Uniforme? Cada um no seu quadrado

Hoje em dia nem é mais discutido: todo empresário sabe que uma equipe uniformizada é uma empresa distinta das demais. Afinal, faz toda a diferença chegarmos em uma oficina mecânica e vermos cada funcionário devidamente uniformizado, do pessoal do atendimento até os mecânicos – e por que não, o pessoal da faxina também? Ver todos com as cores e a logo da empresa nos dá uma sensação de organização e profissionalismo, algo que não se explica com muita lógica, é uma percepção subjetiva, quase subliminar.

Isso para nós que estamos simplesmente chegando e vendo. Mas para quem está dentro dos uniformes profissionais, às vezes a sensação não é tão boa. No afã de economizar, ou de exagerar na boa impressão, muitos empresários acabam fazendo a escolha errada dos tecidos ou então no número de uniformes por pessoa. E aí, o que se vê é…

… funcionário reclamando

“Reclamando??” Sim, reclamando, e muito! Vamos continuar no nosso exemplo da oficina mecânica, pra ficar mais fácil?

O-uniforme-profissional-será-muito-importante-para-o-decorrer-do-dia-a-dia-do-trabalhador.Imagine você trabalhando no atendimento da oficina. Teoricamente você não terá serviço braçal a fazer – no máximo organizar umas caixas pequenas no balcão mesmo. Seu uniforme não precisa, então, ser ultra-resistente, mas deverá ser bem feito e com um modelo mais formal e tecido mais apresentável (digamos assim). É um uniforme que deve passar seriedade aos clientes, e nem todo tecido é adequado para isso. Deve-se evitar fazê-lo em tecidos muito finos para que não se desgastem rápido demais, mas também não devem ser grossos demais a ponto de se tornarem desconfortáveis devido ao modelo.

Já lá atrás, na oficina, os mecânicos precisam de uniformes profissionais mais resistentes, já que trabalham com peso, peças, óleos, graxas e atrito o tempo todo. Um uniforme feito em tecido fino não vai durar nada! Como o corte é ligeiramente mais amplo para permitir que os profissionais se movimentem com a liberdade necessária, o tecido pode ser mais firme – mas sem exageros! Não vá pedir para confeccionar camisas em brim. Existem diferentes opções de malha de algodão que podem atender a essas diferentes demandas.

Número também é importante

Outra coisa nem sempre bem pensada pelos empregadores é o número de uniformes por funcionários, sendo um grande foco de “economia” nem sempre inteligente. Todo empregador tende a cortar ou reduzir custos e esses cortes são feitos naquilo que, segundo sua visão, pode ser cortado sem prejuízos. Um uniforme profissional é algo que pode ser lavado e reutilizado quantas vezes forem necessárias – logo, “pra que vou mandar fazer uma peça pra cada dia da semana e por funcionário?? Vai sair caro demais!”.

De fato, dependendo do número de funcionários da empresa, um uniforme por dia e por funcionário acaba se tornando uma conta meio salgada, mesmo. Porém, dois uniformes por pessoa também não é adequado, já que o número de lavagens seria muito alto e o desgaste da peça aconteceria rápido demais, devendo ser reposta com pouco tempo de uso.

O-importante-é-não-deixar-ninguém-sem-os-devidos-trajes-para-cada-atividade.“Então qual é o ideal?” Depende da função do funcionário. O pessoal do atendimento não vai sujar seus uniformes como o pessoal da oficina, e isso já é uma dica importante. Para eles, do atendimento, três camisas e duas calças serão suficientes. Já para os funcionários da oficina, estima-se que quatro uniformes completos (calça + camisa) ou macacões sejam o número ideal. Como se sujam com material de difícil remoção, cada lavagem será muito demorada, bem como a secagem (afinal, o material do uniforme deles é mais grosso e resistente, lembra-se?). Por isso, para evitar o risco de eventualmente aparecer um funcionário descaracterizado devido a problemas com a lavagem, é preferível providenciar peças a mais.

Fácil entender a lógica desse aspecto da empresa, não é?