Tsunami na Economia Global

O fenômeno da globalização trouxe consigo benefícios incontestáveis para toda a humanidade, facilitando o livre comércio entre as nações, o intercâmbio cultural, entre tantas outras benesses. Mas, trouxe também algo muito perigoso para o equilíbrio financeiro de todos os países envolvidos neste processo: quando um padece, todos padecem. Há bem pouco tempo, sofremos um abalo importante com os problemas vividos pelos americanos, uma desagradável crise no seu mercado imobiliário, que afetou as bolsas de valores em todo o mundo.

Crise Global

Crise Global

Outro tremor de considerável potencial de destruição foi a quebra de bancos e de montadoras de veículos, obrigando o governo dos Estados Unidos a injetar bilhões de dólares na sua economia, para estancar os sangramentos. Isto refletiu seriamente em todo o globo, e quase provocou pânico nos investidores. Agora, vivemos outro momento muito delicado, e para o qual muito poucas pessoas estão atentas, que é a tragédia provocada pelo terremoto no mar do Japão, que além de destruir várias cidades ao mesmo tempo, deixou aberto um tumor maligno de grandes proporções: a usina de Fukushima. Uma análise fria da situação dos japoneses nos mostra que o país passa, agora, por sua maior crise desde os tempos angustiosos da segunda guerra mundial, e que se tornou, de um momento para o outro, no país mais endividado do mundo, com um rombo que representa perto de duzentos por cento do seu produto interno bruto – PIB.

O governo deve liberar, imediatamente, algo perto de cinqüenta bilhões de dólares para o início das obras de reconstrução das cidades atingidas pelo tsunami, gerado pelo terremoto no mar. O setor industrial sofre com o problema da falta de energia e já começam a faltar peças no setor automobilístico em todo o mundo, as exportações despencaram e o seu superávit comercial foi reduzido em assustadores setenta e nove por cento. É realmente um impacto de grandes proporções em toda a economia globalizada, resta-nos agora esperar pelos seus efeitos. Todavia, devemos dar um crédito de confiança aos parceiros japoneses, que no terremoto de Kobe gastaram cerca de cento e dez bilhões de dólares com os estragos, mas se recuperaram em apenas um ano. Desta vez, o tremor foi de grande magnitude na escala Richter da economia mundial, falta ainda o tsunami. Vamos nos preparar.