Quimeras – Fantasia ou Realidade?

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Onde reside o limite entre o real e o imaginário? De onde surgem os mitos? Serão eles apenas ilusões ou poderiam ser verdades escondidas? Cada um acredita em algo, e daí nasceram às religiões. Mas o que existe de verdade nisto tudo? Podemos crer no que vemos?

São perguntas instigantes, e, para a maioria delas, não obteremos as respostas, porém isto não significa que não as podemos buscar, e, quem sabe, até encontrar. Por isso vamos levantar uma questão muito intrigante e controversa. Os seres míticos híbridos existiram realmente?

Pesquisadores como Paul Takon, do Museu Australiano, de Sideney e Christopher Chippendale, da Univerdade de Cambridge, respondem que sim, podem ter existido. Para tal resposta ousada os pesquisadores basearam-se nas descobertas arqueológicas. Na Austrália e África do Sul, são encontradas pinturas rupestres, datadas de mais de 32 mil anos. E como, naquela época era costume pintar o que se via, deveria acontecer de nascerem híbridos, caso contrário, como poderia, praticamente todas as culturas do mundo terem referencias sobre tais seres?

A discussão aprofunda-se quando pegamos os exemplos das mais diversas sociedades da antiguidade em que o ato sexual com os animais era comum, inclusive em cerimônias religiosas de fertilidade, como nas egípcias e nas celtas.

Além disso, segundo Guryev, ainda devemos observar as crenças de várias culturas que se dizem descendentes de animais, como a tibetana, que diz serem descendentes de macacos; os hindus, apontando os cavalos como genitores e na Tailândia, têm-se o cachorro como base da árvore genealógica. Será que tudo isso é apenas ficção e mito? Não poderia ter alguma verdade nisto tudo?

Segundo o anatomista alemão Thomas Bartolin, sua mulher teria tido um bebê com cabeça de gato, após ter copulado com um. Os híbridos também são encontrados em livros de medicina dos séculos XIX e XX, descrevendo nascimentos híbridos. E, de acordo com alguns pesquisadores britânicos, uma mulher africana vivia com gorilas e acabou dando a luz mais de uma criança com características do hibridismo. Porém, mãe e os filhos, não se acostumaram com a civilização e fugiram para a selva novamente.

E nos dias de hoje? Isso existe?

Com o avanço da ciência, barreiras, que antes existiam caíram por terra, e a figura de deus ficou mais próxima da sociedade através das discussões acerca da bioética. Afinal, até onde vão os limites humanos para a manipulação da vida?

Pesquisa na área da biotecnologia vem levado os limites das espécies, há muito tempo, a vários extremos. Os humanos, desde a sua evolução para a racionalidade e, a partir do momento que começou a selecionar as espécies, sejam elas animais ou vegetais, vem agindo com um agente de seleção natural, obrigando a centenas de espécies a chegarem ao que são hoje.

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Mas agora, com o advento da genética e sua manipulação, este salto cresceu proporcionalmente. Fora das manipulações, muitos já são quimeras e nem sabem, por exemplo, válvulas defeituosas de coração humano são rotineiramente trocadas por válvulas de porcos e vacas, nem nos damos conta disso. E o que está tão diferente agora?

Cientistas chineses, na Universidade de Medicina de Xangai, no ano de 2003, fundiram, com sucesso, células humanas com óvulos de coelhos. Estes embriões, foram considerados as primeiras quimeras humano-animal, criadas com sucesso. E com o crescimento poderoso deste país, que falsifica até comida, com peixes falsos e outras coisas, sabe-se o que mais não foi realizado por debaixo dos panos.

Estas células desenvolveram-se por vários dias, em laboratório. Então os cientistas destruíram os embriões para colher as células.

No ano de 2004, em Minnesota, na clínica de Mayo, investigadores criaram porcos com sangue humano correndo em suas veias.

E ao redor de todo o mundo, vem se desenvolvendo pesquisas para criar ratos com cérebro humano, muitas com sucesso. Estas pesquisas também incluíam fazer com que ratos produzissem esperma e óvulos humanos, que depois seriam analisado o desenvolvimento.

Estas pesquisas proporcionam um grande avanço no tratamento e cura de várias doenças humanas, produzindo cobaias mais próximas do organismo humano, e, portanto, mais eficazes nos resultados dos testes. Tudo em nome da evolução da humanidade.

Reais ou fantasia?

Os tempos mudaram, e muitos dos mitos, tornaram-se reais, ou se provaram como fundamentos da ciência. E no caso dos híbridos não foi diferente. Porém nos dias de hoje tudo se encontra em um nível mais controverso.

Novas espécies são produzidas em laboratório, com finalidade de evolução médica e científica, mas e onde ficam os direitos morais e éticos nisto tudo? Estamos vivendo um período de transição a ser lidado com cautela, para não desequilibrarmos ainda mais o sistema ecológico.