para quem viaja de avião e U$ 300, se a viagem for por via terrestre. Ultrapassando essa cota, o imposto é de 50% sobre o valor extra do produto.