Rio + 20: A Economia Verde Pede Passagem

A população mundial, em 2011, chegou à marca de 7 bilhões de pessoas, segundo a ONU ( Organização das Nações Unidas ). E agora? É um fato incontestável que doravante a humanidade enfrentará desafios ainda maiores para solucionar os problemas que mais assolam todas as camadas sociais, em paises ricos e pobres, especialmente os problemas relacionados à industrialização, urbanização e aos danos causados às reservas ambientais. E não é à toa que a Conferência das Nações Unidas sobre ambiente e desenvolvimento, e que recebeu o nome de Rio + 20, será realizada no Rio de Janeiro neste mês de junho, tendo como premissa básica o crescimento sustentável do mundo e o combate à pobreza. Até porque, já é consenso que ações mais efetivas serão mesmo necessárias se o homem pretende, de fato, manter o planeta habitável para gerações futuras.

Rio + 20 - A Economia Verde

Rio + 20 – A Economia Verde

Meio Ambiente

Nunca se falou tanto em Impacto Ambiental quanto em nossa década, pois hoje, infelizmente, o meio ambiente já não tem condições de suportar toda a carga poluidora da humanidade e os impactos gerados – o que já pode ser sentido através das mudanças climáticas no planeta. Muitos não se dão conta de que os recursos da terra não são infinitos, e isso é notório no modo como o homem polui e desperdiça a água potável. Sabemos que vários paises enfrentam uma severa escassez de água, escassez essa que fatalmente já começa a afetar a agricultura, onde demanda de água é muito grande por conta da irrigação. Resultado: os paises que não dispõem de água suficiente para suprir a demanda crescente das cidades, acabam retirando da agricultura – o que, por sua vez, afeta também o abastecimento de comida.

A Fome e a Pobreza

E por falar em comida, sabe-se que o aumento populacional gera, como conseqüência, preocupações a respeito da produção de alimentos; afinal, mais pessoas significa mais bocas para alimentar. Então, será que conseguiremos produzir alimentos suficientes para sustentar mais de 7 bilhões de pessoas?

Mas segundo revelam muitos especialistas, a produção mundial de alimentos ainda é suficiente para alimentar toda a humanidade; o problema maior é que muitos não têm dinheiro para comprar comida, e por isso passam fome mesmo morando em grandes cidades. Estima-se que um bilhão de pessoas passem fome, destas 180 milhões são crianças, e destas entre 10 e 11 milhões infelizmente morrem por não terem acesso à água limpa ou morrem de inanição.

Outro grande desafio, além de erradicar a fome e a pobreza, é estimular o consumo consciente das famílias para que se evite o desperdício maciço de alimentos. Infelizmente, enquanto a cada 5 minutos uma pessoa morre de fome no mundo, em paises como o Brasil, por exemplo, aproximadamente 64% do que é plantado acaba no lixo. Alem de ser, como sabemos, uma questão de cidadania, o consumo consciente ajuda a preservar o nosso próprio meio ambiente, e deve ser uma preocupação fundamental do consumidor consciente.

Portanto, a grande pergunta é: como conscientizar as pessoas sobre a importância do uso sustentável e a manutenção da biodiversidade planetária, com a preservação da fauna e da flora nativa? Como unir forças para projetar e criar uma economia verde e justa, com estruturas inovadoras e padrões de produção, introduzindo novos vetores de crescimento econômico com melhores condições de empregabilidade, além de soluções mais eficazes para a melhoria da qualidade ambiental ? E, acima de tudo, como podemos chegar a um denominador comum, elaborando um Documento de Responsabilidades Universais, para que Governos, Instituições e Empresas saibam como suprir de forma sustentável as necessidades de mais de 7 bilhões de pessoas?

Resta saber se nessa Conferência do Rio + 20 todas essas perguntas serão respondidas. Em caso afirmativo, e se houver comprometimento de todos, poderemos enfim sonhar de fato com dias bem melhores para nós e especialmente para os nossos filhos.