Pedofilia: Consequências e Prevenção

A pedofilia dentre outras denominações é a perversão sexual caracterizada pela atração sexual de adulto por criança ou prática sexual de adultos com crianças onde essa atração por parte de uma pessoa adulta ou adolescente está a principio voltada para crianças que se encontram numa fase muito antes da puberdade ou no início da mesma.

Essa prática é caracterizada como crime mesmo com consentimento da criança, pois, são pessoas que não se encontram dentro da faixa etária de idade mínima estipulada por cada país para a prática sexual. Agora, imagine quando esses episódios que por si só já são atos criminosos, são praticados sem o consentimento das vítimas, onde o uso da força ou de ameaça é empregado contra um indefeso (a).

De acordo com o critério da OMS (Organização mundial da saúde), adolescentes de 16 e 17 anos podem ser considerados pedófilos quando estes tiverem uma preferência sexual persistente por crianças pré-púberes ou que seja pelo menos 5 anos mais jovens do que esses adolescentes.

Os prejuízos morais, psicológicos e muitos outros causados por esses atos delituosos às suas vítimas e suas famílias são incalculáveis, pois, muitos acham que, passado o susto e tendo a vítima sua vida preservada, vai ficar tudo bem. Mas não é bem assim, pois, se uma pessoa adulta e já praticante do sexo sofrerá muitas consequências ruins se for violentada (o) sexualmente, imagine quando essa mesma violência é praticada contra quem ainda não conhece o próprio corpo, que não sabe porque aquilo está acontecendo, que não sabe e ou não pode se defender nem mesmo com palavras, quando a menina não tem o corpo de mulher e o menino ainda não apresenta características de homem, que nunca foi preparada para o estímulo sexual, quando a criança sofre esse absurdo por parte de quem ela confiava e enxergava nesse bandido um protetor.

Veja algumas situações muito prováveis de se perpetuar na vida de uma criança abusada sexualmente:

  1. Psicológico e emocional – Tendo em vista que a criança tenha medo de represálias ao falar para alguém o que aconteceu com ela e principalmente se o abuso foi praticado por alguém da família ou muito próxima a ela a qual tenha que cruzar com ela no dia a dia, é provável que a tortura permaneça em sua mente por muitos anos;
  2. Isolamento – Como consequência da situação acima, a criança tende a não aparecer, a se isolar, a não aceitar que alguém se aproxime dela e certamente, dessa forma, estudos escolares e planos futuros serão drasticamente alterados de forma muito negativa;
  3. Auto-estima – Impossível manter em alta até para um adulto, quem dera uma criança que está sendo constantemente violentada e obrigada a manter o silêncio;
  4. Suicídio – Há uma grande possibilidade de suicídio, quando do abuso prolongado, a criança sofrer ameaças, também, de violência física por parte do infrator na tentativa de manter o silêncio da criança;
  5. Prostituíçao – Além de haver possibilidade de continuar com problemas emocionais na fase adulta, a criança que sofreu tal abuso e principalmente por período prolongado, pode acabar fazendo o mesmo com outras crianças bem como, desenvolver uma tendência à prostituição.

Tudo que foi descrito acima se encaixa em um filme de terror aonde o monstro causa pânico, medo, tortura e morte. Mas, acreditem: o nosso monstro em questão tem sua monstruosidade (pedofilia ) classificada como uma desordem mental e de personalidade do adulto, sendo também chamada de desvio sexual ( um padrão de comportamento sexual no qual, em geral, a fonte predominante de prazer não se encontra na cópula, mas em alguma outra atividade. Ou seja: tipo de comportamento em que o desvio se dá não no ato sexual, mas no objeto do desejo sexual)

Embora tenha se desenvolvido muitas técnicas no sentido de tratar a pedofilia e observando-se que tratamentos e estratégias reparativas são ineficientes, ainda continuam, no Brasil e na maior parte do mundo achar que é uma doença e não tomam maiores providências, assim como em alguns países onde o tratamento é a castração química. Mas, muitos podem perguntar-se: mas ainda há casos de abusos desse tipo nesses países com esse tipo de punição? Mesmo a reposta sendo sim, pode-se dizer que, além de um número baixo de casos envolvendo novos personagens, a reincidência é quase zero. Ao contrário de países com punições brandas aonde o infrator de agora muitas vezes é o mesmo de outros casos já identificado e punido com uma pena insignificante se comparado aos cinco prejuízos citados acima. Tanto foi insignificante que ele continua a praticar o mesmo delito livremente.

Faça algo para evitar

  1. Em se tratando de muitos países, inclusive o Brasil, vale muito o dito popular, ´”é melhor prevenir do que remediar” e nesse caso, comece por fazer restrições à internet. Pergunto: que necessidade tem de uma criança de cinco, seis, sete….,dez anos acessar livremente alguma rede social ou de permitir computadores conectados à internet dentro de seu quarto?
  2. Fique sempre atento (o) quanto à mudança de comportamento e principalmente em relação a algum membro da família, vizinho ou a um frequentador constante de sua casa ou dependências, pois, por se tratar de criança e por isso não deve ir tão longe sozinha, exceto pra escola, a probabilidade maior nesse caso fica para com pessoas próximas.

Os riscos sempre irão existir e especialmente em países onde só se fala que o que falta é a educação e permanecendo com leis falhas e punições brandas demais para um crime tão hediondo e destruidor de famílias. Ainda assim, iremos conseguir diminuir muito esses riscos se não ignorarmos detalhes que uma criança e ou adolescente possa apresentar bem como: sendo pais presentes e, sendo presentes, podemos fazer a diferença nessa faze da vida de nossos filhos. Leia outros artigos semelhantes.