Seu funcionário gosta do uniforme da empresa?

Uma empresa que deseja passar um ar de seriedade a seus clientes e colaboradores precisa ter atuação séria, ser compromissada com datas, pedidos e solicitações, estar atenta às novidades da tecnologia e às novas demandas do mercado. Tudo isso é importante, mas existe também um aspecto que não deve ser descuidado: o aspecto visual da empresa. O local onde ela funciona deve estar sempre bem apresentado: as paredes bem pintadas, móveis bem conservados, piso sempre limpo e funcionários bem apresentados, tanto os da recepção quanto os dos serviços internos de menor contato com o público. Isso quer dizer: uniformes limpos, bem passados e bem vestidos (nada de camisa social pra fora da calça), cabelos arrumados e, no caso das mulheres, maquiagem, joias e perfume sem exageros.

E aí temos uma questão importante: seus funcionários gostam do uniforme que a empresa disponibilizou para que eles usassem durante o trabalho? Pode parecer bobagem, mas isso é muito importante. Já se viram casos de secretárias de oficinas mecânicas que recebiam minissaias e blusinhas apertadas como uniforme. Era um exemplo clássico de machismo e da ligação errônea entre mulheres e motores. Algumas não se importavam e usavam sem problema, mas outras se mostravam incomodadas – e a essas eram oferecidas duas opções: usa ou é demitida. Desnecessário dizer o que isso provocava em suas mentes, não é? Por isso, deve-se ter muito, muito cuidado com a impressão que os uniformes profissionais da sua empresa passam aos seus funcionários, antes mesmo de se preocupar com a impressão que os clientes têm deles.

Gosto se discute

tamanho-dos-uniformes-profissionais-da-sua-empresa.O caso do uniforme de minissaia é interessante porque desperta duas formas de negação: a negação pelo gosto pessoal e ideológico – já que nem toda mulher gosta de se expor assim e se sente “ofertada” quando é obrigada a usar algo do tipo – e também a negação pela religião. Nesta última, a minissaia choca diretamente com o posicionamento religioso de algumas funcionárias, que não permite vestimentas mais acintosas e sensuais. Nestes dois casos, a funcionária acaba pedindo demissão, pois para elas o peso moral daquele traje é menos suportável do que o peso do desemprego. Já os homens não costumam ter problemas pois seus uniformes são, sempre, conjuntos de calças longas e camisa, ou somente a camisa. Quando muito, também no caso de oficinas, usa-se o macacão.

É interessante que a empresa tenha um certo número de modelos de uniforme já definidos, exatamente para evitar confronto com os gostos pessoais dos funcionários pois, um funcionário desconfortável com o uniforme não atinge seu pleno desenvolvimento das funções, por acanhamento ou incômodo físico, e isso reflete negativamente de volta para a própria empresa.

Como fazer?

agrade-todas-as-questões-do-uniformePara as mulheres, que costumam ter um leque de opções maior, pode-se criar conjuntos de saia + camisa e calça + camisa. Empresas que usam apenas camisas de uniforme e deixam a parte de baixo por conta dos funcionários, pode-se criar vários modelos de camisas, variando inclusive os tecidos, tanto para homens quanto para mulheres. Assim, cada um poderá trabalhar com a opção na qual se sente mais confortável.

Ainda que pareça bobagem, pode acreditar: um funcionário que gosta do uniforme efetivamente “veste a camisa” da empresa. Por isso, tem-se investido muito em design de uniformes profissionais, inovando-se nas técnicas de silk, bordado, recortes e tecidos diferenciados. Uma apresentação moderna pode até mesmo mudar o comportamento do funcionário na rua, sua forma de andar e sua postura. Quando ele se sente bem na roupa, sua autoconfiança reflete imediatamente a satisfação.

Se você é empresário, não trate esta questão como algo de menor valor prático e nem a veja como “gasto”. A apresentação visual de sua empresa passa pela qualidade e pelo aspecto do uniforme que seu funcionário veste e de como ele se sente quando o usa. O retorno de um uniforme bem feito é garantido – para todos.