Viver com Mais Dignidade os Anos de Velhice

Idoso - Viver com dignidade

Idoso – Viver com dignidade

Sua idade não tem nada que ver com sua popularidade e seu poder pessoal. Não importa quantas velinhas já tenha assoprado, o fato é que seus amigos não o evitarão apenas porque você tem cabelos brancos. Talvez aconteça porque seu temperamento se tenha modificado e agora você esteja mais irritado e nervoso, o que é muito comum com o passar dos anos, mas isso não é como a arteriosclerose e reumatismo que não podem ser tão bem remediados.

Você poderá perfeitamente cultivar as boas qualidades que o fizeram tão popular na juventude de maneira a ainda possuí-las na velhice.

Não se deve desanimar e achar que estamos, quando velhos, já cansados de tudo e esperando que um dia tudo termine. Devemos, sim nos tornar interessantes e agradáveis, em lugar de ficarmos estagnados, para sermos uma companhia amável e querida, em lugar de acharmos que estamos no mundo apenas ocupando espaço.

Com uma saúde razoavelmente boa, isto não é difícil de conseguir. Cada vez que nos olharmos no espelho e virmos alguns pés de galinha em volta dos olhos, nunca deveremos dizer outra coisa senão: “Estou ficando mais velho, mas não estou envelhecendo” e continuaremos vivendo animados e enfrentando a realidade.

Essa coragem vem da compreensão de que sua idade física nada tem a ver com a idade marcada no calendário. Você provavelmente conhece homens de 60 anos que são ágeis, dinâmicos e ainda são atraentes aos olhos femininos e outros, da mesma idade, que são tímidos, desanimados e praticamente senis.

Claramente fica provado que há variações espantosas no processo de envelhecer e apenas o calendário é algo inflexível. A idade que você aparenta, tenha a idade que tiver, pode ter muito pouca relação com a data que aparece em sua certidão de nascimento.

Porque algumas pessoas envelhecem menos do que outras é ainda um mistério. Aqui se seguem, entretanto, algumas teorias em torno das quais se procura explicar essas razões. Embora não seja uma prova concludente, lançam alguma luz sobre este assunto tão fascinante. Estas são as mais aceitas:

  1. É uma questão  de hereditariedade. (Se você faz parte de uma família onde a maioria das pessoas atinge uma idade elevada, é provável que você também o consiga, naturalmente sem contar com as surpresas que possam aparecer.   Este talvez seja um conceito muito fatalista, porque a maioria de nós sabe que a saúde, como qualquer outro prêmio, é conseguida com muito esforço através de nós mesmos).
  2. É uma questão de cuidados pessoais. (Esta teoria é talvez a mais razoável, porque é evidente que cada geração que aparece tem mais auxílio nos seus cuidados que a geração anterior.  Naturalmente, a pessoa que tem melhores cuidados consigo tem maiores probabilidades de envelhecer mais devagar, o que não impede, entretanto, que muita gente que costuma deitar-se cedo, não fuma, não bebe e tem hábitos sadios, envelheça mais depressa do que devia. Por uma razão perversa qualquer, parece que os benefícios de uma vida sã os deixam de lado).
  3. É uma questão de ajustamento mental. (Esta é uma aproximação basicamente espiritual à fonte de juventude, que traz resultados materiais. A pessoa que está mentalmente preparada para a velhice, aceitando-a como um fato natural e tirando o melhor proveito dela, passará provavelmente por ela em melhores condições. E esse preparo precisa começar logo e não seria exagero dizer que deve ser formado quando lhe aparecer o primeiro fio de cabelo branco).

É bem verdade que é preciso uma boa dose de coragem para ignorar os sinais de envelhecimento que aparecem, mas é preciso que se pense que o único elo que nos liga à juventude é a nossa mente. Daí as palavras tão sábias de George Sokolsky: “Se o espírito se mantém jovem, pode-se cantar uma canção aos oitenta anos da mesma forma que se cantava aos dezoito, mas aos oitenta terá muito maior significado.”

Cultivar essa filosofia poderá ser algo muito difícil que exigirá muita força de vontade. O medo de envelhecer não pode envenená-lo hoje e amanhã abandoná-lo completamente, é uma coisa que precisa ser dominada gradativamente, através da compreensão e introspeção.