Sem trapalhadas no estoque

Trabalhar em estoques de grandes indústrias é uma das funções que exigem maior atenção durante a execução das tarefas. Isso porque normalmente trabalha-se com grandes volumes de cada vez, passando por corredores, pessoas e outros grandes volumes, tudo isso em movimento constante. O tempo todo tem movimento no estoque.

E é por ter tanto movimento, e tanta carga, que o treinamento dos funcionários que trabalham ali é essencial. Quando vemos, na TV, aqueles pequenos guindastes e carregadores mecânicos de um lado para outro, temos a impressão de que são pequenos carrinhos de brinquedo fáceis de operar, não é? Na verdade, são equipamentos de grande força e potência pois devem ser capazes de erguer volumes de grande peso (paletes pouco mais de uma tonelada de carga sobre eles) e ainda por cima se deslocar com facilidade pelo ambiente onde estes volumes estão armazenados.

Haja agilidade

O-ritmo-de-produção-define-o-tamanho-do-estoque-e-agilidade-com-que-os-empilhadores-devem-agir.Se a indústria é grande, a demanda por seus produtos também é. Isso significa que o ritmo de produção deve ser intenso para dar conta de suprir a demanda, e não para por aí: a entrega, o escoamento de toda essa produção deve ser ágil também. E é aí que entram os operadores de empilhadeira.

Uma empilhadeira costuma ter motor muito potente e alcança uma velocidade pouco superior a 10quilômetros por hora. Parece pouco, ainda mais porque estamos acostumados a ver pot6encias e velocidades bem maiores nos carros de passeio – mas para circular dentro de um depósito, velocidade alta é um risco que deve ser evitado. O fato é que essa relação potência e velocidade torna a empilhadeira um equipamento poderoso nas operações no depósito. Suas dimensões reduzidas e a direção elétrica o tornam extremamente ágil para circular por entre os corredores estreitos.

Mas não basta só ser uma máquina com desenho e motor especiais: o operador de um equipamento assim não pode ser qualquer pessoa. O manejo de grandes volumes (e muitas vezes, volumes frágeis) exige, além da habilidade na direção e na eficiência no trabalho, muita responsabilidade. A queda de uma carga inteira não significa só um baita prejuízo: significa também um enorme risco para a integridade física do operador e de seus colegas. Tanto a carga que estava sendo transportada quanto o palete em que ela estava apoiada podem causar ferimentos gravíssimos, tanto pelo peso que possuem quanto por sua forma e constituição (por exemplo, a quina de um móvel de madeira ou os pregos e farpas do palete. Mas seja lá como o acidente se der, uma trombada acidental ou queda da carga de cima da empilhadeira significa um tempo precioso para restaurar a ordem dos trabalhos no depósito, além do eventual socorro que for necessário ao funcionário atingido (sem contar o risco de afastamento para tratamento).

Treinamento e manutenção

É-preciso-de-um-profissional-preparado-e-capacitado,-para-realizar-as-funções-com-a-empilhadeira.Por isso é muito importante selecionar bem o operador que vai manejar a empilhadeira, pois este aparentemente simples cuidado já reduz muito a probabilidade de problemas sérios na empresa. Mas não para por aí: também a manutenção da empilhadeira faz toda a diferença na hora de sua operação. Por trabalhar com cargas de grande peso, suas peças sofrem um grande desgaste e por isso requer manutenções constantes. Qualquer peça, seja entre as envolvidas com a elevação da carga, seja entre as envolvidas com o habitáculo (local onde fica o operador) ou o restante da empilhadeira, todas devem estar em perfeita ordem para evitar qualquer risco de acidente.

Carregar produtos no estoque, definitivamente, não é coisa simples.