Pesquisa: Entrevista com Professores que lecionam no Ensino Fundamental ou no Ensino Médio

A partir da entrevista com as professoras que cito abaixo concluo que, a mudança de comportamento e a aprendizagem pelos alunos vão além do cognitivo, à educação, o gostar de si, o aceitar se como ser humano, apesar de tantos medos e dúvidas que uma criança e a adolescência tragam; podemos como professor fornecer meios para lidar com as dificuldades tanto na escola como no dia a dia. E com isso encontro nas conclusões de Bandura: “A relação autoeficácia na motivação: Se um educando sente-se capaz de realizar algo proposto, um desafio, ele se motiva, esforça-se e vai em frente. É a crença das pessoas sobre quanto elas podem realizar com eficácia e eficiência. Pessoas com grande autoeficácia acreditam se capazes de realizar tarefas e serão motivadas a aplicar o esforço necessário para isso. Pessoas com pequena autoeficácia não acreditam ser capazes de realizar tarefas e não serão motivadas a se esforça”.

Se pudermos ter a sensibilidade de perceber os fatores emocionais envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, vamos colaborar para melhorar o ambiente escolar e acredito até mesmo o familiar, pois situações sociais que vivenciamos no momento estão interferindo no desenvolvimento de nossos jovens e crianças.

Dessa forma, o professor que é a base na formação do aprendiz e pode influenciar em seu caráter, aumenta sua responsabilidade enquanto educador.

Em nosso encontro presencial do dia 29/08/09 a professora Fátima M. B. Almeida enfatizou o tema “Bully”, rotulam a criança, jovens e adultos, classificando esses de muitas formas, com isso diminuindo sua autoestimas e conseqüentemente enfraquecendo qualquer forma de conhecimento que possa adquirir, não somente na escola, mas no trabalho e até mesmo no ambiente familiar.

A psicologia da educação está nos mostrando que uma criança e qualquer pessoa não aprendem se, se encontra enfraquecida com um autoconceito rebaixado e uma auto-imagem depreciada, precisamos de um ambiente cooperador para nos sair bem. Auxiliar uma criança na aprendizagem da escrita, um adolescente na conquista da auto-imagem, um adulto, ou mesmo uma pessoa da terceira idade, a melhorar seu autoconceito e elevar é também auxiliar na organização psíquica desses indivíduos, é contribuir a cada um para que percebam o potencial que possuem; favorecendo o desenvolvimento, dando força a ele, e adaptando melhor suas atividades de aprendizagem e da vida de forma geral.

Assim, essa pequena pesquisa confirmou estudos de Bandura, Wundt, Thorndike, Gestalt, Piaget, Vygotsky e a famosa Psicanálise de Freud que evidenciam as relações e importância entre aprendizagem e aspectos emocionais e acentuam evidências sobre as relações do psicológico do ser, com a escrita, com seu desempenho intectual e social demonstrando que o individuo que é estável emocionalmente são mais seguros, tem menos dificuldades, e em contra partida os enfraquecido emocionalmente, são indecisos, e com conflitos emocionais.

Os alunos que se encontram inseguros desconhecem um futuro. A explosão da sociedade informatizada, a revolução tecnológica, muda a maneira de o homem aprender, produzir, trabalhar, pensar e sentir, mas também transforma sua maneira de viver, de ser e de estar no mundo, podemos estar em três continentes ao mesmo tempo através de uma webcam. Com essa nova realidade muitas transformações sociais estão ocorrendo podemos nos informar cada vez mais através de acessos a internet com isso adquirimos aprendizado em muitos setores. Trocando informações aprendemos e auxiliamos o próximo…

Depoimento dos entrevistados:

1° professora: M. F. D. L.- Colégio Prof. Antonio Virgilio Zaniboni – S. André

Responde:

1-      Como é possível observar a interferência de aspectos psicológicos na aprendizagem?

R.: Alunos que anteriormente tenham um comportamento “normal” dentro da sala de aula e de repente adotam um comportamento apático ou agressivo por exemplo.

2-      Como você analisa a motivação para a aprendizagem dos seus alunos?

R.: Alunos que participam de atividades com entusiasmo e colaboram com o que é proposto.

3-      Como professor, quais são as condutas relevantes, na sua opinião, para manter o aluno motivado à aprendizagem?

R.: A participação do aluno em projetos e atividades seqüenciadas do inicio até a                            avaliação (auto-avaliação).

4-      Você percebe alguma relação entre motivação e o autoconceito do aluno?

R.: Percebo que quando se dá a oportunidade para o aluno se colocar quanto ao que ele aprendeu e o que faltou para aprender ajuda na motivação.

5-      Como professor, você tem procurado melhor o autoconceito do aluno? De que forma?

R.: Em auto-avaliações e escolhas de atividades para portfólio.

6-      Você acha que as habilidades sociais podem interferir no comportamento dos alunos na escola? De que forma isso acontece?

R.: Alunos que são incentivados em casa ou costumam ir a passeios culturais com os responsáveis, tem um melhor desempenho

2° Professora: S. S. B. – Colégio Prof. Antonio Virgilio Zaniboni

Responde:

1- Como é possível observar a interferência de aspectos psicológicos na aprendizagem?

R.: É possível observar nas mudanças de comportamento, no desempenho das atividades, no processo de ensino aprendizagem como um todo, na apreensão de conceitos, na sua capacidade concentração, atenção e relacionamento em geral.

2- Como você analisa a motivação para a aprendizagem dos seus alunos?

R.: A motivação é importante durante todo o processo, pois principalmente nas séries mais avançadas, isso é fundamental para q o professor atinja seus objetivos e os alunos também.

3- Como professor, quais são as condutas relevantes, na sua opinião, para manter o aluno motivado à aprendizagem?

R.: Não tornar aulas descritivas, monótonas,  não ser autoritário não ser o único “artista”, tem que ter a participação dos alunos, despertar a curiosidade, interesse a vontade de quere mais.

4- Você percebe alguma relação entre motivação e o autoconceito do aluno?

R.: Às vezes, quando o aluno tem oportunidade, chance, espaço para se colocar e participar durante as aulas e é motivado e valorizado ele se valoriza e sente-se valorizado

5- Como professor, você tem procurado melhorar o autoconceito do aluno? De que forma?

R.: Valorizá-lo, receber suas colocações, ajudá-lo a crescer como pessoa, como aluno e em seu conhecimento, fazendo-o participar mais ser mais ativo e não passivo

6- Você acha que as habilidades sociais podem interferir no comportamento dos alunos na escola? De que forma isso acontece?

R.: O meio social tem um peso muito grande na aprendizagem do aluno, quer seja na sala de aula, no ambiente escolar, na vida fora da escola (família, amigos…), os estímulos sadios, as oportunidades sociais (cursos, meios de comunicação, saídas e passeios culturais, bom convívio familiar…) assim como um grupo sadio e bons amigos.