Por que os Dentistas Negam Atender alguns Convênios Odontológicos?

Imagine a seguinte situação: você é um profissional que preza muito pela qualidade de seu trabalho, geralmente é reconhecido pelos projetos nos quais trabalha, pois os resultados são geralmente satisfatórios ou excedem as expectativas de seus clientes, colegas e parceiros de trabalho.

Até aí tudo bem. Muitas pessoas nessa situação já considerariam terem atingido o sucesso profissional, mas você tem suas contas a pagar e atualmente, os clientes que atende não geram renda suficiente para pagar suas contas e cumprir algumas das suas metas de vida.

Então, você passa a buscar maneiras de aumentar o número de projetos ou trabalhos que realiza. Uma das formas de você prospectar mais clientes é se afiliando a alguns parceiros, mas estes parceiros geralmente cobram pouco de seus clientes e repassam uma parcela menor ainda para você. Como precisa de mais clientes, você aceita a parceria, se afilia ao parceiro e ele começa a te enviar novos clientes semanalmente.

De certa forma, você consegue atingir o seu objetivo de conquistar mais clientes, mas começa a perceber que o valor que está recebendo por esses novos trabalhos realizados são insuficientes para arcar com os seus custos atuais e a única forma de continuar a atendê-los é reduzir a qualidade final do seu trabalho, utilizando-se de materiais de qualidade inferior e comprometendo menos tempo com cada projeto e/ou cliente.

Este cenário é muito comum na vida de vários profissionais, principalmente dos dentistas.

Geralmente, o paciente ou a empresa acredita estar levando vantagem ao contratar ou se associar a um convênio odontológico de preço baixo, quando na verdade está contratando uma qualidade de serviço que provavelmente será insatisfatória ou poderá gerar sérias consequências à saúde do paciente.

Quando o paciente paga pouco pelo seu convênio de saúde ou odontológico, significa que um valor bem pequeno é repassado aos dentistas que atendem esse convênio. Estes valores , na maioria das vezes, são insuficientes para comprar materiais ou equipamentos de qualidade para um tratamento odontológico adequado, além disso, o profissional que atende esses convênios passam a ter que agendar muitos pacientes em um único dia com o objetivo de gerar renda suficiente para pagar suas contas. Dessa maneira, os atendimentos chegam a ser realizados em 10 a 15 minutos, sem a devida atenção ao diagnóstico ou procedimento utilizado no tratamento, que associados a fadiga do profissional podem gerar vários tratamentos de resultado ruim, instáveis e de baixa durabilidade.

No final da historia, muitos pacientes ficam insatisfeitos com o resultado do tratamento ou são diagnosticados ou tratados de forma incorreta o que pode comprometer seriamente a sua saúde.

Várias vezes, esse paciente insatisfeito perde tempo agendando novas consultas para correção de seu caso ou procurando novos dentistas para refazer o tratamento e em alguns casos, os danos são irreversíveis.

Muitos dentistas consideram a qualidade como imprescindível em qualquer tratamento odontológico e, portanto, se negam a se associar aos convênios que não dão a assistência necessária para a realização desses tratamentos.

Portanto, antes de contratar algum convênio, agendar uma consulta ou iniciar algum tratamento odontológico com um dentista desconhecido, segue algumas dicas úteis para identificar um bom atendimento odontológico:

1)      Pesquise na internet por informações sobre este convênio ou profissional: em muitos casos você poderá encontrar elogios e reclamações sobre empresas e profissionais específicos;

2)      Pesquise e pergunte sobre a sua formação e experiência profissional e acadêmica: veja se o profissional possui a especialização referente ao tratamento odontológico que procura e se é um pesquisador do ramo. Geralmente, os estudiosos e pesquisadores da área odontológica são os profissionais que possuem mais conhecimento e estão em contato com técnicas mais avançadas de tratamentos odontológicos;

3)      Conheça a estrutura de atendimento, limpeza e higiene do consultório odontológico: esterilização dos materiais, limpeza dos instrumentos, da cadeira, do chão, do avental do dentista, utilização de luvas, touca, máscara, etc;

4)      Perceba a atenção do dentista com o seu caso e tempo gasto com o seu diagnóstico: desconfie se algum dentista passar um orçamento, sem ao menos examinar a sua boca. Perceba também se ele esclarece todas as suas dúvidas e não tenha vergonha de perguntar. Lembre-se: é o seu direito saber o que está acontecendo com a sua saúde.

Caso desconfie ou se sinta desconfortável com algo, procure por outro profissional. Aliás, o Brasil é o país com a maior quantidade de dentistas ativos no mundo e sempre haverá um profissional competente, de confiança e qualidade próximo de você.

Rodrigo Oliveira é empresário e fundador do DentistaJa.com, buscador de dentistas de qualidade e confiança no Brasil. Possui mais de 8 anos de experiência com planejamento, marketing  e execução de negócios nas áreas de consultoria, finanças, telecomunicações e odontologia.

  • Delanne Diniz

    Convênios em geral pagam uma miséria por procedimentos. Eles calculam só o material cobrado e muito mal. Esqueceram que uma especialização demanda tempo, dinheiro e investimentos em materiais novos. As entidades de classe CROs, CFO e sindicatos devem se movimentar e fazermos paralizações até conseguirmos remunerações justas. O pessoal da medicina defende muito melhor a sua classe.