Prevenir sai mais barato

Com certeza você já ouviu isso por aí: “prevenir é melhor que remediar”. A gente sempre escuta isso quando está diante de uma decisão, seja ela simples ou complexa, de um assunto bobo ou importante. E em época de vacas magras, normalmente a gente para pra pensar se manda revisar o carro agora ou se deixa pra depois, ou então se faz aquele tratamento dental agora ou deixa pra depois, ou então se compra aquele utensílio pra cozinha que já está fazendo falta há tempos ou se deixa pra depois…

Esse tipo de decisão é dificultado, em geral, pelo orçamento. “Agora dá pra revisar o carro, mas aí vou ficar sem grana pra sair como pessoal”, por exemplo. Mesma coisa com o tratamento dental ou o utensílio de cozinha. O problema é que, muitas vezes, uma decisão adiada significa prejuízos a curto e médio prazos. Por exemplo, se você não revisar o carro agora, ele pode quebrar no meio da rua – aí, além de ter que fazer a manutenção forçada, ainda vai ter que pagar uma multa. Se não tratar o dente agora, ele pode inflamar e você nem vai ter tempo pra pesquisar preço de medicamentos nas farmácias: vai comprar o mais forte na primeira drogaria que encontrar. Se não providenciar o utensílio de cozinha agora, a refeição da família pode continuar saindo meio atrapalhada, ou variando pouco, e o pessoal vai ficar descontente. Por isso é que prevenir é melhor que remediar: sai mais barato.

Economia porca

Nem sempre a economia de dinheiro te trará uma solução muito boa.Esse é um outro termo muito em voga por aí. É como colocar água quando o vidro de catchup está pra menos da metade, sabe? O volume aumenta e você pensa: “a-haaaaaa!! Enganei essa indústria fascista capitalista nojenta!”. Mas aí você percebe a mancada quando vai USAR esse catchup aguado: parece mais uma água tingida esquisita do que aquele molho delicioso que costumava sair desse mesmo vidro quando você o comprou. Lembra? Ou então, é aquela tentativa infeliz de emendar os fios da resistência do chuveiro, enganchando as duas pontas pra que a corrente continue a passar por ali. Pode até dar certo no início mas o risco de curto-circuito é enorme! E quando acontecer, não só o seu apartamento, mas o prédio inteiro pode ficar sem energia.

No afã de fazer uma economiazinha – como dizia meu avô: ficou com dó de gastar, foi? -, sempre passa pela nossa cabeça fazer uma pequena gambiarra pra resolver o problema a curto prazo e sem gastar nada, ou quase nada. Misturar água no shampoo (e gastá-lo inteiro porque fica tão diluído que perde poder de limpeza), amarrar o cano de descarga com um pedaço de arame porque achou o reparo profissional muito caro (falta de procurar, né, gente?), adiar uma visita ao médico mesmo quando percebe que tem alguma coisa errada… Tudo isso é feito “na melhor das intenções”. Afinal, dinheiro não está sobrando pra ninguém.

Uma questão de prioridade

Mas claro que, se pudéssemos, faríamos tudo no prazo certo, com o profissional certo, com a qualidade adequada, não é? Mas como a época É de vacas magras, acabamos tendo que eleger prioridades. Temos que consertar o carro, mas estamos com filho doente em casa e o preço dos medicamentos que ele precisa está pela hora da morte – aqui, lógico que a prioridade é o tratamento do filho. Ou o dono da oficina é muito camarada e deixa você dar um cheque pro mês que vem, ou…

Pesquisar preço de medicamentos pode ser útil com a ajuda de um comparador.Quando o assunto é saúde, o tratamento é sempre prioridade porque, se o problema se agrava, torna-se muito mais caro para resolver e ainda por cima, pode se complicar a ponto de colocar até nossa vida em risco. Entretanto, em alguns casos, ainda podemos “fazer um jogo” com os pagamentos. Por exemplo, se você precisa fazer um canal mas o valor do tratamento vai fazer falta na mensalidade escolar do filho (momento difícil), pense assim: os juros da escola em caso de atraso no pagamento provavelmente são altos; costumam ficar em 10%, mais juros de mora. Nesse caso, converse com o dentista, explique a situação e veja se ele permite que você postergue o pagamento do tratamento (caso não seja possível postergar o tratamento em si). Profissionais liberais têm mais liberdade para “negociar” datas e prazos e pode ser que você consiga um acordo interessante.

O importante é ter claro em mente que, só porque você adiou a resolução de um problema, não quer dizer que ele deixou de existir. Ele continua lá e com forte tendência a voltar bem pior – e mais caro. Se é possível resolver agora… faça um esforço. Resolva agora. Pelo menos você fica livre.