Pobre Futebol Brasileiro

Antigamente, há cerca de uns 40 anos atrás, o que víamos nos gramados futebolísticos do nosso país era o desfile do puro talento dos nossos craques, que enchiam os olhos dos telespectadores atentos e apaixonados, com seus olhares fixos nos poucos aparelhos de televisão preto e branco espalhados pela nação. A cada lance via-se belas jogadas, passes e lançamentos maravilhosos e gols inesquecíveis.

Antigamente, jogador para ser convocado para a seleção nacional tinha que ter talento antes de tudo, o que não é tão necessário hoje em dia. Os requisitos de hoje para desfilar pelos gramados brasileiros são três: porte físico, estatura e velocidade, o que é extremamente lamentável, porque o tempero principal para a prática do futebol está sendo completamente esquecido e deixado de lado: o talento. Quando assistimos a uma partida de futebol pelo campeonato brasileiro ou estaduais, temos a impressão que a maioria dos jogadores profissionais pouco ou nada entendem de futebol, ou desaprenderam. São tantos passes errados, tantas faltas, tantos gols perdidos e tantos lançamentos de estilos de cabelo, que percebemos o quanto o nosso futebol de outrora tão rico e nobre ficou tão pobre.

Não estamos aqui simplesmente para lamentarmos, mas também para sugerirmos para que o nosso pobre futebol se torne rico novamente. Antes de tudo é preciso se valorizar o talento e não o apadrinhamento do jogador. Tem jogador na seleção que não ficaria nem na reserva do meu time de futebol sete-soçaite.

É preciso se valorizar as categorias de base, onde despontam os verdadeiros craques e após descobertos, valorizá-los e mantê-los nos times de origem, para que não sejam vendidos a preço de banana para os times de futebol do exterior. É preciso que presidentes, técnicos de clubes, juízes de futebol e até mesmo gandulas não queiram se tornar protagonistas no lugar dos craques e da bola, que de tão maltratada pelos gramados nacionais, anda pedindo socorro.

Me desculpem, pelo desabafo, os poucos craques existentes no nosso país, que ainda conseguem tratar a bola com o carinho que ela merece. Para vocês dos quais sou fã pelas belas jogadas, eu tiro o meu chapéu.