TCC – Violência nas Escolas

Introdução

Trabalho foi construído após a confecção de questionário para entrevista de profissionais da área de educação e aplicado em Instituições Educacionais de Ensino Básico, Fundamental e Médio com pessoas que ocupam cargos nas Instituições como: professores, diretores, secretários, faxineiros e coordenadores pedagógicos. Pesquisei vários Sites que apresentam artigos e pesquisas na área em questão.

 

Combater a indisciplina e a violência escolar depende de todos…..

No combate à indisciplina e violência nas escolas, vários especialistas defendem um maior envolvimento da comunidade e mais autonomia para as escolas poderem criar programas adequados aos seus alunos, e combater o desinteresse, tido como uma causa dos distúrbios. O fato existe e esta cada vez mais visível, pois a mídia transmite episódios que envolvem alunos com alunos e alunos com professores. Ninguém nega que esse tipo de incidente tem aumentado gradualmente, havendo zonas mais problemáticas do que outras, provavelmente fruto da sociedade que se vive. É importante começar a envolver mais os pais, professores, alunos e pessoas não docentes na vida das escolas, porque os portões das escolas não fazem por magia desaparecer os problemas sociais que ocorrem fora desses mesmos portões. Por isso, se diz que este é um problema social, sendo assim, o que fazer? Várias propostas têm sido apresentadas, mas até agora nenhuma solução.  Até o momento o que lemos, vemos e ouvimos são situações como estas:

•aluno de 12 anos é amarrado e espancado por dois adolescentes dentro de uma escola pública na periferia de Tangará da Serra, no Mato Grosso.

•Professor de história é espancado por dois jovens, sendo um ex-aluno, nas proximidades da escola onde trabalhava, em Ceilândia, Brasília.

•Alunos e professores de uma escola estadual em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba, passam as aulas trancados dentro das salas com medo.

Cada vez mais freqüentes os casos de assaltos contra alunos e professores, depredações e consumo de drogas dentro da escola. Compara-se a situação nas escolas a um estado de sítio, com suspensão temporária de direitos e das garantias individuais. Casos de violência em escolas por todo o Brasil sendo retratados.

A discussão gira em torno da questão da indisciplina escolar que é apontada por grande parte dos professores como uma das causas do baixo rendimento dos alunos. Sabemos que esse tema ocupa lugar de destaque na lista de reclamações feitas pelas escolas às famílias de seus alunos e vice-versa.

Um dos meus entrevistados me diz: Qual o conceito de disciplina na escola?

E ele mesmo me responde:

– disciplina e educação têm que caminhar juntas, e como unir dois processos tão desencontrados? Que significado pode ter para um docente quando se pensa como educador e para uma escola quando se pensa como educandário? Falar em disciplina? Educar para a disciplina? Educar seria disciplinar? Confesso, diz ele, tenho dificuldade em encontrar qualquer relação entre educar e disciplinar seres humanos. Como educador, sou contra qualquer uso da educação para disciplinar crianças, adolescentes ou jovens. Penso antes em Paulo Freire, na educação como aprendizado da liberdade.

Indago á outro profissional – Onde está o problema da disciplina? No aluno? No professor? Na escola? Na família ou na sociedade?

Esse responde: Quando a escola, a família ou a sociedade passam a entender a disciplina ou indisciplina como problema da infância ou da adolescência é um grave indicador do nosso fracasso como educadores(as). Quando uma família, um educandário, uma sociedade são violentas com suas crianças, adolescentes ou jovens, como esperar que eles (as crianças) não aprendam essas lições? A sociedade é violenta, indisciplinada, dominada pela procura de lucro. A concorrência somente submete o povo ao desemprego, ao subemprego. Os horizontes humanos se fecham para nossos adolescentes e jovens. Há violência maior? A infância é jogada nas ruas para sobreviver a qualquer custo. As famílias e escolas padecem essa violenta indisciplina social. Por vezes a reproduzem. Inclusive na rigidez das escolas. Como esperar que essas crianças, adolescentes e jovens sejam ordeiras e bem-comportadas? Os adultos recolhem o que semeiam. Culpar de violentos(as), os alunos(as), os filhos ou filhas é uma irresponsabilidade.

Primeiro devemos começar por superar essa visão saudosista de que nós fomos filhos e alunos mais disciplinados. A indisciplina, a inquietação, o questionamento sempre foram qualidades da infância, da adolescência e da juventude de todos os tempos. Coitada da escola, ou da sociedade em que a infância ou a juventude perderem o questionamento e a inquietação. Só nos cemitérios e nos campos de concentração, ou nas ditaduras encontraremos essa disciplina, sabemos de educadores de escolas que têm orgulho de educar crianças, adolescentes e jovens, questionadores e estimulam essa vida, problematizam seus questionamentos. Educadores que reinventam como Paulo Freire, a pedagogia problematizadora, libertadora. É possível um convívio escolar humano. Existem escolas onde reina um clima alegre, humano, construído com empenho por educadores e educandos.

Bibliografia:

http://www.ssp.se.gov.br/cidadania/modules/tinyd0/index.php?id=6 – 39k

http://www.folhadirigida.com.br/htmls/hotsites/suplemento_2007/Cad_04/Pag_40.html

http://www.almg.gov.br/not/bancodenoticias/Not_695423.asp

http://www.educapaz.org.br/modules/wfsection/article.php?articleid=2

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