Temos que trocar de carro

Meu carro velho quebrou e me deixou na mão - e foi o Consórcio quem me salvou!

Meu carro velho quebrou e me deixou na mão – e foi o Consórcio quem me salvou!

Quando me casei, tinha um carrinho básico, mas muito bom de serviço. Dava pouca manutenção, era econômico… não era rápido, mas nos levava onde precisássemos. Toda vez que eu pensava em trocá-lo por um mais novo, recuava no final; já estava bem apegado a ele, e cuidava da lataria como se estivesse vestindo um filho pra ir à escola! Minha mulher não gostava muito dos meus exageros, mas acabou se acostumando. Dizia que aquilo era bem coisa de homem.

Mas um dia o carro estragou pesado. Além de retificar o motor, que já não sairia barato e eu vinha protelando, precisaria de uma série de outros reparos porque a correia dentada tinha rompido e “chicoteou” uma série de peças lá dentro. Ia ficar muito, mas muito caro. Aí então, minha mulher veio me dizer, em tom de cobrança (esse que as mulheres têm que agente não nega por medo): “amor, temos que trocar de carro. Vende esse, troca, entra num consórcio de automóveis, mas dá um jeito”. Eu ia negar? Não sou doido…

Vendo as opções

São muitas as opções que eu pesquisei até chegar ao Consórcio.

São muitas as opções que eu pesquisei até chegar ao Consórcio. Afinal, pesquisar é sempre importante!

Eu não gostava da ideia de me desfazer do antigo companheiro de viagens, mas precisava concordar com minha mulher: ele estava muito rodado e tinha acabado de entrar na fase em que dá mais despesas do que alegrias. Como todo bom brasileiro, a primeira coisa que fiz foi pegar o caderno de automóveis do jornal e ver os modelos do mercado e o preço médio deles.

A primeira coisa a se ter em mente nessa hora é: que carro eu consigo manter? O meu era de manutenção muito barata, e econômico, cabendo direitinho no nosso orçamento. Conseguiria pegar um que fosse um pouco mais caro, mas não muito (porque o IPVA é proporcional ao valor do carro); também não podia ter um motor muito mais forte porque obviamente consumiria mais combustível – e a gasolina no preço que está… Seria legal pegar um com as rodas do mesmo diâmetro do meu, pois pneus maiores também são mais caros. Escolhi um modelo pouco superior ao nosso.

Os classificados traziam vários carros daquele, mas já estavam muito rodados, ou muito modificados, e minha mulher não gostava de carro tunado. Na verdade, nem eu. Só que eu não tinha como comprar um carro zero naquele momento, também. Aí vi, na mesma página, o anúncio de um consórcio de automóveis da marca que eu queria. Pensei: “vou entrar nessa”.

Botando a máquina pra funcionar

Fazer um consórcio exige muita cautela, atenção e dedicação, para você não ficar endividado!

Fazer um consórcio exige muita cautela, atenção e dedicação, para você não ficar endividado!

Uma coisa que eu já sabia: consórcios têm muitas regras a seguir. Uma coisa que eu não sabia: são mais regras do que eu imaginava! É uma quantidade grande de detalhes, e todos dizem respeito ao comportamento de cada participante do grupo; valores, datas, lances, valor de lance, época de lance, desistência, permanência, atraso, retirada do carro… Fiquei completamente perdido! Por sorte, minha mulher foi junto e, como é administradora, pegou tudo na maior facilidade. Em casa ela me explicou um pouco melhor e fiquei mais confiante.

No dia seguinte, voltamos à concessionária e fizemos nosso cadastro. Pronto, estávamos dentro de um consórcio de automóveis. Mas enquanto isso, nosso caranguinho estava no mecânico aguardando nossa autorização pra começar os reparos. Fui até lá bater um papo com o mecânico – meu amigo, por sinal – e disse que havia acabado de entrar num consórcio e não sabia muito bem o que fazer com o carro antigo. E ele me fez uma proposta: compraria meu carro do jeito que estava, descontando o valor do reparo. Com o dinheiro da venda eu poderia dar um lance no carro novo. Pensei: por que não? Negociamos o valor do reparo (ainda consegui um desconto dos bons) e passei meu carro pra ele, emocionalmente tranquilo porque sabia que ele seria bem cuidado.

Como tinha acabado de entrar no consórcio, achei melhor deixar o dinheiro rendendo uns dois meses e fui depositando mais na conta, pra aumentar o lance que poderia dar. Acabou não sendo suficiente, e passamos seis meses de táxi e de ônibus até sermos sorteados; mas valeu a pena, pois agora tínhamos nosso zero quilômetro.