Você Conhece a Hemimelia Fibular?

Ela pode ocorrer quando menos espera! Na gravidez!

A Hemimelia Fibular (H.F) é uma má formação congênita de um ou dois membros inferiores (caso raro) no qual há ausência total ou parcial da fíbula.

A incidência dessa má formação é rara, 1 a cada 50.000 nascidos e se dá durante o período de desenvolvimento do embrião entre a 4ª e 7ª semana de gestação. Sua causa ainda não está definida mas infecções virais, traumas e influências ambientais estão entre as possíveis.

Devido à alteração ortopédica, geralmente o crescimento da perna não é igual ao outro, acarretando em uma tíbia curvada (angulação Antero-lateral) já que esta apresenta um desvio para a frente e para fora, deformidade do pé e tornozelo (posição em eversão e planteflexão), ausência de um ou mais raios metatársicos, deficiência de tecidos moles, além de desvios da coluna, falta de equilíbrio, fraqueza muscular, diminuição do movimento  articular e encurtamentos musculares dificultando as atividades de vida diária (AVDS).

HEMIMELIA FIBULAR

O tratamento ortopédico visa corrigir a diferença dos membros inferiores com sapatos e/ou palmilhas especiais, alongamentos ósseos com ajuda de fixadores externos como o ilizarov acarretando em vários procedimentos reconstrutivos e em casos mais graves amputação seguida de prótese.

O tratamento da fisioterapia consiste em alongamentos, ganho de mobilidade das articulações, ganho de amplitude de movimento para flexão de quadril, joelho e tornozelo, descarga de peso unilateral e bilateral, ganho de força muscular e treino de equilíbrio e marcha.

Podemos usar o tratamento de Pilates pois os benefícios são muitos, o método trabalha com  a contaração e estabilização  do  abdômen chamado de centro de forca (Power House), e contração do assoalho pélvico e glúteo durante todo o exercício.

Em deformidades ortopédicas como a AHF ele gera melhora da postura onde utilizando os parelhos e pode ser  feita a decoapitação (tração articular) dos tecidos moles melhorando a mobilização articular,  gera consciência corporal fazendo com que o equilíbrio e a coordenação sejam  melhores, ajuda a manter e melhorar a densidade óssea e  com a tensão das molas há ganho de tônus e força muscular, além da melhora do alongamento e correção das deformidades da coluna geradas pela discrepância de membros, fazendo com que o paciente realize as suas AVDS da forma mais funcional possível.