Palestina – Afinal, que Terra é Essa?

Definitivamente, o uso do cachimbo faz a boca torta. Esta palavra, raramente encontrada no Antigo Testamento, dizia respeito a uma área costeira, localizada a sudoeste de Israel e que era de ocupação dos filisteus, povo inimigo dos israelitas. Palestina é a tradução da palavra “Pilisheth” e nunca foi usada anteriormente para designar a todo o Israel. Também denominada Filístia, aquela área costeira era o caminho dos filisteus e as áreas mais centrais eram denominadas Canaã, a terra prometida por Deus ao povo de Israel.

Quando Deus designou Canaã para a ocupação do povo judeu, ele especificou exatamente a sua dimensão, mostrando toda a sua extensão a Moisés do alto do monte. A expressão “Palestina” como a encontramos hoje, usada por aqueles que querem a todo custo negar a existência de Israel e o seu direito à terra prometida, foi inventado pelo imperador Adriano, ferrenho inimigo da Bíblia e, portanto, dos israelenses. Zvi Rivai é um israelense cristão messiânico, profundo pesquisador desta matéria, que descobriu que, antes do ano 135 d.C., os romanos usavam os termos Judéia e Galiléia para se referir à Terra de Israel.

Quando Tito destruiu Jerusalém no ano 70 d.C., o governo romano cunhou uma moeda com a inscrição Iudea Capta, querendo dizer “a Judéia foi capturada”. O termo “Palestina” nunca foi usado nas designações romanas antigas. Quando Bar Kochba, em 135 d.C. aniquilou com a segunda revolta dos judeus contra Roma, o então imperador pagão Adriano aplicou esta referência à terra de Israel, e mudou a adoração a Deus no Santuário em Jerusalém e no sepulcro de Jesus Cristo, por entidades pagãs, deuses criados pelo homem.

Neste momento, ele também mudou o nome de Israel e da Judéia para Palestina. Esse inveterado inimigo de Israel utilizou o nome de um de seus piores inimigos, os filisteus, para ridicularizar o povo judeu e tentar apagar da história o nome de Israel, como se fosse possível. Ao contrário do que se possa pensar, os filisteus não eram originários do Oriente Médio e sim da Europa, próximos da Grécia e, portanto, Palestina não tem nenhuma relação com os árabes.

Infelizmente, até mesmo os cristãos seguidores de Jesus Cristo, do mundo contemporâneo, têm adotado erroneamente o nome Palestina para designar a terra de Israel, influenciados que foram pela utilização daquela designação também pelo imperador Constantino, que começava a aceitar o cristianismo como legal. Isto em meados de 300 d.C. Fato é que nunca houve uma Palestina nos tempos de Jesus Cristo e também não há nos dias de hoje, é preciso acabar com esta fantasia, e “dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, e ponto final.