Pisos em madeira: restaurar ou trocar?

A elegância da madeira é fator inquestionável. Há diferentes tipos de piso que utilizam essa matéria-prima e deixam os ambientes aconchegantes e refinados. Inquestionável também é a mão-de-obra que o material exige em termos de manutenção. Há casos em que é melhor trocar o piso de madeira vez. A questão é: quando é melhor trocar e quando é possível apenas restaurar?

Qualidade

O fator que responde a essa pergunta é a qualidade, tanto do tipo de piso quanto da espécie de madeira empregada. Materiais de qualidade superior, cujo revestimento possua dois centímetros ou mais de espessura, permitem a raspagem das peças. Pisos mais resistentes, como os de madeira maciça, possibilitam até três raspagens, já os de menor durabilidade suportam apenas duas. Isso ocorre porque o tratamento por raspagem se dá por igual, havendo a possibilidade de o contrapiso aparecer se o revestimento estiver muito desgastado.

Revestimentos em madeira costumam durar cerca de 10 anos em ambientes de circulação média de pessoas. Essa longevidade pode ser aumentada com a aplicação de verniz. Um aspecto vantajoso da restauração dos pisos é que as madeiras que duram mais adquirem status de raridades, valorizando o imóvel.

Espécies

Algumas espécies de madeira são mais duras e resistentes, como o ipê, o jatobá e o cumaru. Outras espécies possuem resistência mediana, como a peroba e o tauari. Por fim, há espécies consideradas macias, como a amêndula, o eucalipto e a teca. As peças mais resistentes costumam ser mais caras, porém, permitem mais raspagens. As peças em madeira mais macia, em contrapartida, não possibilitam tantas raspagens, porém, tendem a ser mais baratas. Os preços também variam conforme os tipos de piso (assoalho, taco e taco palito).

Pisos em madeira: restaurar ou trocar?

Estruturados e Laminados

Um aspecto negativo da raspagem é que o processo demanda tempo, algo em torno de 30 dias. Por conta disso, há opções mais práticas, como os pisos laminados e estruturados, que não suportam raspagens, porém, são mais baratos na hora de trocar.

A qualidade desses pisos, no entanto, é inferior, já que eles apenas apresentam uma estética de madeira. Os estruturados possuem somente uma camada fina de madeira e o restante consiste em material reflorestado. Uma saída para quem está na dúvida entre a restauração e a troca definitiva de piso são os pisos prontos. Eles permitem que você troque somente as peças danificadas, já que o verniz já vem aplicado. Só é preciso ter cuidado para que as peças novas não destoem das antigas.

Dicas para prolongar a vida útil dos pisos de madeira:

  • Evite utilizar saltos muito finos sobre pisos de madeira macia, pois eles deixam marcas;
  • Proteja os pés dos móveis e evite arrastá-los para evitar riscos;
  • Limpe os pisos com vassouras e panos úmidos. Aplique verniz esporadicamente;
  • Evite usar produtos químicos que removem o verniz;
  • Evite a umidade e exposição intensa das peças ao sol.