Pós-graduação no exterior? Mas e os meus móveis?

Uma realidade que se tornou mais fácil nos dias atuais é a pós-graduação no exterior, especialmente os programas do chamado “doutorado sanduíche”, no qual uma parte é realizada no Brasil e a outra num outro país. Usualmente este período no exterior é de um ano, e é passada em universidades com as quais a instituição à qual o aluno é filiado tem relação acadêmica. Graças à criação de instituições de fomento à pesquisa científica e a programas de auxílio do próprio governo, os pós-graduandos recebem bolsas e auxílios para o traslado, a permanência, a alimentação e, eventualmente, às pesquisas que serão realizadas lá. Além de ser uma grande oportunidade acadêmica, é também uma ótima forma de aprimorar os conhecimentos sobre o idioma daquele país.

Entretanto, muitos alunos que conseguem ser contemplados com esta oportunidade (e não são todos), estão filiados a instituições que não estão em sua cidade natal – ou seja, saíram de suas cidades para fazer a graduação. Resumo: estavam morando de aluguel antes desta oportunidade de doutorado sanduíche surgir. Como passarão pelo menos um ano inteiro fora, é ilógico continuar pagando aluguel no Brasil sem estar no imóvel. Nenhuma imobiliária permite uma espécie de “trancamento” do aluguel, nem os proprietários dos imóveis, já que isso significa imóvel que não rende. Por outro lado, levar toda a mudança para o outro país é impossível – e ilógico, já que sairia caro demais e logo tudo teria que ser trazido de volta de novo. O que fazer, então? Uma saída interessante é alugar um guarda-móveis para poder deixar seus objetos e mobílias guardados em segurança e poder devolver o apartamento para a imobiliária.

Solução, há

vender-os-moveisUma outra forma, mais objetiva e até rentável é vender tudo. Aliás, pessoas mais desapegadas de seus objetos fazem isso sem nenhuma dificuldade. Existem várias formas de fazer isso: pode-se promover um bazar tipo “venda de garagem”, onde se dá um preço a cada objeto e o comprador que se interessar primeiro, leva. Obviamente, como nas maiorias das vezes a viagem está próxima de acontecer, a venda precisa ser facilitada ao máximo para que não sobre nada – ou quase nada. Portanto, os preços estão sempre bem a baixo do que foi cobrado quando ainda estavam na loja. Aliás, costumam estar mais baixos ainda do que as lojas de móveis usados cobrariam por eles! O objetivo é vender tudo rapidamente obtendo um valor mais ou menos razoável que possa ajudar na estadia no exterior – ou que possa dar uma engordadinha na poupança.

O problema de vender tudo é que, quando você voltar, não terá nada. Além de precisar procurar outro lugar para morar em um curto espaço de tempo, precisará providenciar mobílias e objetos de uso diário (como louças e talheres), tudo de novo. Claro que sempre se pode contar com a hospitalidade dos amigos mais chegados, mas isso deve ser por pouco tempo, para não causar transtorno a eles, não é? Então imagine-se voltando do exterior, precisando providenciar essas coisas todas e ainda continuar com o trabalho do doutorado – sim! Esqueceu dele? Ainda vai ter coisa para fazer!

Ainda que algumas pessoas não confiem plenamente, uma boa empresa de mudanças terá condições de prestar um excelente serviço de guarda-móveis aos clientes em várias situações, inclusive nesta de mudança temporária de país. É uma ótima solução porque, quando o cliente retornar de lá, ainda terá todas as suas coisas e precisará, apenas, de procurar um novo endereço para morar. Com isso providenciado, é só fazer a mudança de volta e pronto. De volta aos trabalhos na universidade.

À escolha de cada um

O que fazer com seus pertences num momento tão importante quanto este, o do doutorado sanduíche, é uma escolha muito pessoal. Muitos alunos ainda moram em repúblicas, então, tecnicamente, poderiam permitir que uma outra pessoa ocupasse seu lugar por aquele período em que estará fora e que usasse suas coisas (normalmente os móveis do quarto e alguma coisa da cozinha). Entretanto, aí vem a desconfiança: essa pessoa tomará conta direitinho do que é meu? Se algo for danificado por ela, ela ressarcirá? O pessoal da república vai tomar conta disso ou vai deixar pra lá, preocupados com seus próprios afazeres? Se a nova pessoa da casa for desconhecida, essa dúvida será permanente até seu retorno. Mas esta será a única forma de você manter sua “vaga” lá sem precisar desembolsar o aluguel mesmo não estando presente.

Contratar-o-servico-de-guarda-moveisPor isso, cabe mesmo a cada um a decisão: “cedo temporariamente pra outra pessoa? Deixo num guarda-móveis? Ou vendo tudo e compro tudo outra vez quando voltar?”. Cada escolha terá suas próprias vantagens e consequências; não vai ter jeito. Pense naquela com a qual você lidará melhor quando retornar.

E aí, então… boa sorte!