Perfumes Importados e Nacionais para Homens e Mulheres

Os perfumes vêm de longa data. Com a descoberta do fogo, na pré-história, o homem descobriu que a fumaça produzida pela queima de algumas plantas tinha um cheiro agradável. A palavra perfume deriva desse hábito: “per fumum”, o latim para aroma produzido “pelo fumo”.

Nos sacrifícios de animais, era comum queimar plantas para disfarçar o mau odor. Sândalo, canela, mirra e incenso estão entre os perfumes mais comuns desse período. Na Idade Antiga, perfumar-se se tornou um hábito de purificação nos cultos.

Perfumes Importados e Nacionais

Perfumes Importados e Nacionais

Os egípcios deram aos seus sacerdotes a tarefa de produzir perfumes, inicialmente usados na adoração de Rá, o Deus-Sol. Popularizados posteriormente, vinham num sistema muito conveniente: caixinhas amarradas na cabeça.

Também podiam ser usados como repelentes e no embalsamento, mas a rainha Cleópatra já usava essências cosméticas. Os gregos produziam óleos aromáticos, ou unguentos, usados mais tarde como medicamento, embora o perfume moderno só surgiu na Idade Média.

Depois de um período de grande austeridade, os cruzados levaram para casa os cheiros exóticos dos locais por onde passaram como a baunilha. Os árabes inventaram um processo de destilação das pétalas de rosas, produzindo o primeiro perfume usado com flores, a água de rosas. Com o álcool, surge o “Água da Hungria”, ainda no século XIV.

Mas ninguém fez tanta fama com os perfumes como os franceses. Eles tornaram-se os mais tradicionais produtores de perfumes do mundo por razões mais do que mundanas. Primeiro, foi a produção em massa de perfumes para disfarçar o cheiro do couro no fabrico de luvas.

Depois, com o estereótipo de que eles perfumam-se para não ter que tomar banho… Na verdade, o que aconteceu é que a popularização do perfume criou a impressão de que não era mais preciso se limpar, já que havia como disfarçar o mau cheiro. Até a pasta de dentes teve a sua origem nesse pensamento, pois “perfumava-se” a boca com anis para o mau hálito.

Com a evolução da indústria química, houve uma democratização dos perfumes, pois um número cada vez maior de produtos surgiu no mercado, para todos os tipos de bolso. Eles passaram a ser um item da moda e são usados igualmente por homens e mulheres de todas as idades.

Existem até perfumes para bebês e crianças. A maioria das pessoas não sai de casa sem antes colocar um perfume, e muitos consideram isso um hábito de higiene. Eles podem ser usados logo após o banho, para evitar que os odores corporais exalem após algumas horas. Outros gostam de passar várias vezes durante o dia.

É muito comum ver alguém passar um pouco de perfume no colo, logo abaixo do pescoço, ou então no lóbulo da orelha, quando está se arrumando para um encontro romântico.

Alguns perfumes mantêm a sua aura de mistério e continuam inacessíveis ao grande público, como o Channel Nº 5. Ele fez história trazendo um novo método de fabrico e um novo conceito, fazendo a imagem associada ao produto importar tanto quanto a fragrância.

Hoje em dia, o processo de produção de perfumes é uma mistura de aromas naturais ou sintéticos com álcool, substâncias misturadoras, fixadoras e óleos essenciais. Talvez não seja muito romântico, mas esse agora é o papel das embalagens, dos recipientes e da aura em torno do perfume. É o caso dos próprios brasileiros.

Apesar de a variada indústria nacional contar com essências com aromas delicados e exóticos como o maracujá e o cupuaçu, o consumidor tupiniquim é ainda grande fã dos perfumes importados, como os perfumes masculinos Ferrari Black e Hugo Boss ou os Carolina Herrera e Gabriela Sabatini.