Para Nooooooooossa Alegria!!!

Vivemos numa época na qual a informação é tão rápida quanto à velocidade da luz. No mesmo segundo que algo acontece no canto mais remoto do nosso planeta, havendo conexão com a web ou mesmo de posse de um telefone celular, é possível que no instante posterior este fato já seja notícia mundial. Não pretendo me prender ao mérito de tal acontecimento, mas na capacidade que tem de se multiplicar de forma exponencial.

Há menos de duas décadas presenciei, aqui no Brasil, o surgimento da internet, época que, aqueles que conseguiam velocidade de conexão superiora a 256 kb poderiam se considerar pertencentes de outra realidade. Sem mencionar o detalhe dos equipamentos, que, em termos de comparação, notebook era um objeto de luxo e pra poucos. Mas de volta a realidade atual, na qual nossas vidas, em fragmentos ou totalmente, podem ser compartilhadas ou visualizadas por uma gama sobrenatural de indivíduos, nos sentimos muitas vezes reféns da fama repentina e escravos daquilo que tanto almejamos mas que a sociedade não está preparada a nos proporcionar: Espaço, no que tange à inclusão social. Você deve agora estar se perguntando, mas que diabos ele tá querendo dizer escrevendo isso?

Muito bem. Vamos ao exemplo cujo título desse artigo emerge: PARA NOOOOOOOOSSA ALEGRIA! Há poucas semanas, tendo como referência a postagem deste artigo, presenciamos a meteórica ascenção de uma família, cujos protagonistas são um casal de irmãos e, que devido possuírem uma câmera de vídeo, puderam postar o vídeo caseiro, que entoando uma canção gospel, pela forma divertida e expontânea que fora executada, virou hit nacional.

Porém, a questão que surge, no tocante à inclusão imediata desta família num espaço, que até a pouco tempo era reduto de poucos, é de que forma a mesma sociedade que fornece, direta ou indiretamente, os mecanismos para tal exposição, tem a capacidade de abrigar em seu seio esses cidadãos e ao mesmo tempo não os fazerem se sentirem excluídos de um espaço que até então eles não tinham acesso? Este singelo artigo não tem o interesse de se esgotar em si mesmo nem tampouco explorar a fundo a discriminação velada que perdura em nossa sociedade, mas sim fomentar a discussão acerca do tema “A Inclusão Social Frente a Uma Sociedade Despreparada e Ignorante”, cujo foco será em outro artigo.